A descoberta do poeta

Por Inez Cabral

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Cartaz original da peça Morte e vida severina.

O poema “Morte e vida severina”, de João Cabral de Melo Neto, foi publicado pela primeira vez em 1956, em Duas águas. Exatos dez anos depois, o espetáculo de mesmo nome recebia o grand prix do IV Festival Mundial de Teatro Universitário em Nancy, na França. A peça Morte e vida severina estreara no ano anterior no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com direção de Silnei Siqueira e música do jovem Chico Buarque de Holanda.

No texto a seguir, feito especialmente para o blog da Companhia, Inez Cabral conta como João Cabral reagiu ao pedido do grupo de teatro amador para montar e musicar seu poema.

Você encontrará outras histórias de João Cabral na coletânea A literatura como turismo, que será lançada juntamente com a edição especial de Morte e vida severina. Nela, entremeados aos poemas, breves memórias de Inez Cabral sobre sua convivência com o pai revelam a faceta mais íntima de um dos maiores poetas da literatura brasileira.

* * *

Genebra, uma noite qualquer do ano de 1964. O jantar está na mesa. Ao sair do escritório a caminho da sala de jantar, meu pai passa pelo termostato, confere a temperatura da calefação, confirma que as aspirinas estão no seu bolso e senta-se à mesa numa das cabeceiras. Na frente de seu prato, enfileirados em um batalhão, estão todos os comprimidos efervescentes ou não, cápsulas, pílulas e drágeas que costuma consumir, para que escolha quais vai tomar antes da refeição. Minha mãe lhe estende uma carta por cima da mesa. Ele deixa os remédios de lado e examina o envelope: Vem de São Paulo. Abre-o cuidadosamente com a faca e começa a ler a missiva. De repente se indigna:

— Querem botar música em Morte e vida severina!

— Para quê?

— Estão pedindo para montar a peça. É um grupo de teatro amador de São Paulo.

— Que ótimo! Pode deixar que eu redijo a autorização depois do jantar.

— Mas Stella, eles querem por música em meus versos!

— Você vai negar a autorização por causa disso?

— Eu detesto música, você está cansada de saber. Os versos vão mudar de ritmo e perder a força.

— Me deixa ler essa carta. Quem vai musicar é um rapaz novo, Francisco Buarque de Holanda. Será que é parente do Sérgio?

— Já sei! vou autorizar a montagem do texto, mas proibir de mudar a métrica dos versos. Se o rapaz conseguir…

E assim a autorização é enviada a Silney Siqueira, diretor do espetáculo que será montado pelo Tuca, grupo de teatro amador da PUC de São Paulo.

Alguns meses depois, já em 1966, recebo um telefonema de minha mãe no internato onde estudo e ela me diz:

— Já dei a autorização para você sair do colégio ainda hoje, você vai à França com seu pai e comigo.

— Que legal! Vamos fazer o que na França? E na França onde?

— Vamos a Nancy, assistir à montagem de Morte e vida severina por um pessoal de São Paulo. Seu pai quer que você venha conosco porque está preocupado, ele acha que você está europeia demais. Assim, vai entrar em contato com jovens brasileiros, você precisa disso.

— Então vou me arrumar, tem um trem que sai de Fribourg para Berna daqui a uma hora. Até já!

Na maior felicidade (nada melhor do que matar alguns dias de aula), em menos de meia hora estou pronta e na estação.

No dia seguinte, lá vamos nós de carro até Nancy, onde acontece o Festival Mundial de Teatro Universitário.

A peça será encenada daqui a dois dias. Durante esse tempo, assisto os ensaios, ouço falar português sem ser em casa, aprendo algumas gírias novas. O pessoal é absolutamente adorável e o compositor… enfim, o que dizer de Chico Buarque aos vinte e um anos, visto por uma garota de dezoito? Ainda tive a alegria e a honra de ouvi-lo cantar “Olê, Olá” só para mim.

No dia da apresentação, chegamos cedo ao teatro, que está lotado.

A peça começa. Legendas são projetadas no alto do palco. O silêncio na sala é total. Fico siderada, e reparo que meu pai, sentado a meu lado fica também. As músicas inseridas no texto são arrepiantes. Meu pai está pasmo, o rapaz não mexeu numa vírgula sequer, e comenta isso durante os aplausos. A peça é ovacionada em pé, o que não é uma reação muito normal para um público francês. Tudo o que ouço em volta de nós na plateia é:

— Quelle merveille!

— Incroyable!

— C’est d’une beauté!

Eu seria uma mentirosa se não confessasse o orgulho que senti do meu velho naquele momento. Nunca tinha lido o texto, apenas sabia que existia. Esse foi o dia em que descobri o poeta escondido dentro daquele que para mim era apenas o meu pai. O texto de Morte e vida severina precisou ficar dez anos dormindo, até ser despertado por um grupo de estudantes paulistas a quem serei eternamente grata por me apresentarem, há cinquenta anos atrás, o poeta João Cabral de Melo Neto.

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Inez Cabral nasceu em Barcelona, na Espanha. Durante a infância estudou em vários países, acompanhando o pai diplomata. Cineasta, trabalhou na extinta TVE, participou da equipe de diversos filmes e dirigiu curtas-metragens como Romance policial brasileiro. É também tradutora e vive atualmente no Rio de Janeiro.

Do que falamos quando falamos de ficção científica

Por Luara França

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Ilustração de A guerra dos mundos, de H. G. Wells, por Warwick Goble. 

Nem sempre fui uma leitora de ficção científica (FC). É bastante comum que as pessoas que gostam do gênero comecem sua jornada já no fim da infância lendo Eu, robô, de Isaac Asimov, A guerra dos mundos, de H. G. Wells ou Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. Minha infância, por outro lado, esteve repleta de fantasia, mágicos, monstros e dragões que não precisavam ser explicados por nenhuma lógica científica. Foi só mais tarde, ao ler Solaris, de Stanisław Lem, que o gênero realmente se abriu para mim. Foi a partir dessa leitura que pude revisitar boa parte do que já havia lido e descobrir como um gênero tão amplo como a FC pode extrapolar barreiras literárias.

Não me parece contraditório que um gênero que se preocupa em pensar a existência do outro, da diferença, do alien, atraia uma gama tão diversa de leitores. Todo mundo pode ler FC, desde crianças fascinadas com as estrelas até adultos que tentam entender as consequências de uma guerra.

Posso estar me precipitando aqui, talvez seja melhor definir do que falamos quando falamos de FC. […] O.k., tarefa impossível. Próxima.

Talvez seja melhor tentar desvendar os contornos do que seria a ficção científica. A ideia mais aceita é a de que você precisa ter um elemento distante da nossa realidade que seja explicado por uma teoria científica. Exemplo: se você vê uma vassoura voadora mágica, está em um livro de fantasia; se você vê uma vassoura voadora movida por micro-turbinas feitas por uma grande corporação que pode na verdade estar querendo dominar o mundo através da sistemática contratação, substituição por clones e assassinato de físicos e engenheiros especializados em nanomateriais, eis aí em um livro de FC. A diferença é sutil e não raramente as linhas se cruzam. É comum que livros de outros gêneros (ei, ficção literária, estou olhando para você) se apropriem de tropos da FC para dar um “gostinho diferente” aos seus livros. Esse hibridismo entre os gêneros costuma ser bastante benéfico para todos os campos, e são os gêneros da chamada ficção especulativa (terror, fantasia e FC) que mais favorecem as outras áreas.

Mas a FC ainda vai além e também se junta à física, à matemática e às demais ciências exatas para construir um mundo parecido e ao mesmo tempo diferente do nosso. Um mundo em que a Revolução Cultural Chinesa aconteceu, mas pode ter levado também ao primeiro contato com extraterrestres. Um mundo em que físicos passam horas jogando um vídeo game que talvez não seja exatamente o que aparenta ser. Essa é a história de O problema dos três corpos, livro do chinês Cixin Liu, lançamento da Suma de Letras agora em agosto. O livro é o primeiro volume de uma trilogia que vai explorar a ideia do primeiro contato da Terra com alienígenas — tema frequentemente entendido como uma exploração do lidar com o diferente. O autor, Cixin Liu, foi o primeiro escritor não anglófono a receber o prêmio Hugo (a principal premiação da FC) e pareceu a escolha perfeita para integrar o catálogo da Suma de Letras.

O catálogo do selo já conta com grandes livros de FC, como A guerra dos mundos, de H. G. Wells, e do terror, como It, de Stephen King, mas agora começamos um novo capítulo que trará para o nosso time autores contemporâneos (como Sylvain Neuvel e seu Gigantes adormecidos) e clássicos (Connie Willis e Shirley Jackson confirmadas para 2017!).

Esperamos que o selo abra portas para quem ainda não conhece o gênero e também agrade aos que já são fãs. Porque “a natureza nunca apela para a inteligência senão quando o hábito e o instinto são incapazes de resolver um problema. Não existe inteligência onde não existe mudança ou a necessidade de mudança.”. (Não sou eu falando, é o H. G. Wells em A máquina do tempo.)

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E não se esqueça: “Nunca dou ouvidos a quem critica meu gosto pela viagem espacial, eventos estranhos ou gorilas. Quando isso acontece, eu pego meus dinossauros e deixo a pessoa falando sozinha”. ― Ray Bradbury

Se você se interessa por FC, recomendo que siga a Suma de Letras nas redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram) para ficar por dentro de todas as novidades do selo. Muita coisa boa está por vir!

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Luara França é editora dos selos Alfaguara e Suma de Letras.

Papéis coloridos

Por Socorro Acioli

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Meu primeiro emprego foi como vendedora de uma pequena livraria em Fortaleza, aos dezenove anos, e eu poderia contar inúmeras histórias que me aconteceram nesse período. Da mulher que me pedia para escrever dedicatórias de um fictício amante apaixonado ao rapaz que ia diariamente me pedir que lhe contasse das minhas leituras e que acabou casando comigo. Da presença de Rachel de Queiroz no lançamento do seu livro de memórias Tantos anos às performances do poeta pernambucano Miró, que lotava a livraria em todos os seus eventos.

Nos meus primeiros dias de trabalho, eu praticamente só vendia dois livros: O mundo de Sofia e O Xangô de Baker Street. Eles vinham da Companhia das Letras, uma editora que eu não conhecia ainda, mas que me conquistou de cara e me ajudou muito no começo.

Primeiro, porque a venda inacreditável dos livros mencionados acima melhorou consideravelmente a minha comissão. Segundo porque eu não tinha tempo de ler tudo e precisava de informações para indicar as novidades para os clientes. Então a Companhia mandava resenhas dos livros em papéis coloridos, vários tons de todas as cores. Eu guardava um por um no colecionador de plástico que eu levei de casa. Até que não coube mais nada e eu tive a ideia de encadernar e deixar na mesa de leitura da livraria.

Foi um sucesso. Alguns clientes sentavam para ler o Caderno de Resenhas da Companhia das Letras. Escolhiam os livros e faziam encomendas. Eu morria de ciúmes. Se alguém sentasse à mesa e ignorasse meu precioso caderno de resenhas, eu pedia licença e o retirava de lá, com medo de alguma avaria.

Quando a livraria fechou, o caderno foi doado à artista plástica Alba Alves, maior fã da Companhia que passou por ali. Lemos na mesma época o Momentos do livro no Brasil e conversávamos sobre o papel da editora na história do livro. Ela mereceu herdar o volume.

Deixei o trabalho para voltar à faculdade de jornalismo. Quase no final do curso, o escritor Lira Neto, então editor da Fundação Demócrito Rocha, convidou-me para escrever um dos ensaios biográficos da saudosa coleção Terra Bárbara. Uma semana antes, eu estive com Frei Betto, que lamentava a falta de uma biografia sobre o frade cearense Frei Tito de Alencar.  Aceitei o desafio e publiquei o livro Frei Tito em 2001.

Depois do Frei Tito, segui a carreira de escritora e alimentei secretamente, pouco a pouco, o desejo de publicar pela Companhia das Letras.

Enfim, chegou a minha vez. Levado pelas mãos da minha agente Lúcia Riff, em 2014, meu romance A cabeça do Santo foi publicado pela Companhia. A capa amarela escolhida pela designer Elisa Von Randow me fez lembrar dos papéis coloridos que eu guardava como tesouro aos dezenove anos, trabalhando na livraria.

É pela lembrança tão nítida desses dias que cometo o pecado da pieguice na hora de falar da minha relação com a Companhia das Letras. Tenho dois livros na casa, mais dois por vir em breve e vários planos para o futuro. Minhas editoras são minhas amigas, bem como todos os que cuidam de várias etapas de edição e divulgação dos meus livros.

Não passo por São Paulo sem visitar a casa e tenho um orgulho imenso de ser parte da comemoração dos trinta anos da Companhia das Letras, de maneiras diferentes, desde 1994. Toda pieguice será perdoada. É tudo sonho e narrativa.

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Socorro Acioli nasceu em Fortaleza, em 1975. É jornalista e doutora em estudos de literatura pela Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro. Foi aluna do prêmio Nobel Gabriel García Márquez na oficina Como Contar um Conto, em Cuba, e publicou diversos livros, entre eles A bailarina fantasma (editora Biruta) e Ela tem olhos de céu (editora Gaivota), que recebeu o prêmio Jabuti de literatura infantil em 2013. Em 2014, publicou seu primeiro romance para o público adulto pela Companhia das Letras, A cabeça do santoe em 2015 lançou a nova edição de A bailarina fantasma pela Editora Seguinte.

Concurso: Um soneto para Vinicius de Moraes

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Vinicius de Moraes nasceu em 19 de outubro de 1913 no Rio de Janeiro, e é um de nossos maiores poetas. Além de cronista e também dramaturgo, foi um dos grandes letristas da música brasileira: fez parcerias com Tom Jobim, Baden Powell, Chico Buarque, Carlos Lyra, Edu Lobo e Toquinho, entre outros. É um clássico das letras brasileiras.

A violência, a guerra, a pobreza, o amor, a traição, a morte, a natureza, a solidão, as amizades, o Rio de Janeiro, o cinema, as artes e a própria poesia são temas que Vinicius trabalhou em seus poemas. Para homenageá-lo, a Companhia das Letras promove um concurso cultural que dá destaque a uma das formas mais populares da poesia: o soneto. Um soneto é um poema com 14 versos divididos em quatro estrofes — as duas primeiras com quatro versos e as duas últimas com apenas três. São de Vinicius de Moraes os sonetos mais populares da nossa poesia, como “Soneto de Fidelidade”, “Soneto do Amor” e “Soneto da espera”.

Para participar do concurso “Um soneto para Vinicius de Moraes”, você deve escrever um soneto utilizando um dos temas de Vinicius e publicá-lo aqui nos comentários. Os cinco melhores sonetos serão selecionados e publicados no blog da Companhia das Letras, e seus autores ganharão um kit com os livros de Vinicius de Moraes. Os comentários devem ser enviados até o dia 10 de outubro, e os participantes podem publicar mais de um soneto (se o soneto for repetido, ele será excluído).

O kit de Vinicius de Moraes contém as obras:

O cinema de meus olhos (2015), Livro de letras (2015), Uma mulher chamada guitarra (2013), Pois sou um bom cozinheiro (2013), Jazz & Co. (2013), Orfeu da Conceição (2013), Novos poemas II (2012), Novos poemas e cinco elegias (2012), Forma e exegese e Ariana, a mulher (2011), Vinicius menino (2009), Poemas esparsos (2008), O caminho para a distância (2008), Poemas, sonetos e baladas e Pátria minha (2008), A arca de Noé (2004), O poeta aprendiz (2003), Nova antologia poética (2003), Teatro em versos (1995), Para uma menina com uma flor (1992), Livro de sonetos (1991) e Para viver um grande amor (1991).

Boa sorte e espalhe poesia!

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Debates com Eduardo Giannetti
Nesta semana, Eduardo Giannetti realiza vários debates de lançamento de seu novo livro, Trópicos utópicosConfira:

  • Debate sobre Trópicos utópicos
    Segunda-feira, 22 de agosto, às 18h
    Local:  Auditório Steffi e Max Perlman. Insper — Rua Quatá, 300, Vila Olímpia — São Paulo, SP
  • Entre páginas
    Terça-feira, 23 de agosto, às 17h
    Local: Livraria Cultura do Salvador Shopping — Av. Tancredo Neves, 3133 — Salvador, BA
  • Seminário Trópicos utópicos
    Segunda-feira, 29 de agosto, às 17h
    Local: Casa das Garças — Av. Padre Leonel Franca, 135 — Rio de Janeiro, RJ

Sessão de autógrafos com Victor Heringer
Terça-feira, 23 de agosto, às 19h
Victor Heringer autografa seu novo livro, O amor dos homens avulsos, no Rio de Janeiro.
Local: Livraria da Travessa Ipanema — Rua Visconde de Pirajá, 572 — Rio de Janeiro, RJ

Bate-papos com Felipe Botelho Corrêa sobre Lima Barreto
Felipe Botelho Corrêa, organizador de Sátiras e outras subversões, conversa com leitores sobre os textos de Lima Barreto. Confira as datas e locais:

Lançamento do caderno de atividades de Brasil, uma biografia
Quinta-feira, 25 de agosto, às 19h
As autoras Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa M. Starling participam do debate “O ensino de história” com Diego Escanhuela (See-Saw Panamby e COC Sapiens) e Sebastião Soares (Colégio Marupiara) para lançar o caderno de atividades de Brasil, uma biografia. Para participar, inscreva-se até hoje no e-mail professores@companhiadasletras.com.br.
Local: Instituto Cervantes — Avenida Paulista, 2439 — São Paulo, SP

Bienal Internacional do Livro de São Paulo
De 26 de agosto a 4 de setembro
Começa nesta sexta-feira a 24ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O Grupo Companhia das Letras estará no estande H30 promovendo encontros com seus autores e com uma seleção especial de nossos livros e promoções. Nossos autores participam da programação principal e paralela do evento, com bate-papos e sessões de autógrafos. Confira aqui a programação completa do Grupo Companhia das Letras na Bienal!
Local: Pavilhão do Anhembi — Rua Prof. Milton Rodrigues, 13 — São Paulo, SP

Sessão de autógrafos com Maju Trindade
Sábado, 27 de agosto, às 15h
Maju Trindade, a queridinha da internet brasileira, autografa o livro Maju em São José do Rio Preto.
Local: Livraria Saraiva do Riopreto Shopping — Avenida Brigadeiro Faria Lima, 6363 — São José do Rio Preto, SP

Lançamento de A memória rota
Arcadio Díaz-Quiñones autografa em São Paulo e no Rio de Janeiro o livro A memória rotaConfira as datas e locais de cada evento:

  • Rio de Janeiro
    Segunda-feira, 29 de agosto, às 19h
    Debate com Arcadio Díaz-Quiñones, Silviano Santiago e André Botelho.
    Local: Livraria da Travessa do Shopping Leblon — Av. Afrânio de Melo e Franco, 290 — Rio de Janeiro, RJ
  • São Paulo
    Quarta-feira, 31 de agosto, às 19h
    Debate com Arcadio Díaz-Quiñones, Pedro Meira Monteiro e José Miguel Wisnik.
    Local: Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis — Av. Higienópolis, 618 — São Paulo, SP

Fronteiras do Pensamento com Robert Darnton
Segunda-feira, 29 de agosto, às 20h
Robert Darnton, que lançou recentemente no Brasil o livro Censores em ação, participa da próxima conferência do Fronteiras do Pensamento.
Local: Salão de Atos da UFRGS — Av. Paulo Gama, 110 — Porto Alegre, RS

Booktour com Jennifer Niven e Ava Dellaira
Segunda-feira, 29 de agosto, às 19h
Depois de passar pela Bienal, Jennifer Niven, autora de Por lugares incríveis, e Ava Dellaira, autora de Cartas de amor aos mortos, partem por um booktour pelo Brasil. A primeira parada é na cidade de Belém. Saiba como participar aqui.
Local: Saraiva MegaStore Boulevard Shopping — Av. Visconde de Souza Franco, 776, Loja 233 — Belém, PA

Companhia 30 Anos: Encontro com Alberto Manguel e Robert Darnton
Terça-feira, 30 de agosto, às 20h
O primeiro evento de comemoração dos 30 anos da Companhia das Letras traz para o Brasil Alberto Manguel e Robert Darnton. Nossos grandes autores conversam com Sérgio Rodrigues em São Paulo. Saiba mais sobre o evento.
Local: Sesc Vila Mariana — Rua Pelotas, 141 — São Paulo, SP