Da casa

Quem é quem na Companhia das Letras

Nome: Vinicius Maritan

Há quanto tempo trabalha na editora? 4 anos

Função: Sou auxiliar de produção. Trabalho com os materiais promocionais de marketing e divulgação. Cuido em paralelo com o pessoal de Iconografia das fotos de autores e, às vezes, das imagens de miolo. Também distribuo livros para fornecedores.

Um livro: Gosto muito de quadrinhos. Gostei muito de Retalhos, de Craig Thompson, e dos 3 livros do Scott Pilgrim, de Bryan Lee O’Malley.

Por que você decidiu seguir essa carreira? Eu praticamente nasci nesse ambiente de livros. Meu pai sempre teve o privilégio de trabalhar no ramo gráfico, logo nasci em meio às tintas e heidelbergs. Me sinto à vontade e feliz de saber que faço parte do processo bonito e complexo que é fazer livros.

Uma história que você se lembre da editora: Lembro como se fosse hoje, estávamos em 5 no setor de produção e Fabio Uehara nos pediu para pegar um arquivo na máquina dele, quando nos deparamos com o apelido BAGRÃO em seu desktop. Foi um dia em que nos divertimos com a descoberta, e que agora compartilho com todos vocês. Rs.

Quem é quem na Companhia das Letras

Nome: Maria Lúcia Kawano

Há quanto tempo trabalha na editora? 16 anos

Função: Trabalho no departamento comercial com atendimento a livrarias, distribuidores e projetos governamentais.

Um livro: Já li muitos livros da nossa editora, os que mais me marcaram:
1º O policial O homem dos círculos azuis, da Fred Vargas: Uma trama muito bem elaborada com personagens completos, impossível parar a leitura.
Trilogia Millennium, de Stieg Larsson: O primeiro volume foi publicado em outubro de 2008 (600 páginas). Sempre que olhava para este volume imenso, desistia de começar a lê-lo. O segundo volume (600 páginas) saiu em abril de 2009 e minha preguiça aumentou. Mas a poucos dias do lançamento do terceiro volume me senti envergonhada e comecei a ler a trilogia: fui fisgada, em uma semana devorei os dois primeiros volumes. Li o terceiro ainda na prova, saboreando devagar, com medo que acabasse. Fiquei um bom tempo buscando uma literatura que me prendesse tanto, até que em 2011 chegou O silêncio do túmulo, do também nórdico Arnaldur Indridason.

Sua coisa favorita no trabalho: Trabalho com livro há 44 anos, sempre na área comercial, e é muito gratificante. Sempre gostei e gosto do que faço.

Quem é quem na Companhia das Letras

Nome: Camila Ferreira Meloque

Há quanto tempo trabalha na editora? 5 anos

Função: Recepcionista e telefonista, atendo praticamente todas as ligações e as pessoas que vêm até a editora. Às vezes atendo pessoas legais, às vezes atendo pessoas confusas… rsrsrs. Mas tudo bem, a gente respira fundo e tenta resolver ou transferir para os departamentos corretos.

Um livro: Eu adoro os livros policiais da editora, os meus favoritos são todos da Patricia Cornwell. Já li e reli diversas vezes.

Quem é quem na Companhia das Letras

Estreia hoje a seção Quem é quem, que toda quarta-feira apresentará uma das pessoas da equipe que compõe a Companhia das Letras.

Nome: Roberto do Nascimento

Há quanto tempo trabalha na editora? 18 anos

Função: Motoqueiro do departamento de divulgação, cuido da distribuição de provas e livros para jornalistas.

Um livro: De olho em Zumbi dos Palmares, que estou terminando de ler agora.

Indicações de fim de ano

Final de ano é época tanto de escolher presentes para os amigos e a família quanto de escolher suas leituras de férias. Pensando nisso, pedimos para os funcionários da editora sugerirem alguns títulos para os nossos leitores aqui do blog.

E por falar em férias: o blog entra em recesso a partir de hoje, e só volta dia 9 de janeiro. Boas festas a todos!

* * * * *

Lindíssimo: Décimo primeiro mandamento. Nas últimas 150 páginas virei a noite, simplesmente não tinha como deixar para o dia seguinte. Final surpreendente, 632 páginas de muita emoção.
Infantil: Ismael e Chopin. A história de uma amizade muito bonita, nos faz refletir bastante sobre as diferenças.
Infantojuvenil: Sombras no asfalto. Alerta discreto sobre as drogas. Este autor trabalha com temas atuais, é um alerta para pais e filhos.
É isso.
– Alexandra Müller (Departamento comercial)

Dois romances com tintas autobiográficas:
- Comédia em tom menor, de Hans Keilson, alemão, psicanalista infantil . Durante a Segunda Guerra, participou ativamente da resistência na Holanda. Morreu este ano, aos 102 anos.
- Ilusões pesadas, de Sacha Sperling. Francês, hoje com 21 anos. Publicou esse seu primeiro livro aos 18.
– Ana Paula Hisayama (Departamento de direitos estrangeiros)

Minha indicação é o livro Seda, de Alessandro Baricco. É um livro bem curtinho e muito prazeroso de ler, e a história é de uma sutileza que envolve facilmente. Um cidadão comum de uma cidade francesa é incumbido de trazer do Japão ovos do bicho-da-seda. Tanto no caminho como na aldeia no Japão tudo é fascinante,tanto para a personagem quanto para o leitor. Na aldeia ele se envolve com uma mulher cheia de mistérios que representa a beleza desse mundo novo para ele. É um romance com um toque de fábula, ótima opção para leitura nas férias. O autor tem uma escrita que leva totalmente para dentro da história.
– Andreia Arruda (Departamento comercial)

Meus preferidos:
Companhia das Letras — Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, do Mia Couto: Extraordinário! Das centenas de leituras que fiz na faculdade, foi o livro que mais mexeu comigo. Ótimo começo para quem quer conhecer a literatura africana, ou mais especificamente a de Moçambique.
Quadrinhos na Cia — Retalhos, do Craig Thompson: Daqueles livros para ler numa sentada só, com história envolvente e arte lindíssima.
Cia. das Letras — todos da Coleção Mortos de Fama: Hilários, criativos e muito instrutivos. O jeito mais prático e divertido de sabermos coisas úteis (e inúteis) sobre alguns famosos que foram desta para a melhor.
Companhia das Letrinhas (difícil eleger só três) — A lebre e a tartaruga, da Becky Bloom: Fofo demais! A história que todos conhecemos recontada de um jeito ainda melhor. O carteiro chegou, do Allan Ahlberg: Além de lindo, é ótimo para estimular uma criança a escrever, principalmente se ela nunca mandou uma cartinha pelo correio. Tem também O Natal do carteiro, do mesmo autor, um bom presente de fim de ano.
– Andressa Bezerra da Silva (Departamento de produção)

Li Três sombras e, logo depois, quando Cyril Pedrosa visitou a editora, fiz questão de dizer o quanto gostei do livro! É uma narrativa incrível, perfeita no estilo de desenho de Pedrosa. Outra sugestão é A elegância do ouriço, de Muriel Barbery — um livro inteligente, diferente, divertido; é um sucesso no meu círculo de amigos!
– Beatriz Dinis (Departamento de direitos estrangeiros)

Para quem não se importa com uma leitura mais pesada nessa época do ano, recomendo Retrato de um viciado quando jovem, de Bill Clegg, relato sincero e brutal da sua experiência no universo do crack.
– Camila Leme (Departamento de direitos estrangeiros)

Para aqueles que gostam da linha de não-ficção, recomendo 2 títulos sensacionais: Zeitoun e A vida imortal de Henrietta Lacks.
– Carolina Daflon (Departamento de marketing)

Minha indicação é Nêmesis, de Philip Roth: a luta de um jovem contra um inimigo — a pólio — hoje quase completamente esquecido.
– Celso Koyama (Departamento de produção)

Se você tem um filho meio “explosivo”, recomendo o livro O menino que chovia, do Cláudio Thebas. Li para o meu filho de sete anos e foi um sucesso! Como o personagem, ele sacou na hora que estava “chovendo” demais por qualquer motivo.
– Cintia Lublanski (Departamento editorial)

Passaporte para a China, de Lygia Fagundes Telles: livro despretensioso, são crônicas deliciosas e as memórias da autora são belíssimas.
A paixão de A.,  de Alessandro Baricco: o autor busca neste romance mostrar a transição da adolescência para vida adulta de um grupo de garotos na década de 60, um livro tenso e intenso, muito bom.
O silêncio do túmulo, de Arnaldur Indridason: um excelente livro de suspense, abrange temas como violência contra a mulher, drogas, histórias de relações humanas bem tocantes, um livro também melancólico.
Noah foge de casa, de John Boyne: linda fábula sobre os problemas cotidianos de um menino, existem dois mistérios no livro: saber quem é o fabricante de brinquedos e por que Noah foge de casa, ingredientes que nos levam a não parar de ler o livro.
– Cintia Oliveira (Departamento comercial)

Os homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larsson: demorei pra ler este livro porque não gosto muito de policiais, mas assim que comecei não parei mais. É ótimo, e agora estou ansiosa para ver o filme em janeiro.
- Diana Passy (Departamento de divulgação)

De momento lembro do último que li, As esganadas. E O 11º mandamento.
– Eliane Trombini (Departamento de direitos autorais nacionais)

Eu recomendaria Clara dos anjos, de Lima Barreto, adaptado para os quadrinhos, pois uma das maiores formas de conhecer um clássico brasileiro sem torcer o nariz é através de uma linguagem completamente diferente, que nos estimula visualmente e emocionalmente. Desta vez, foi um prazer entrar no universo Barreto.
E outro que deixaria as férias leves e muito inspiradoras é Só garotos, de Patti Smith. Acho esse livro incrível pelo fato de que vi nele a força que todas as pessoas precisam para perseguir um sonho — e, mesmo estando com um pé no abismo, pequenas coisas (e pessoas!) podem nos impedir a queda. Muito bom.
– Elis Nunes (Departamento de produção – Companhia das Letrinhas)

Sempre achei que um presente bem bacana é uma cesta de livros mas, dependendo do tamanho da cesta, fica um presente bem caro. Este ano pensei que os três títulos que já saíram da coleção Grandes Ideias (O mal-estar na civilização, de Sigmund Freud; O jornal e o livro, de Machado de Assis e Que é o abolicionismo?, de Joaquim Nabuco) podem dar um bonito presente se forem amarrados por uma fita. São capítulos de obras maiores, com 120 páginas aproximadamente, e que custam R$10,90 cada. Quem ganhar este “pacotinho” vai poder degustar um pouco da obra de cada um desses grandes autores e talvez, depois, mergulhar fundo em alguns deles.
– Elisa Braga (Departamento de produção)

Não tenho como fugir de indicar Steve Jobs, de Walter Isaacson. Fiquei muito feliz desde que fiquei sabendo da sua contratação, quem me conhece sabe o quanto sou fã da marca. Acompanhei a produção da biografia aqui na editora o mais perto que pude. Desde detalhes na capa (de usarmos uma capa sem o logotipo da Companhia, algo que creio que seja um caso único, seguindo a filosofia do biografado de tirar os excessos desnecessários — menos é mais) até um pouco na revisão técnica, e fazer de tudo para lançarmos o ebook simultaneamente.
Quando ele faleceu as pessoas me perguntavam como se fosse um parente. Mas tenho de confessar que fiquei triste como se fosse um tio meu. Mas o principal é que é um livro incrível, da história de um hippie perfeccionista que mudou o mundo da tecnologia com seus aparelhos geniais.
– Fabio Uehara (Departamento de produção)

Eu indico O silêncio do túmulo, de Arnaldur Indridason.
– Fernando França (Departamento de produção)

Fotobiografia de Fernando Pessoa — belíssima edição, com mais de quatrocentas imagens.
14 contos de Kenzaburo Oe — traduzidos direto do japonês.
– Julia Bussius (Departamento editorial)

Diário da queda, Michel Laub — Um livro em que a memória, a desmemória e a lembrança de horrores públicos e privados aparecem articuladas com mão de mestre, resultando num dos mais profundos estudos do remorso em nossa literatura.
Fotobiografia de Fernando Pessoa — Um passeio prazeroso e esclarecedor pelo universo de um dos dois maiores poetas da língua portuguesa (o outro é Drummond), com fotos, fac-símiles e uma penca de curiosidades.
– Leandro Sarmatz (Departamento editorial)

Para quem tem interesse não só pelos livros, mas por aqueles que os escrevem, recomendo o primeiro volume de As entrevistas da Paris Review. Truman Capote, Borges, Hemingway, Billy Wilder, Ian McEwan… Todos em um livro só.
– Ligia Azevedo (Departamento editorial)

Minha indicação é o novo livro de Lourenço Mutarelli, Quando meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente… e me permitam, a edição de Guerra e Paz da Cosac Naify, que lerei nas férias (declarando para a imprensa que, é claro, estou relendo esta obra prima, hehe). Boas férias.
– Luiz Schwarcz (Departamento editorial)

Recomendo vivamente os dois livros do Pamuk que publicamos em 2011: O museu da inocência, um romance longo e lindo sobre um amor daqueles de apertar o coração, e O romancista ingênuo e o sentimental, seis aulas luminosas sobre o gênero romance, do ponto de vista do escritor e do leitor. E também, para os mais corajosos, Meus prêmios, do Thomas Bernhardt — impagável.
– Maria Emilia Bender (Departamento editorial)

A ausência que seremos, de Héctor Abad, é uma declaração de amor de um filho a seu pai, um médico sanitarista executado pelos esquadrões da morte, na Colômbia, no final dos anos 80. Depois de mais de 20 anos na tentativa de contar a história de seu pai, Abad impressiona por seu texto carregado de sentimentos por aquele que mais admirou na vida.
– Mariana Figueiredo (Departamento de divulgação)

Ainda que seja chover no molhado (sei que para muitos esse é “o” livro), o meu da vez é 2666, não tem pra ninguém!
– Mariana Mendes (Departamento de divulgação a professores)

Eu recomendo Se um viajante numa noite de inverno. Calvino é sempre bom, mas esse em especial me marcou muito, tanto pela história quanto pela forma como ela é construída. Também gostei bastante de De verdade, do Sándor Márai; eu não conhecia nada do autor, li para o primeiro clube de leitura de que participei e foi uma ótima surpresa.
– Marina Pastore (Departamento de produção)

A morte é uma das poucas certezas que temos, talvez a única. Tão certa e desconhecida, é tema de muitos livros que nem sempre traduzem nossos sentimentos. No livro Três sombras, Cyril Pedrosa retrata a morte com profundidade através de um traço limpo e leve.
– Patricia Kanno (Departamento de divulgação a professores)

Indico Infância, de Coeetze, e Jakob von Gunten, de Robert Walser. O primeiro uma autobiografia contada de uma maneira seca e distanciada, onde a infância do escritor sul-africano é dissecada e exposta até as vísceras. O segundo se trata de um diário em parte autobiográfico mas muito manipulador, um jovem de família nobre decide cursar uma escola de serviçais, porém essa se trata de uma instituição obsoleta onde todos hibernam sonhando numa colocação: se tornar um subserviente de um grande senhor. Dois livros em que um humor brutal e uma ausência de perspectivas fazem dos personagens um reflexo interessante das contradições e ambivalências humanas.
– Pedro Schwarcz (Clubes de leitura)

Já é sabido que as crianças adoram monstros e tudo mais que as assusta. O livro dos monstros dá aquela pontinha de medo, ao mesmo tempo que comove grandes e pequenos. Ele traz histórias de monstros de diferentes países, alguns deles conhecidos como o Abominável Homem das Neves, outros menos óbvios como o adorável Chinu. Este foi se tornando cada vez menos assustador, ao descobrir o sentido profundo de uma amizade. As ilustrações também são incríveis!
– Rafaela Deiab (Departamento de divulgação a professores)

Indico O silêncio do túmulo, do Arnaldur Indridason, um suspense sensacional. E Diário da queda, do Michel Laub, impossível parar de ler.
– Renata Abdo (Departamento de direitos autorais nacionais)

Jakob von Gunten: uma voz genuína, um diário inusitado, um clássico da literatura de língua alemã agora desenterrado e traduzido com primor, leitura imprescindível.
Cachalote: orgulho nacional.
Diário da queda: Auschwitz, a inviabilidade da experiência humana, avós, pais, filhos, a formação de um sujeito e de sua memória, um livro nocauteador.
– Sofia Mariutti (Departamento de direitos estrangeiros)

Quando meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente. Com a história de uma vida pacata que entra em parafuso, Lourenço Mutarelli constrói um livro deslumbrante e perturbador — e avança outra cabeça na seara da literatura ilustrada.
– Thyago Nogueira (Departamento editorial)

Minha sugestão para 2012 é Jakob von Gunten, de Robert Walser. O romance foi publicado há mais de cem anos, em 1909, e só agora chegou aqui. Isso é espantoso, mas também é uma alegria pensar que ainda há autores desse porte a serem descobertos. Sem dúvida, foi a melhor surpresa literária deste ano. Que prazer ler pela primeira vez um autor assim.
– Vanessa Ferrari (Departamento editorial)