Links da semana


Hunter S. Thompson na praia

Curiosidades:

  • Em carta para F. Scott Fitzgerald, Hemingway critica Suave é a noite e dá conselhos sobre o ofício de escritor (Letters of note)
  • Borges na esquina rosada: Davi Arriguci Jr. analisa o primeiro conto de Jorge Luis Borges (revista piauí)
  • Dicas para escolher os primeiros livros das crianças (Folha)
  • Intelectuais vão à praia: um tumblr só com fotos de escritores e pensadores em momentos de descontração
  • Em Portugal, vários escritores assumiram por um dia o papel de livreiros e indicaram obras aos leiores (SIC Notícias)
  • O papel da família enquanto mediadora de leitura (Livros e Afins)
  • Dez regras de Zadie Smith para escrever ficção (Mais1Livro)
  • Josélia Aguiar entrevistou o editor do Rascunho, jornal independente de literatura que circula há 12 anos no Brasil (Livros Etc)
  • Em uma carta de 1947, Raymond Chandler critica a revisora de uma revista que alterou o estilo de seus textos (Letters of note)
  • Em vídeo, Daniel Clowes fala sobre seu processo de criação e qual a importância dos quadrinhos na sua vida (TV UOL)

Notícias:

  • Foi divulgado o trailer de Cosmópolis, adaptação de David Cronenberg para o romance de Don DeLillo. O filme tem estreia prevista no Brasil para 17 de agosto.
  • A novela Avenida Brasil fez referência a Madame Bovary em um de seus episódios, comparando as atitudes de Emma com as de Carminha (Globo.com)
  • A máquina de escrever usada por Truman Capote para datilografar A sangue frio foi vendida no eBay por oito mil dólares (PWxyz)
  • A exposição sobre Angeli no Itaú Cultural foi prorrogada até 6 de maio (Ocupação)
  • A Livraria Cultura abriu a Geek.etc.br, uma loja voltada para geeks e nerds (A biblioteca de Raquel)
  • A TV Cultura voltou a exibir a série As aventuras de Tintim. Os episódios vão ao ar de 2ª a 6ª, às 18h45.
  • A Vanity Fair organizou um memorial para Christopher Hitchens, que faleceu no final do ano passado. Tom Stoppard, Salman Rushdie, Stephen Fry e muitos outros prestaram homenagem ao escritor. Veja todos os vídeos aqui.
  • O livro de memórias de Salman Rushdie se chamará Joseph Anton, pseudônimo que o escritor usou durante a fatwa (Folha)
  • Walter Isaacson, autor da biografia Steve Jobs, foi escolhido pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Entrevistas:

  • Alex Ross, autor de Escuta só: “A questão é que você não sabe, não tem ideia, do que uma criança pode ser capaz, portanto uma boa educação significa colocar toda e qualquer oportunidade possível em frente dele ou dela e, talvez, ele se torne um grande cientista e ela, uma grande escritora.” (Educar para crescer)
  • Héctor Abad, autor de Livro de receitas para mulheres tristes: “A ironia consiste em fazer um livro de autoajuda que não sirva: um livro de autoajuda inútil. No fundo, a literatura é isso: algo que não é didático, que não te ensina modelos de vida, que não te diz como viver, como amar, como morrer, mas que, sem querer, talvez, ajude um pouco a essas mesmas coisas.” (Diário de Pernambuco)
  • Mia Couto, autor de Estórias abensonhadas: “O que mais me admira na Biologia é o relato da mais fascinante narrativa que há, a história da vida. A literatura é uma celebração desse fascínio que em nós provoca a vida e o fato de estarmos vivos. A ciência tem uma aproximação mais redutora e simplificadora da vida. A arte pode dar conta dessa complexidade imprevisível que são os fenômenos da vida.” (Saraiva Conteúdo)
  • Milton Hatoum, autor de A cidade ilhada: “A experiência da infância e da juventude é decisiva para quem vai ou quer escrever. Nessa experiência está incluída a de leitor.” (Carta Capital)
  • Toni Morrison, autora de Amada: “I feel totally curious and alive and in control. And almost… magnificent, when I write.” (Guardian)

Resenhas:

  • A magia da realidade, de Richard Dawkins: “Apresenta a ciência como algo interessante, encantador. Adoraria que algum professor meu na escola tivesse indicado este livro.” (Anica, Meia Palavra)
  • O livro selvagem, de Juan Villoro: “é o tipo de livro que faz as pessoas se despertarem para a leitura, ao mesmo tempo em que agrada quem já é leitor assíduo. Eu acho que entrou na lista de livros indispensáveis” (Bell, Nem um pouco épico)
  • Anatomia de um julgamento, de Janet Malcolm: “Janet descreve o julgamento como um ritual – um teatro, em suma. Nesse palco, o veredicto dependerá talvez menos das evidências apresentadas que do combate retórico entre promotor e advogado de defesa.” (Luiz Zanin Oricchio, Estadão)
  • Segundos fora, de Martín Kohan: “Kohan trabalha um romance com várias vozes, descortinando belíssimas narrativas sobre o boxe, a música clássica e a vida de todas essas pessoas que, por mais que pertençam a mundos diferentes, estiveram ligadas nesse dia.” (Taize, Meia Palavra)
  • Vozes, de Arnaldur Indridason: “já achei que ele fosse uma versão masculina de Agatha Christie, mas não, Indridason não pode ser comparado a nenhum autor do gênero. Ele é único e sua escrita é incomparável.” (Lariza, Feed your head)

Um Comentário

  1. Rogério disse:

    A carta de Hemingway para Fitzgerald é uma preciosidade. Merecia um post aqui. Nossa, ele ao mesmo tempo é muito pesado e também terno.
    Valeu demais.
    obrigado.

Deixe seu comentário...