Descobrindo os segredos do Universo

Por Benjamin Alire Sáenz


Quase não escrevi Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo. Em primeiro lugar, minha jornada em busca da aceitação da minha sexualidade tem sido dolorosa, difícil, complicada e conflituosa. E bastante longa. Como se diz hoje em dia, eu “saí do armário” aos cinquenta e quatro anos. Estava um pouco atrasado. É justo dizer que, ao fim dessa jornada, estava ferido. Mas o que são algumas feridas para um escritor? Feridas saram — principalmente quando você recorre às palavras em busca de conforto e cura. Se eu não tivesse chegado a este estágio de autoaceitação, certamente não teria passado pela minha cabeça escrever um romance sobre a amizade e o amor entre dois garotos latino-americanos.

Em segundo lugar, quando comecei a escrever a história de Ari — um jovem na fronteira da maturidade, mas também à beira do autodesprezo —, quase abandonei o projeto de vez. Por quê? A resposta é simples: eu estava com medo. Estava com medo de revelar minha sexualidade de maneira tão pública. E estava com medo de que o personagem que eu estava criando fosse perigosamente próximo de mim mesmo. As inseguranças e angústias de Ari refletiam muito bem as minhas. E isso realmente me assustava.

Dei um tempo na escrita do romance e passei a me dedicar ao meu livro de poesia. O livro estava uma confusão. Mas, certa manhã, enquanto eu tomava uma xícara de café, acidentalmente abri o arquivo de Aristóteles e Dante. Comecei a ler e pensei: preciso terminar isso. Havia alguma coisa no Ari que cativava a atenção e, naquele momento, senti que estava lendo o trabalho de outra pessoa. Era um sentimento incomum, estranho, mas também maravilhoso, e eu sabia que tinha que escrever o livro. Pensei em todos os garotos por aí tentando se tornar homens, e pensei que deveria existir um mapa para os garotos que nasceram para jogar com regras diferentes — garotos que, não por escolha própria, nasceram gays. Pode-se dizer que me tornei um cartógrafo.

Algumas vezes, falamos erroneamente sobre homossexualidade como se fosse uma questão de escolha. Que cara maluco faria uma escolha dessas num mundo como este? É certo que a atração sexual é inata aos indivíduos. Para pessoas que são atraídas pelo sexo oposto, a sexualidade é vista como algo positivo. Infelizmente, para pessoas que são atraídas por membros do mesmo sexo — bem, nossa sexualidade não é vista como algo positivo pela maior parte da sociedade. Na verdade, somos vistos como uma ameaça. Na religião em que fui criado, nós vemos o amor entre um homem e uma mulher como sagrado. O amor entre um homem e uma mulher é encarado como um sacramento. Não é por acaso que tantos homens gays sofram não só para amar outro homem, mas para amar a si mesmos. Eu tive que escrever este livro. Eu queria mostrar as angústias de dois garotos e dos pais que os amavam, porque eu queria que meus leitores os amassem também. Que os aceitassem, sofressem com eles, rissem com eles, chorassem com eles — e triunfassem com eles.

Enquanto escrevia o livro, pensei nos milhares, senão milhões de garotos que estão sofrendo consigo mesmos neste exato momento — garotos que estão aprendendo a aceitar os segredos do próprio corpo. Levava sempre comigo, na minha mente e no meu coração, a minha jornada e a de milhares de latino-americanos da minha geração, cuja caminhada em direção à maturidade foi terrível, dolorosa e torturante. Levava sempre comigo, na minha mente e no meu coração, a dolorosa e às vezes violenta jornada que meu país está trilhando ao aceitar homens como eu. Homens e garotos como eu não são nem demônios nem degenerados. Somos apenas homens. Eu sou apenas um homem. E como todos os homens, quero ser capaz — sob a Declaração de Independência dos Estados deste país — de buscar a felicidade.

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ARISTÓTELES E DANTE DESCOBREM OS SEGREDOS DO UNIVERSO
Sinopse:
Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.
Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas — e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.

[Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo será lançado no dia 30 de abril pela Editora Seguinte, o selo jovem da Companhia das Letras.]

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Benjamin Alire Sáenz nasceu em 1954, no Novo México, Estados Unidos. É chefe do departamento de escrita criativa da Universidade do Texas em El Paso e escreve prosa e poesia para jovens e adultos. Em 2013, Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo foi escolhido livro de honra do Michael L. Printz Award e recebeu o Stonewall Book Award, entre vários outros prêmios.

Quem é quem na Companhia das Letras

Nome: Caroline Faro

Há quanto tempo trabalha na editora? Quase 6 meses

Função: Sou estagiária do departamento de Direitos Estrangeiros. Trabalho, basicamente, com os contratos de compra de livros estrangeiros, entre outras tarefas eventuais.

Um livro: Um só é muito difícil, então vou ter de citar alguns. No momento estou lendo Como mudar o mundo — Marx e o marxismo, de Eric Hobsbawm. É um livro muito interessante e já fazia tempo que eu me programava para lê-lo. Li também muitos quadrinhos desde que entrei na editora, e me emocionei com Maus, de Art Spiegelman. Para acabar, um dos livros mais engraçados que já li, se não o mais, O cheiro do ralo, do Mutarelli — li e reli muitas vezes.

Uma citação ou passagem de livro:

“As cores cansadas esvaíram-se das coisas…” — O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde.

Sua parte favorita do trabalho: Gosto muito de saber das novidades de literatura estrangeira! É muito interessante ver a versão original dos livros que chegam ao departamento para análise, participar do processo de compra do livro e posteriormente vê-lo pronto, traduzido.

Por que você decidiu seguir essa carreira? Faço Letras porque sempre gostei muito de literatura, mas nunca tive muita certeza de como seria minha carreira profissional. Entrar na editora foi um grande passo pra mim, me identifiquei logo de cara e tenho aprendido muito aqui.

 

O assassino em mim

Por Raphael Montes


Desde o início da carreira, mantenho firme a ideia de que o escritor não deve se isolar, de que não precisa ser aquela figura mítica e reclusa. Nas últimas semanas estive no Rio, em São Paulo e em Brasília para noites de autógrafo de Dias perfeitos. Além disso, fui entrevistado no Programa do Jô, o que ajudou a aumentar ainda mais o público-leitor. Particularmente, adoro participar de eventos, trocar ideias com leitores e livreiros, discutir meu trabalho. Participo ativamente do Facebook (agora também no Raphael Montes II) e respondo diretamente aos leitores. Acho esse retorno importante, pois o processo de escrita é todo solitário e, ao contrário do ator (que recebe impressões imediatas da plateia), o escritor costuma ficar perdido, sem saber ao certo que público está atingindo, quem o lê, etc. Nos eventos, muitos me perguntaram sobre o processo criativo do livro. Mais especificamente, perguntaram como foi entrar na mente de um psicopata e enxergar o mundo da visão dele.

Antes, uma breve sinopse: Dias perfeitos conta a história de Téo, um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e dissecar cadáveres nas aulas de anatomia. Certo dia, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Clarice está escrevendo um road movie de nome “Dias perfeitos”. Obcecado por Clarice, Téo começa uma aproximação doentia que culmina num sequestro e num plano para forçá-la a gostar dele a qualquer custo.

Trata-se de um suspense psicológico, uma história de amor obsessivo em que a força narrativa está mais na densidade psicológica dos personagens do que nas reviravoltas da trama. Isso sempre me pareceu muito claro desde o início. Interessava-me sobretudo explorar a mente de Téo, entender como funcionavam seus mecanismos de raciocínio. Afinal, ainda que cause certo estranhamento um sujeito acreditar que conquistará uma mulher ao sequestrá-la, Téo é um pouco como todos nós: foi rechaçado pela pessoa por quem está apaixonado e, desesperado, busca que ela lhe dê uma chance. A premissa me interessou por abordar temas muito humanos; assuntos que, de um modo ou de outro, já vivemos — o amor e a rejeição são universais. Quem nunca acreditou que bastava uma chance para conquistar de vez aquele que nos rejeita? É essa chance que Téo busca ao sequestrar Clarice. Quer que ela o conheça melhor e perceba como ele pode ser bom para ela. Meu desafio era dosar bem esses elementos — estranhamento e identificação — para sustentar a trama e fazer o leitor embarcar na viagem sem saber de que lado se posicionar.

Téo e Clarice são protagonistas e agonistas ao mesmo tempo. O efeito da ação de um sobre o outro troca de mão a cada página, mesmo quando isso não se passa de maneira explícita (principalmente quando não se passa de maneira explícita). Desavisados podem pensar que Téo conduz tudo, mas o efeito das mudas ações de Clarice sobre ele é enorme. Para explorar essas nuances, a opção pela terceira pessoa me pareceu mais natural. A frieza e o distanciamento narrativos eram próprios ao personagem. Ao mesmo tempo, através do discurso indireto livre, tive espaço para explorar sua visão distorcida. Escrever sob a ótica de um psicopata foi especialmente interessante. Téo tem uma lógica impecável e justifica suas atitudes com muita racionalidade e calma. Tive a consultoria de um psiquiatra e de outros três médicos que me ajudaram a definir a voz do personagem. Fiz também leituras sobre psicopatia. A maior dificuldade foi encontrar o tom, entrar efetivamente na lógica dele e costurá-la ao longo do texto.

Quando consegui (meses depois), tudo fluiu naturalmente e, para meu espanto, eu já conseguia pensar como ele, seguir suas ações perturbadoras sob um manto de justificativas plausíveis. Uma vez dentro de sua mente, tudo fez muito sentido. Assim como Téo, o leitor não sabe se Clarice está sendo conquistada ou não. No romance, o mistério não está na identidade do assassino. O mistério é Clarice: o que ela pensa, sente e pretende. Nem Téo nem o leitor sabem. Essa ausência de informações sobre os pensamentos dela ajuda na compreensão da angústia do personagem e de seu amor incontrolável não correspondido. O título do romance se justifica numa sutil ironia. Ele acredita efetivamente viver dias perfeitos ao lado da amada, ainda que Clarice esteja sedada e algemada ao banco do carona do carro.

Acredito que todos temos um lado frio — talvez assassino — dentro de nós. E é nosso lado obscuro que a história busca trazer à superfície. Uma vez mostrada através dos olhos de Téo, o próprio leitor se identifica — e até defende — algumas de suas atitudes (é o jogo de estranhamento e identificação de que falei). No fim das contas, ele faz o que o todos já tivemos vontade de fazer. Para alguns, só falta a coragem.

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PROMOÇÃO: Quer ganhar um exemplar de Dias perfeitos? Então responda a pergunta:

O que você estaria disposto a fazer para manter o amor da sua vida ao seu lado?

Deixe sua resposta aqui nos comentários até o dia 7 de maio. A melhor resposta irá ganhar um exemplar do novo livro de Raphael Montes. O resultado da promoção será divulgado no dia 8 de maio, neste mesmo post.

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Veja o booktrailer e leia um trecho do livro:

 

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Raphael Montes nasceu em 1990, no Rio de Janeiro. Advogado e escritor, publicou contos em diversas antologias de mistério, inclusive na revista americana Ellery Queen Mystery MagazineSuicidas (ed. Saraiva), romance de estreia do autor, foi finalista do Prêmio Benvirá de Literatura 2010, do Prêmio Machado de Assis 2012 da Biblioteca Nacional e do Prêmio São Paulo de Literatura 2013. Dias perfeitos, seu próximo suspense, será publicado no dia 25 de março de 2014 pela Companhia das Letras. Atualmente, o autor realiza trabalhos editoriais, ministra palestras sobre processo criativo e escreve o projeto de uma série policial para TV.
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Aforismos de Kafka adaptados para a internet

Por Joca Reiners Terron


1.
A partir de certo número de curtidas não há mais retorno. É este o ponto que tem de ser evitado.

2.
O momento decisivo da regressão humana é permanente. Por isso estão certos os movimentos revolucionários do Facebook que declaram nulo tudo o que veio antes, pois nada ainda aconteceu.

3.
Como um post bêbado no domingo: mal foi bloqueado, cobre-se outra vez de ressentimento.

4.
Não deixe que a mídia social o faça acreditar que você poderia guardar segredos diante dela.

5.
Com tanta firmeza quanto a mão segura a pedra, segura o mouse. Ela segura a pedra firmemente, porém, só para atirá-la mais longe. Porém mesmo sem ser arremessado, um mouse causa mais ferimentos.

6.
Você é o tuíte máximo que diz toda a verdade. Por todos os lados, nenhum seguidor.

7.
Como é possível alguém alegrar-se com o Instagram, a não ser quando se refugia nele?

8.
O imbecil arranca o meme das mãos do dono e o aplica a si mesmo, sem saber que isso é apenas uma fantasia produzida por um novo nó na corrente.

9.
Em certo sentido o comentarista de internet nunca terá consolo a não ser a anonimidade.

10.
Não aspiro a self-performance. Self-performance significa: querer atuar num ponto aleatório das irradiações infinitas da minha existência virtual. Mas tenho de traçar estes círculos em torno de mim, por isso é melhor fazê-lo passivamente no puro espanto de admiração perante o imenso complexo e levar para casa apenas a força que e contrario essa visão oferece.

11.
Sua exaustão é a do gladiador após a luta, seu trabalho foi minar a credibilidade de um blogue publicado em sânscrito por um fantasma e seguido apenas por analfabetos.

12.
Antes eu não entendia por que não recebia nenhum comentário às verdades em meus pôstes, hoje não entendo como podia acreditar que era capaz de postá-las. Mas realmente não acreditava, só postava.

13.
Sua resposta à afirmação de que talvez tivesse relevância virtual e bom número de hits vindos do Japão e da Tailândia, mas não existência, foi apenas tremor e taquicardia.

14.
Não se pode pagar o mal à prestação e, no entanto, as pessoas tentam isso sem parar.

Seria concebível que o grande Mark Zuckerberg, a despeito dos êxitos financeiros de sua juventude, do excelente exército que formou, das forças que sentia dentro de si para mudar o mundo, tivesse estacado em Times Square diante do painel da Nasdaq e jamais o enxergasse, na verdade não por medo, indecisão ou falta de energia, mas por causa de sua total incapacidade de abstração.

15.
Os cães de caça ainda jogam Call of Duty interconectados, mas a presa não lhes escapa, por mais que já desabilite suas contas nas redes sociais e mude de IP.

16.
Quanto mais mulas você atrela para o cyberbullying, tanto mais rápido ele anda, ou seja: não para arrancar os blocos de alicerce, o que é impossível, mas para rebentar a fibra e, como resultado, a alegre viagem vazia.

17.
Mente-se o menos possível só quando se mente o menos possível e não quando se tem a menor oportunidade possível para mentir. No caso de se ter a maior oportunidade possível para mentir (a vida nas redes sociais), mente-se o tempo todo.

18.
Quem renuncia ao Facebook tem de amar a todos os seres humanos, pois também renuncia ao mundo deles. A partir daí começa a pressentir a verdadeira essência humana, que não é outra coisa senão poder ser amado, pressupondo-se que esteja à altura disso.

19.
Nossa arte consiste em sermos ofuscados pela verdade: a luz artificial do monitor sobre o rosto horrível que vai recuando é verdadeira, de resto nada.

20.
O espírito só fica livre quando deixa de ser um link.

* * * * *

Joca Reiners Terron é escritor. Pela Companhia das Letras, lançou os romances Do fundo do poço se vê a lua Não há nada lá. Seu novo livro, A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves, foi publicado em abril. Ele contribui para o blog com uma coluna mensal.
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Marque na agenda

Lançamento de Procurando Mônica
Sexta-feira, 25 de abril, às 18h
José Trajano autografa o livro Procurando Mônica em Santos.
Local: Realejo Livros – Avenida Marechal Deodoro, 2 – Santos, SP

Lançamento do livro O Brasil é bom
Sexta-feira, 25 de abril, às 19h
Sessão de autógrafos com André Sant’Anna em São Paulo.
Local: Livraria da Vila – Rua Fradique Coutinho, 915 – São Paulo, SP

José e Pilar na Flipoços
Sábado, 26 de abril, às 15h
Miguel Gonçalves Mendes realiza a exibição do filme José e Pilar na Flipoços.
Local: Teatro da Urca – Praça Getúlio Vargas, s/n, Centro – Poços de Caldas, MG

Café com Poesia com Paulo Henriques Britto
Sábado, 26 de abril, às 10h30
Venha conversar sobre poesia. Café com Poesia é um encontro mensal, e em março contará com a presença do escritor e tradutor Paulo Henriques Britto.
Local: Loja da Companhia por Livraria Cultura – Av. Paulista, 2073 – Conjunto Nacional – São Paulo, SP

Lançamento de As barbas do imperador
Sábado, 26 de abril, às 11h
Lilia Moritz Schwarcz e Spacca lançam a  versão em quadrinhos de As barbas do imperador. Evento com certificado de participação. Confirme sua presença pelo e-mail professores@companhiadasletras.com.br até o dia 23/4. 
Local: Teatro Eva Hertz na Livraria Cultura – Av. Paulista, 2073 – Conjunto Nacional – São Paulo, SP

Drauzio Entrevista + Lançamento de Sergio Y. vai à América
Segunda-feira, 28 de abril, às 19h30
Drauzio Varella entrevista Alexandre Vidal Porto durante o lançamento de Sergio Y. vai à América. Logo após haverá coquetel e sessão de autógrafos com o autor.
Local: Teatro Eva Hertz na Livraria Cultura – Av. Paulista, 2073 – Conjunto Nacional – São Paulo, SP

Debate com Mário Magalhães
Terça-feira, 29 de abril, às 19h
Mário Magalhães participa de debate e sessão de autógrafos de Marighella em Barra Mansa, no Rio de Janeiro.
Local: Centro Universitário de Barra Mansa, Campus Barra Mansa – Rua Vereador Pinho de Carvalho, 267, Centro – Barra Mansa, RJ