Links da semana
16 novembro 2011, 9:42 pm

Notícias:
- Foi reaberta em NY a casa onde Edgar Allan Poe passou seus últimos anos (Folha)
- Escritores estreitam relação com os leitores por meio das redes sociais (Divirta-se)
- Um projeto de lei que propõe uma reserva de mercado para quadrinhos nacionais gerou discussão semana passada. Leia as considerações do Universo HQ e do Blog dos Quadrinhos.
- Lourenço Mutarelli, Rafael Coutinho, DW Ribatski e Diego Gerlach darão um workshop de HQs em São Paulo, como parte da Balada Literária (Omelete)
- Gravadoras americanas estudam abandonar os CDs em 2012 (SideLine)
- As bibliotecas de São Paulo perdem 86,7 mil livros por ano (UOL)
- Começou esta terça e vai até dia 18 de dezembro a exposição O espírito vivo de Will Eisner, no Centro Cultural São Paulo. Saiba mais no site da RioComicon.
Adaptações:
- Foram divulgadas 3 novas fotos da adaptação de David Cronenberg para Cosmópolis, de Don DeLillo (Omelete)
- Jonathan Franzen disse que está escrevendo material novo para a série de TV de As correções (Vulture)
Entrevistas:
- Amós Oz, autor de O monte do mau conselho: “Tenho duas canetas em minha mesa. Uma é para mandar o governo para o inferno, a outra é para contar histórias. São esferas diferentes para mim, a de contar e a de afirmar. Quando eu concordo cem por cento comigo mesmo, escrevo um artigo. Quando ouço mais de uma voz dentro de mim, quando vejo mais de um ponto de vista válido, é aí que estou grávido de uma história.” (Todoprosa)
Curiosidades:
- Artistas canadenses criaram a exposição Toronto Draws Tintin!, que reúne diversas homenagens às histórias do repórter belga. Veja algumas das imagens no site do projeto.
- Qual 1984 é mais assustador: o real ou aquele imaginado por George Orwell? (BookRiot)
- 20 razões para ler (O café)
- Em vídeo, Marçal Aquino traça algumas diferenças entre escrever literatura e escrever para cinema (Mais 1 Livro)
- Elizabeth Bishop, além de poeta, era também pintora. Veja alguns de seus quadros.
- Por falar em Elizabeth Bishop, Raquel Cozer visitou sua casa em Ouro Preto.
- Mitos gregos e Charles Dickens são algumas das leituras que Christopher Hitchens indicou para uma garota de 8 anos (GalleyCat)
- Gatos que resolvem se sentar em cima de livros, ou que entram na sua frente quando você está tentando ler: um tumblr coleciona fotos de gatos que, aparentemente, odeiam ler.
- Surgiu uma nova teoria para a morte prematura de Jane Austen: a de que ela teria sofrido envenenamento por arsênico (The Guardian)
- The Books They Gave Me: um tumblr que conta a história por trás de livros que as pessoas ganharam de presente durante relacionamentos que não deram certo.
- Loris Stein, editor da Paris Review, confessa que é humano e não leu alguns livros considerados fundamentais (Paris Review)
- “Gosto de pensar que a poesia pode educar nossos olhos.” Eucanaã Ferraz fala sobre Água sim, livro infantil feito em parceria com Andrés Sandoval. (Suplemento de Pernambuco)
Resenhas:
- A letra escarlate, de Nathaniel Hawthorne: “No desenrolar da história, Hester Pryne vai mostrando a todos suas qualidades incontestáveis, como a coragem, dignidade, força para enfrentar tudo e conseguir inverter essa situação e, sem sombra de dúvida, se tornar uma das maiores heróinas que a literatura já produziu.” (Rafael, Os Espanadores)
- Capitães da areia, de Jorge Amado: “Como um dedo na ferida da sociedade, Jorge Amado apontava a ineficiência do Estado para lidar com o problema das crianças de rua e jogava a conta da violência pública no colo das autoridades classicistas.” (João Paulo, Mais 1 Livro)
- Asterios Polyp, de David Mazzucchelli: “Poucas histórias em quadrinhos apresentam uma narrativa gráfica tão bem construída e planejada nos mínimos detalhes.” (Raphael, Contraversão)
- Noah foge de casa, de John Boyne: “Noah foge de casa é encantador. Para todos os tipos de leitores, de todas as idades.” (Ana, iCult Generation)
- As esganadas, de Jô Soares: “É de um humor tão gostoso que o livro acaba fluindo muito bem, sem que você sequer perceba que está virando página após página e quase chegando ao fim. A melhor palavra para defini-lo seria divertidíssimo.” (Anica, Meia Palavra)
- Jubiabá, de Jorge Amado: “Jorge Amado estava inspirado pelas certezas da juventude, pelo trabalho de Gilberto Freyre e por ideais que se pretendiam transformadores. Jubiabá é um livro intenso, sensual e idealista.” (Walter, Psychobooks)
- Herzog, de Saul Bellow: “o protagonista dá uma solução simples para seu problema: se não há ninguém relevante para ouvir-nos, escreveremos para aqueles que consideramos dignos. Mesmo que seja um punhado de mortos importantes. Mesmo que seja deus! E são essas cartas que vamos lendo ao longo de todo o livro, se enredando com a narrativa, com suas memórias, com suas mulheres, com sua carreira brilhante e desvairada.” (Tiago, Meia Palavra)
Recomendo o “As esganadas”. Muito bom mesmo.