15 fevereiro 2012, 9:24 pm

Luiz Gê na Avenida Paulista
Curiosidades:
- Por que amamos tanto Lisbeth Salander: Ela é a primeira heroína do século 21 — não por ter nascido nele, mas por ser uma síntese das mudanças e inquietações do nosso tempo (Revista Época)
- Qual é a sua estante? (Bibliocomics)
- Um artista grego criou uma versão interativa da tela Starry night, de Vincent Van Gogh.
- O site The Composites usa a técnica dos retratos falados feitos pela polícia para criar os rostos de personagens da literatura.
- Aplicativos de livros: Daniel Mendes fala sobre a produção do app de Cem dias entre o céu e o mar, de Amyr Klink. (Contafio)
Notícias:
Entrevistas:
- Luiz Gê, autor de Avenida Paulista: “a Paulista nos oferece uma perspectiva histórica da cidade. Vias como a Berrini e a Faria Lima nasceram como um arremedo da Quinta Avenida em Nova York. Quer dizer, sem passado.” (Folha)
Resenhas:
- Ho-ba-la-lá, de Marc Fischer: “Em tom divertido e com qualidade literária, Fischer cria uma história inteligente e ágil, com uma permanente dose de melancolia, tanto do narrador quanto de suas observações sobre João, enquanto o procura (até em casa) e se aproxima por meio de entrevistas com artistas e com os poucos amigos do mito.” (Hagamenon Brito, Correio da Bahia)
- 1922 – A semana que não terminou, de Marcos A. Gonçalves: “Com uma abordagem menos academicista e mais jornalística, 1922 tem o mérito de reunir incontáveis informações de bastidores em uma narrativa fluente.” (Morris Kachani, Folha)
- O livro selvagem, de Juan Villoro: “é aquele tipo de livro que mesmo quando a gente deita a cabeça no travesseiro, após lê-lo, a história continua acontecendo na nossa mente até que adormecemos.” (Tiago, O capítulo do livro)
- As coisas, de Georges Perec: “O desastre desse casal consiste em não querer ceder a nenhuma parte de seu impulso acumulador: não estão dispostos a uma vida sem regalias, mas também não querem sacrificar suas vidas ao trabalho. Não querem ‘envelhecer’. Fica então o marasmo, o tédio, a solidão.” (Tiago, Meia Palavra)
- Asterios Polyp, de David Mazzucchelli: “Um amigo me disse que basicamente todas as histórias contadas pela humanidade são apenas uma variação de dois textos primordiais: a Ilíada e a Odisséia. Resumindo: estamos sempre escrevendo sobre um amor perdido, uma viagem em busca da amada, uma guerra, o regresso e suas consequências. Pois bem, esse é o grande espírito encontrado nesta graphic novel.” (Floreal, Impulso HQ)
- A maldição da pedra, de Cornelia Funke: “Cornelia me surpreendeu. A autora criou todo um mundo cheio de elementos sobrenaturais e fantásticos, e nele colocou os nossos velhos conhecidos contos de fadas — mas não da maneira que são contados pra gente, e sim de uma forma tão singular que o leitor tem a impressão de que os ‘verdadeiros’ contos são os de Cornelia.” (Dana, Feed your head)
- Festa no covil, de Juan Pablo Villalobos: “A crueldade infantil impregnada no discurso de Tochtli é assustadora em diversos momentos, em muitos deles parece ser mais cruel que um chefe de narcotráfico e muito mais sádico ao explicar a diferença entre morto e vivo.” (Felippe, Meia Palavra)
- Hibisco roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie: “A realidade nigeriana, país de origem da escritora que serve como palco para a narrativa, é apresentada a partir de um olhar que mescla profundo afeto e crítica implacável. O ponto de vista do leitor é o da Nigéria contemplada de dentro para fora.” (Camila, Livros abertos)
8 fevereiro 2012, 9:21 pm

Saul Bellow (Fonte: Awesome People Reading)
Curiosidades:
- Erico Verissimo e Incidente em Antares: veja a íntegra do bate-papo entre Luis Fernando Verissimo e Sérgio Rodrigues (Blog do IMS)
- Um atalho para quem quer ter a parede cheia de livros mas ainda não possui muitos exemplares: um papel de parede imitando estantes (Mr. Perswall)
- Carola Saavedra fala sobre a terrível missão enfrentada por tradutores diante das inúmeras possibilidades que um texto ficcional apresenta. (Jornal Rascunho)
- A edição de fevereiro do jornal Cândido, da Biblioteca Pública do Paraná, já encontra-se online. (BibliotecaPR)
- Uma lista com os melhores tumblrs literários, classificados por tema (The Millions)
- H.L. Mencken fala sobre o sentido da vida (Letters of note)
Notícias:
- Rooney Mara diz que está ansiosa para gravar a continuação de Os homens que não amavam as mulheres (Omelete)
- Angeli e Laerte planejam nova revista em quadrinhos (Blog dos Quadrinhos)
Entrevistas:
- José Luís Peixoto, autor de Livro: “Nasci numa pequena vila do interior do país, com cerca de mil habitantes, onde não existiam muitos livros, mas onde esses objetos eram considerados com muito respeito. Recordo o meu padrinho, por exemplo, que morreu com 104 anos, que trabalhou na terra até aos 96 anos, e que possuía uma meia dúzia de livros, que ficavam arrumados numa estante, em lugar de destaque. Não importava saber quem os tinha escrito ou a matéria que tratavam, eram “os livros”. Por serem livros, mereciam respeito e, imaginávamos, teriam sido escritos por alguém importante, alguém de outro meio, de outra dimensão. Foi a partir dessa perspectiva que cresci até chegar a hoje, que sou escritor e que desenvolvo toda a minha vida entre livros.” (Estadão)
- Blandina Franco e José Carlos Lollo, autores de O peixe e a passarinha: “Eu e Lollo criamos todas as histórias juntos, às vezes nem sei dizer o que é feito primeiro. A gente senta e começa a contar história um pro outro, até que uma delas ganha vida sozinha. Quando a gente vê, ela se contou pra gente.” (Folha)
Resenhas:
- Crônica de um vendedor de sangue, de Yu Hua: “Apesar da tragédia social que se aproxima, e mesmo quando ela já está em cena, continua havendo humor em Yu Hua. Uma lembrança forte é Graciliano Ramos.” (Daniel, Amálgama)
- O romancista ingênuo e o sentimental, de Orhan Pamuk: “Independente de qual seja o objetivo do leitor quando começa um romance — adquirir um conhecimento profundo sobre si mesmo ou apenas entreter-se — ou do autor quando começa a escrevê-lo — descobrir um sentido para a vida ou amealhar alguns trocados a mais na conta bancária —, o que Pamuk nos mostra em seu livro é que todos que recorremos à literatura procuramos basicamente uma mesma coisa: uma forma alternativa de transcendência e fruição às opções que a sociedade, de um modo geral, nos impõe no dia-a-dia.” (Ivan, O Espanador)
- Diário da queda, de Michel Laub: “O livro é um monólogo, um diário desencadeado por velhas memórias, que traz o passado de volta à luz e expõe seus traumas não pela nostalgia, dor ou agonia, mas pelo futuro. Para que as próximas gerações conheçam sua história e a entenda, perceba a importância desse passado doloroso.” (Taize, Meia Palavra)
- Cartas a um jovem contestador, de Christopher Hitchens: “o jornalista instiga a percepção da coragem, a autocrítica e principalmente a qualidade do que se pensa. Hitchens me faz lembrar o tamanho da pedra do meu sapato e provoca elegantemente a não tolerar o abuso de autoridade, a intimidação, o racismo, o pré-conceito, a opinião de massa inconsciente” (Acelera a causa)
- O professor e o louco, de Simon Winchester: “Num mundo em que dicionários são fator comum, disponíveis nas mais diferentes plataformas e formatos e em todos os idiomas possíveis; é difícil conceber a monstruosidade e ambição do projeto do Oxford English Dictionary.” (Kika, Meia Palavra)
1 fevereiro 2012, 9:04 pm

(Ilustração de Kate Beaton)
Curiosidades:
- Os melhores livros de todos os tempos, segundo votação de 125 escritores famosos (The Atlantic)
- 9 vídeos inspirados nas cosmicômicas de Italo Calvino (Almir de Freitas)
- Uma almofada idealizada para facilitar a leitura no sofá ou na cama (Livros e afins)
- Faça um teste e veja com qual poema de qual heterônimo pessoano você se identifica (Educar para crescer)
- O dia em que Roberto Bolaño decidiu ser romancista: novos documentos explicam por que ele trocou os poemas pelos romances. (Revista Ñ)
- 10 escritores listam seus livros favoritos (Flavorwire)
- The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore: um curta-metragem sobre o poder dos livros está concorrendo ao Oscar! (Bibliophile)
- Dois sites que reúnem fotos de tatuagens com inspirações literárias: Contrariwise e The word made flesh
- Em uma carta de 1922, F. Scott Fitzgerald informa seu editor que quer começar a escrever uma história bela, simples e extraordinária — é a primeira menção ao romance que viraria O grande Gatsby. (Letters of Note)
- Os 11 mandamentos que Henry Miller escreveu para si mesmo. (Lists of Note)
Notícias:
- Notas sobre Gaza, de Joe Sacco, será adaptado para o cinema (Vá ler um livro)
- O Alufá Rufino ganhou o Premio Casa de las Américas na categoria Literatura Brasileira.
- Faleceu hoje Wislawa Szymborska, poetisa polonesa que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de 1996 (Mundo Livro)
Entrevistas:
- Ruy Castro: “E qual a diferença da literatura para com os jornais? É que, no livro, você descobre que os personagens pensam, sentem, amam, odeiam — enfim, têm uma rica vida interior. Parecida com a sua.” (Jornal Rascunho)
Resenhas:
- Ho-ba-la-lá, de Marc Fischer: “Com um humor raro e refinado, fez de sua reportagem uma saborosa história, em que mistura pesquisa bibliográfica, entrevistas e impressões sobre João Gilberto, o Rio, o Brasil e sobre si mesmo.” (Gonçalo Junior, Valor Econômico)
- Asterios Polyp, de David Mazzucchelli: “Um artista, seja qual for seu gênero de expressão, não pode nunca se acomodar. Nem no fracasso, nem no sucesso. E David Mazzucchelli, para nosso deleite, não se acomodou. O que encontraremos em Asterios desafia qualquer conceito pré estabelecido em quadrinhos.” (Lillo, Quadro a quadro)
- As coisas, de Georges Perec: “O que importa não é o que acontece ao casal, mas o seu aprendizado das regras da vida moderna, das aspirações adequadas, dos índices de distinção e de pertencimento social sem os quais as pessoas não eram — não são — ninguém.” (Luciano Trigo, G1)
- A maldição da pedra, de Cornelia Funke: “Cornelia me surpreendeu. A autora criou todo um mundo cheio de elementos sobrenaturais e fantásticos, nele colocou os nossos velhos conhecidos contos de fadas — mas não da maneira que são contados pra gente e sim de uma forma tão singular que o leitor tem a impressão de que os ‘verdadeiros’ contos são os de Cornelia.” (Dana, Feed your head)
- A vida de Joana d’Arc, de Erico Verissimo: “Érico é muito feliz ao retratar a história de Joana d’Arc de maneira tão delicada e íntima, tanto que por vezes temos a sensação de enxergarmos os fatos pelos olhos da menina ingênua, forte e temente a Deus. Através da habilidade do escritor gaucho, até mesmo os momentos de maior angústia durante as guerras e o trágico desfecho tornam-se tocantes.” (Roberto, Meia Palavra)
- Reparação, de Ian McEwan: “Leiam para serem levados por uma trama que vai fazê-los suspirar, chorar e aprender um pouco mais sobre o sentimento humano.” (Diego, Feed your head)