Da Madison Avenue à beira do Pacífico: a jornada imaginária dos Mad Men pela América do século 20

Por Ana Maria Bahiana

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Cena de Mad Men (AMC).

Posso falar de Mad Men de novo? Por conta daquele maravilhoso episódio final?

Quando uma jornada desse fôlego chega ao final — e a um final que seu criador sempre afirmou estar planejado desde o início — minha vontade é sempre rever/reler tudo, como se faz com um bom livro, procurando arcos e curvas, ritmos expressos e ocultos, temas recorrentes. E é o que estou fazendo agora, revendo/relendo os 92 episódios da obra de Matthew Weiner (e seus colaboradores) à luz do ponto final.

Muita gente aqui nos Estados Unidos achou defeito em “Person to Person”, o episódio final que foi ao ar no domingo, dia 17 (e exibido uma hora antes, para uma seleta plateia de convidados, no Ace Theater de Downtown LA). Não sei bem o que essas pessoas queriam, ou esperavam. Eis o que Matthew Weiner fez: depois de ir dando adeus, progressivamente, à maioria das personagens principais ao longo dos episódios da sétima e última temporada (com um telefonema, um fechar de porta, eles literalmente saíam de cena), ele se preocupou em dar o nó final nos arcos que foram a viga mestra da série. Com a própria agência independente desmantelada, física e emocionalmente, no antepenúltimo episódio, cada personagem essencial foi colocado brevemente em queda livre para fazer as opções necessárias ao seu futuro — aquilo que, definitivamente, extingue o passado.

Restou o, digamos assim, núcleo duro. Revendo as temporadas anteriores, e consultando a lista de 10 filmes que Weiner usou como guias de sua inspiração, duas coisas me pareceram bem claras no universo de Mad Men — que é a compressão imaginária dos Estados Unidos da Guerra Fria —, os homens parecem dominar, mas na verdade andam em círculos, rosnando uns para os outros na defesa de seu território profissional e sexual; são as mulheres que, da sombra de seus papéis subalternos como conquistas/enfeites/administradoras da pax domestica, emergem e marcham adiante, na direção de algo novo, desconhecido, inebriante.

Vi o episódio final pensando nisso. Quatro mulheres fecharam a narrativa em pleno controle de suas vidas. Sally, com quem me identifico demais, assume a liderança de sua família e, como sempre ao longo da série, explica ao pai os comos e porquês de tudo o que ele se recusa a entender. Joan, que sempre foi a dona absoluta de seu corpo e de sua sexualidade na selva dos homens, traça uma linha no chão: sim, quero me divertir; não, não abro mão de minhas ambições e minha independência.

Betty sempre foi uma personagem misteriosa, complicada, fácil de detestar — especialmente quando vista fora do contexto comum para as mulheres dessa geração, ou seja, alguém que se casou assim que se formou no colegial, que nunca teve tempo de crescer, que foi enclausurada na jaula doméstica do ideal de família classe média dos anos 1950 antes de descobrir quem ela realmente era. Se Don Draper e seus colegas de agência eram os “swinging bachelors” (apesar de casados…) do meio do século, a outra face do puritanismo da época, Betty era a “dona de casa exemplar”, a santa dos subúrbios, com o jantar sempre pronto e as crianças limpas e sorridentes quando o marido à casa volta. A jornada de Betty começa com a desilusão profunda, o desencanto desse mito, e prossegue passo a passo, penosamente, até a volta à faculdade, o encontro furtivo com o ex-marido — basicamente para lhe dizer que tudo mudou — e, finalmente, a tomada das rédeas das decisões de vida e morte que sua geração — onde o cigarro tornou câncer e enfisema males de proporções epidêmicas — conheceu tanto.

Peggy, a personagem mais emblemática da nova geração de mulheres que abriu clareiras no mercado de trabalho, causou polêmica por aqui por ter respondido com um entusiástico “sim” à observação de seu diretor de arte/futuro namorado Stan Rizzo de que “nem tudo na vida é trabalho”.  Com todo respeito à opinião contrária, não vejo nada na jornada de Peggy rumo à independência que possa ser ameaçado ou diminuído por um relacionamento saudável e alegre com alguém que a conhece bem e respeita mais ainda. Nenhuma de suas conquistas desaparece diante dessa escolha — sim, em 10 anos é muito provável que ela seja a diretora de criação de uma grande agência, ou dona de sua própria empresa, a Roger Sterling do final do século, com ou sem Stan a seu lado.

Além do mais, o relacionamento da dupla — que foi sugerido pela equipe de roteiristas da série, e, no começo, rejeitado por Weiner — sempre teve todo tom de uma das referências estéticas de Mad Men: as comédias românticas do mestre Billy Wilder, nas quais o pugilato verbal é sempre o aquecimento para um desenlace feliz.

E os rapazes? Espalham-se aos quatro ventos, seguindo as versões possíveis de suas fantasias. E ficamos com o mistério supremo que é Don Draper/Dick Whitman. A dualidade do protagonista sempre foi central para a série — Weiner aponta North by Northwest, de Hitchcock, como uma viga mestra da trama, com seu publicitário (Cary Grant) que toma o nome de outra pessoa. Nos derradeiros episódios a dualidade tornou-se uma fuga, não de adversários externos, como no filme de Hitchcock, mas de demônios interiores.

Numa progressão cada vez mais intensa, os últimos episódios de Mad Men levaram Don/Dick a revisitar metaforicamente sua infância pobre e infeliz, o hobo que lhe deu a ideia de uma vida aventureira, a mulher que provavelmente ele amou de verdade (a poderosa e decidida Rachel Menke), sua passagem nada heroica pelo exército. Em outras palavras, a última temporada, para Don Draper, é a primeira temporada, uma oitava acima.

E finalmente, nada mais resta. Sozinho na fronteira final da América, no alto de uma falésia sobre o Pacífico, não há mais para onde fugir. Primeiro vem a dor do reconhecimento do abismo. Depois, como costuma ser, a paz.

Ao nascer do sol, ao som de um ommmm, Don e Dick se encontram e se fundem. Não há mais dualidade ou conflito na Era de Aquário pessoal do nosso anti-herói. Agora ele sabe quem ele é, e o que sabe fazer: vender absolutamente qualquer coisa a qualquer pessoa. Não há mais inocência.

Isso é que é.

* * * * *

Ana Maria Bahiana nasceu no Rio de Janeiro e vive em Los Angeles. Jornalista cultural, escreveu sobre cinema e música em publicações como Rolling StoneBizzJornal do BrasilFolha de S. Paulo, entre outras, e foi correspondente, na Califórnia, das redes Globo e Telecine. É autora de Como ver um filme (Nova Fronteira, 2012), Almanaque dos anos 70 (Ediouro, 2006) e Almanaque 1964 (Companhia das Letras, 2014), entre outros livros. Ela contribui para o blog com uma coluna mensal.
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Os primeiros passos

Por Gabriel Bá

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Dois meses. Duas línguas. Nove sessões de autógrafos em cinco cidades na França, mais de 4.000 livros vendidos nas primeiras quatro semanas. Oito eventos em cinco cidades do Brasil, todos com bate-papos e longas sessões de autógrafos. Quase 6.000 livros distribuídos. Contratos assinados para lançar edições em inglês e italiano ainda este ano. Nunca imaginamos que este livro pudesse ser tão brasileiro e, ao mesmo tempo, tão internacional.

Quando penso no Dois irmãos, parece que minha cabeça se transforma no Biblos, restaurante do viúvo Galib, com sua algaravia de vozes e línguas. Formulo frases em francês pra explicar a história, resultado do lançamento no Salon du Livre de Paris e da pequena turnê pela França, em março, promovendo a edição do Deux Frères, publicada pela Urban Comics simultaneamente com a edição brasileira. Na semana passada, terminei a revisão do livro em inglês e passei os últimos dias discutindo o livro com o editor, pensando na edição e no lançamento nos EUA. Mas quando penso nas frases do livro que mais me encantam, as palavras ainda vêm em português.

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Depois de uma gestação de quatro anos, finalmente temos um livro novo no Brasil. Durante esses quatro anos, pudemos trabalhar em silêncio no Dois irmãos, não falamos ou mostramos nada do livro, assim como não fomos questionados sobre ele, pois as pessoas ainda estavam descobrindo o Daytripper. Incrivelmente, nosso último livro sobreviveu no interesse do público, nas prateleiras das livrarias, na boca do povo. Viajamos o mundo por causa do Daytripper. Sempre questionados sobre novos trabalhos, respondíamos que estávamos trabalhando nesta adaptação e a conversa parava por aí. Com o livro finalmente pronto e em mãos, surgem agora as razões para sair do isolamento produtivo e encontrar o público, falar da história, falar do trabalho, essa conversa entre leitor e autor só possível quando intermediada pela obra.

A curiosidade em cima do livro é enorme, cheia de “comos” e “porquês”, e o público presente nos lançamentos é muito diverso, incluindo nossos leitores, leitores do Milton, e até pessoas que se interessaram na obra depois de ver uma matéria na imprensa. Muitas pessoas descobrindo a história. Muitos não sabem nada do nosso trabalho, muitos não conhecem o Milton, mas a beleza desta adaptação está na união dessa gente toda, na ampliação de ambos os públicos.

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O Daytripper foi publicado inicialmente nos EUA, já ganhou edições em 12 línguas e tem nos levado para convenções ao redor do mundo, mas ele também nos aproximou mais do público brasileiro. O Dois irmãos pode reforçar ainda mais esses laços. As duas histórias poderiam se passar em qualquer outro lugar do mundo, mas por se passarem no Brasil elas ganham mais autenticidade, mais camadas de leitura, dão mais ferramentas de reflexão ao leitor brasileiro. O livro do Milton apresenta uma cidade encantadora, mas praticamente desconhecida, isolada geograficamente e perdida no tempo.

Depois de trabalhar por tanto tempo com essa história, criamos uma ligação muito forte com Manaus, uma relação que só o tempo traz. Poder retornar à cidade para lançar o livro foi uma enorme honra, uma chance de voltar no tempo e reviver a história do livro, pois a cidade que conhecemos há quatro anos também não existe mais, continua mudando. O inusitado lançamento de uma adaptação para os quadrinhos da maior obra do autor mais celebrado da cidade tomou conta do largo São Sebastião, mobilizou a grande mídia local, e várias pessoas pararam para escutar os dois gêmeos que respondiam perguntas, hipnotizando a todos com a novidade, com o circo. Alguns ali também não conheciam o Milton nem o romance, mas ficaram admirados com aqueles artistas de São Paulo, que haviam pintado tão belo retrato da sua cidade. Ninguém reparava no desenho em preto e branco. Viam uma cidade de avenidas largas, praças amplas e arborizadas e lindos sobrados. Uma cidade que alguns poucos presentes conheceram, mas todos sentem saudade. O poder que a ficção tem de falar da realidade.

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E finalmente, temos o Milton. Este trabalho nos apresentou e nos aproximou do Milton, um sábio, um mestre, um amigo. Ouvir o Milton falando do nosso livro é como ouvir um professor elogiando o desempenho do seu filho na escola, nos infla o peito de orgulho. Ele não está se gabando ou falando bem de sua própria obra, mas fala como maior conhecedor do assunto. Ele podia não saber nada da profissão de quadrinista, mas entende o trabalho e fala do nosso livro, da complexidade da história, dos personagens como se não tivessem saído da cabeça dele. Como ele mesmo disse, os dois livros são irmãos, mas não são gêmeos.

Nossos trabalhos são semelhantes e diferentes e o livro nos uniu, criou uma relação de respeito mútuo. A relação do Milton com a escrita, com a literatura, nos ensinou muito sobre os quadrinhos.

Este livro tem tudo que nós sempre acreditamos ser possível de fazer: uma história incrível, com a intensidade e poesia da literatura e o poder narrativo dos quadrinhos. Ele já nasceu falando mais de uma língua e viajando o mundo, e esses são só os primeiros passos.

* * * * *

Gabriel Bá nasceu em 1976, em São Paulo. Formado em Artes Plásticas pela ECA-USP, criou em 1997, em parceria com o irmão gêmeo, Fábio Moon, o fanzine 10 Pãezinhos. Por quase 20 anos, tem produzido Histórias em Quadrinhos para o mercado brasileiro e internacional. Seu último livro, Daytripper, estreou em primeiro lugar na lista de mais vendidos do NY Times, já foi publicado em doze idiomas e ganhou os prêmios Eisner Award e Harvey Award (E.U.A.), o Eagle Award (Reino Unido), o prêmio de melhor Bande Dessinée no festival Les Utopialles, em Nantes, e entrou na seleção oficial do Festival International de la Bande Dessinée d’Angoulême 2013 (França). Ele e o irmão publicam a tira Quase Nada aos sábados na Folha de São Paulo, e em 2015 lançaram pela Quadrinhos na Cia. a adaptação de Dois irmãos para os quadrinhos.
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A questão dos exercícios

Por Joca Reiners Terron

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1. O incêndio vespertino nas piscinas dos subúrbios

John Cheever, em sua temporada como professor na Iowa University, propunha três exercícios aos seus alunos:

  1. A escritura de um diário pelo tempo mínimo de uma semana, um diário onde aparecesse de tudo: sentimentos, sonhos, orgasmos, todo tipo de sensação, desde as mais íntimas até a descrição da cor de garrafas vazias ou em vias de serem entornadas;
  2. O segundo exercício consistia na composição de um conto no qual sete personagens ou sete paisagens que aparentemente não tivessem nada a ver um com o outro surgissem inevitável e profundamente relacionados entre si;
  3. O terceiro exercício — e esta era sua lição favorita — era redigir uma carta de amor como se estivesse escrevendo em um edifício em chamas — “Um exercício que nunca falha”, dizia.

E Cheever disse mais, num depoimento à Newsweek: “Um conto ou um relato é aquilo que se conta a si mesmo na sala do dentista, enquanto está se aguardando que nos arranquem um molar. O conto curto tem na vida, me parece, uma grande função. É também em sentido muito especial um bálsamo eficaz para a dor: preso na metade do caminho em cima do teleférico que leva a pista de esqui, no bote que se parte ao meio, diante do doutor que observa fixamente as nossas radiografias… Passamos o tempo esperando uma contra-ordem para a nossa morte e quando não temos tempo suficiente para um romance, bem, aí está o conto curto. Tenho certeza de que, no momento exato da morte, o que uma pessoa conta para si mesmo é um conto e não um romance”.

No ensaio Why I Write Short Stories (que coincidiu com a publicação de seus contos reunidos), John Cheever esclareceu a maneira com que compreendia a narrativa curta: “Quem lê contos?, alguém se perguntaria, e gosto de pensar que são homens e mulheres em salas de espera quem os leem; os leem nas viagens aéreas intercontinentais, em vez de assistir filmes banais e vulgares para matar o tempo; os leem homens e mulheres sagazes e bem informadas que parecem sentir que a ficção narrativa pode contribuir muito para nossa compreensão de uns e outros e, algumas vezes, do confuso mundo que nos rodeia. O romance, em toda a sua grandeza, exige, ao menos, algum conhecimento das unidades clássicas, que preservam esse laço misterioso entre a estética e a moral; porém que essa novidade inexorável exclua a novidade em nosso modo de vida seria lamentável. Alguns conhecem esta novidade através de A Guerra das Galáxias, outros através da melancolia que se segue ao erro cometido por um jogador que não rebate sua última chance num jogo de beisebol. Na busca da novidade, a pintura contemporânea parece ter perdido a linguagem da paisagem e — muito mais importante — do nu. A música moderna se separou daqueles ritmos mais profundamente enraizados em nossa memória, porém a literatura ainda possui a narrativa — o conto — e defenderia isto com a própria vida. Nos contos de meus estimados colegas — e alguns dos meus — encontro aquelas casas de verão alugadas, esses amores de apenas uma noite, e os laços extraviados que desconcertam a estética tradicional. Não somos mais nômades, mas isto permanece sem dúvida mais do que uma insinuação no espírito de nosso grande país, e o conto é a literatura do nômade”.

 

2. O fícus etc.

Vejamos: o mais proverbial dos exercícios de criação literária é aquela sugestão de GUS Flaubert a Maupassant, THE GUY:

— Senta-te diante deste fícus, oh Maupassant, e descreva-o em cento e trinta mil palavras.

Ou algo que o valha.

Se Maupassant não fosse tão desobediente, é provável que tivesse antecipado o nouveau roman em século e meio.

Enfim.

(Fícus. Datação: sXX Acepções: substantivo masculino de dois números Rubrica: angiospermas. design. comum às plantas do gên. Ficus, da fam. das moráceas, que reúne cerca de 750 spp. de árvores, arbustos e lianas, tb. conhecidas como figueira , com látex leitoso, raízes aéreas e subterrâneas ger. poderosas, folhas quase sempre simples, e flores e drupas em um receptáculo carnoso (o figo), tido como fruto [Nativas das Américas, África e esp. da Índia à Austrália, várias spp. são cultivadas pelas madeiras, como medicinais, pelo fruto comestível, para extração de fibras e resinas, e esp. como ornamentais.] Etimologia: lat.cien. gên. Ficus (1735); ver fic(i/o)- Sinônimos: fico.)

 

3. Atualizações possíveis, ou tudo fala com você

Cheever:

  1. Comentário da movimentação de um dia de sua timeline no Facebook sob a perspectiva do seu maior inimigo;
  2. Um relato sobre o encontro de cinco gerações de uma família numa tarde de domingo, encontro que só é possível nos dias atuais, com a evolução da capacidade da medicina de prorrogar a morte;
  3. Redigir um hate mail como se o seu laptop estivesse em chamas e sua conexão fosse cair em (contagem regressiva) 5, 4, 3, 2, 1, 0 minutos.

Flaubert:

Senta-te num banquinho no meio desta vida, oh mau passante, e descreva O HORROR em centro e trinta mil palavras.

Ou, mais atual impossível, William S. Burroughs:

“Dê uma volta pelo quarteirão. Volte e escreva precisamente o que aconteceu, com particular atenção àquilo que você pensava ao notar um sinal de trânsito, um carro ou um estranho que passava ou qualquer outra coisa que cativasse sua atenção. Você está recebendo mensagens. Tudo fala com você.”

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Joca Reiners Terron é escritor. Pela Companhia das Letras, lançou os romances Do fundo do poço se vê a lua Não há nada lá. Seu último livro, A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves, foi publicado em abril de 2013. Ele contribui para o blog com uma coluna mensal.
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Marque na agenda

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Dois irmãos na Mercearia São Pedro
Segunda-feira, 18 de maio, às 20h
Chegou a vez de a Mercearia São Pedro receber Fábio Moon e Gabriel Bá para mais um evento de lançamento de Dois irmãos.
Local: Mercearia São Pedro — Rua Rodésia, 34, Vila Madalena — São Paulo, SP

Encontro de fãs de A herdeira
Sábado, 23 de maio, às 16h
Para comemorar o lançamento de A herdeira, quarto livro da série “A seleção”, fãs de Kiera Cass se reúnem em São Luís.
Local: Livraria Leitura do São Luís Shopping — Av. Professor Carlos Cunha, 1000 — São Luís, MA

Drauzio entrevista especial
Segunda-feira, 25 de maio, às 19h30
Com seu novo livro, Correr, chegando nas livrarias, Drauzio Varella promove uma edição especial de lançamento no seu encontro mensal na Livraria Cultura.
Local: Teatro Eva Herz na Livraria Cultura do Conjunto Nacional — Av. Paulista, 2073 — São Paulo, SP

Marçal Aquino no Sempre um Papo
Terça-feira, 26 de maio, às 20h
Marçal Aquino, autor de Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, conversa sobre cinema e literatura com Santiago Nazarian em mais um Sempre um Papo.
Local: Sesc Vila Mariana — Rua Pelotas, 141, Vila Mariana — São Paulo, SP

Semana duzentos e cinquenta

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A ilha da infância, de Karl Ove Knausgård (tradução de Guilherme Braga)
Medo da água, medo da escuridão, medo do pastor-alemão dos vizinhos, medo do pai – a infância é uma época aterrorizante. Nas fantasias do menino Karl Ove, os adultos vivem num mundo à parte e têm o poder de deuses, às vezes benevolentes como sua mãe e às vezes tirânicos como seu pai. Como reconstruir as lembranças desse tempo, anterior a toda lembrança? O que há em comum entre o bebê que nossos pais fotografaram e a pessoa que somos hoje? Depois de A morte do pai e Um outro amor, no terceiro volume da série autobiográfica Minha Luta, Knausgård investiga, com o estilo direto e arrebatador que lhe é característico, a memória, o universo familiar e a construção da identidade.

Companhia das Letrinhas

Menina Japinim, de Ana Miranda
Esta é a história de uma menina que tinha uma vida como a de qualquer outra criança que vive em uma aldeia indígena. Ela gostava de brincar de fazer casinha, de balançar e cair no rio para se banhar, de pescar e de subir em árvores. Mas sua mãe tinha muito medo de que ela se machucasse e por isso sempre dizia que quem sobe muito em árvore ou vai pra longe de casa acaba virando passarinho. Um dia, essa menina resolve desafiar a mãe e não apenas sobe na árvore como, ao avistar o regatão, se esconde e sua canoa acaba sendo levada para a aldeia dele. Quando ela volta pra casa, já não é mais a mesma: virou japinim!

Portfolio – Penguin

Atitudes empreendedoras, de Carlos Hilsdorf
Realizar sonhos e transformar o mundo ao nosso redor são duas das mais fascinantes competências humanas. Muitos pensam que empreendedorismo é um termo apenas ligado a negócios, mas Carlos Hilsdorf propõe que empreender é sonhar com conhecimento e atitude e, por este caminho, imprimir a nossa marca na história da humanidade e das pessoas que nos são caras. O empreendedorismo é tratado aqui de modo absolutamente inovador, com consequências e repercussões transcendentes. Um livro que apresenta as atitudes que lhe permitirão realizar seus desejos e fazer seu projeto de vida acontecer!

Paralela

Curiosidade Mórbida, de Mary Roach (tradução de Donaldson M. Garschagen)
Curiosidade mórbida é uma leitura cativante e divertida que explora a vida após a morte, mas não no sentido sobrenatural: a autora Mary Roach investiga o que acontece com os cadáveres, revelando que eles têm rotinas inesperadas e surpreendentes. Por dois mil anos, eles estiveram envolvidos nas descobertas e pesquisas científicas mais ousadas: foram cobaias nas primeiras guilhotinas da França e, os primeiros a navegarem em foguetes da Nasa e estiveram presentes em todos os novos procedimentos cirúrgicos, fazendo história de forma silenciosa.