Links da semana

Links da semana

266. The Realist Novel and the Experimental Novel

Notícias:

  • Lemony Snicket expressou apoio ao movimento Occupy Wall Street enviando 13 observações sobre o tema (OccupyWriters)
  • Na semana que vem, o Omelete e a Fnac promovem um festival voltado para a cultura pop, principalmente quadrinhos. Haverá um bate-papo com Lourenço Mutarelli. (KingCon 2011)

Adaptações:

  • A adaptação de O grande Gatsby com Leonardo DiCaprio ganhou uma data de estreia: 25 de dezembro de 2012 (Omelete)
  • “Lisbeth tem que ser como ET: estranha, mas cativante.” Leia uma matéria da Vogue com David Fincher e Rooney Mara.
  • Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios está na programação da 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
  • Foi divulgado um novo trailer de As aventuras de Tintim, desta vez com ênfase na ação e na aventura (UniversoHQ)

Entrevistas:

  • Jeffrey Eugenides sobre seu novo romance, The marriage plot, que a Companhia lança no 1° semestre do ano que vem: “Quando a narrativa deixou de ser puramente uma réplica de um romance do século 19 e tornou-se um romance sobre uma jovem obcecada com romances do século 19, e sobre o que tal obsessão faz com suas expectativas amorosas, o livro avançou um século. Tornou-se contemporâneo, passou a soar contemporâneo, e me permitiu escrever sobre várias coisas que eu não tinha conseguido abordar antes, como religião e Madre Teresa, maníaco-depressivos, o sistema de classes das universidades do leste americano na década de 1980, Roland Barthes, J.D. Salinger, a Oração de Jesus, e Talking Heads.” (The Millions)
  • Lygia Fagundes Telles, autora de Passaporte para a China: “Não existe gênero menor, existem escritores menores. Rubem Braga, Carlos Drummond, Clarice Lispector foram grandes cronistas. E não é fácil ser cronista, tem de ter inspiração, uma palavra que saiu da moda, mas em que eu acredito muito.” (O Globo)

Curiosidades:

  • J.G. Ballard geograficamente decodificado: um mapa com todos os lugares citados nos livros do escritor (Casmurros)
  • Para celebrar os 450 anos do falecimento de Claude Garamont, os franceses criaram um site especial com diversas informações sobre o tipógrafo e sua criação, a fonte Garamond.
  • Conheça a bela Biblioteca Pública do Acre (Livros e Afins)
  • “Hoje ninguém mostra os livros que tem na estante para nos dizer quem é.” Isabel Coutinho entrevista Erroll McDonald, editor da Random House que levou Fernando Pessoa e Mário de Andrade aos EUA. (Ciberescritas)
  • O mundo literário codificado: escritores, editores e críticos tentam decifrar alguns dos clichês usados em textos sobre livros (Almir de Freitas)
  • Anica sugere: adote um tradutor favorito e vá atrás do que ele já traduziu (Meia Palavra)

Resenhas:

  • Dois irmãos, de Milton Hatoum: “Se é o melhor livro da década passada, não sou capacitado para responder. Mas, certamente, é dos melhores livros que li nas últimas três décadas, desde que aprendi a ler.” (Fernando, crimineliber)
  • O anexo, de Sharon Dogar: “Os medos dos personagens foram transmitidos de tal forma que se tornaram meus.” (Junior, Coolture News)
  • Alguém para correr comigo, de David Grossman: “O modo como Grossman reconstruiu a Cidade Sagrada é sutil, ele utiliza como matéria prima as camadas mais profundas da vida da conflituosa cidade, coisas que passam invisíveis não só para os turistas, como também para a maioria de seus habitantes.” (Luciano, Meia Palavra)
  • Noah foge de casa, de John Boyne: “Com a narrativa simples, o autor consegue conquistar o público juvenil, e com a profundidade do enredo amizade, bullying, quebra de promessas, perdas e como lidar com elas ele vai cativar os leitores um pouco mais maduros.” (Mariana, Psychobooks)
  • Noah foge de casa, de John Boyne: “A história é tão ingênua, tão simples e, ao mesmo tempo, tão profunda… Uma mistura de inocência com nonsense, que faz da leitura uma agradável viagem pela mente infantil.” (Nanie’s World)
  • Zuckerman acorrentado, de Philip Roth: “Ao ler o conjunto das primeiras narrativas de Zuckerman fica ainda mais evidente o talento de Roth: erguer um herói em tempos sombrios e fazer com que sua trajetória percorra os grandes traumas do século 20 nos EUA. Mais que um símbolo de grandeza, Zuckerman é antes de tudo um homem, abandonado pelos deuses, vivendo no deserto do presente.” (Pedro, Mundo Livro)
  • Herzog, de Saul Bellow: “Moses E. Herzog sofre porque sua mulher o traiu com seu melhor amigo. Ele decide se agarrar às boas lembranças de amantes antigas e procurar conforto em outras mulheres, enquanto dá pitaco na vida de quase todo mundo à sua volta, do seu psicólogo ao presidente, de um vendedor de roupas a suas ex-mulheres, por meio de cartas que nunca serão entregues.” (Tiago, VIP)
  • Desonra, de J.M. Coetzee: “Desonra lida com uma porção de conflitos, que dizem respeito não somente à África do Sul, mas outros países e, em alguma medida, a realidade contemporânea.” (Lucas, Meia Palavra)
  • Os últimos soldados da Guerra Fria, de Fernando Morais: “os ataques eram dos mais variados tipos, desde incursões ‘inofensivas’ ao território cubano, onde aviões sobrevoavam a ilha e jogavam panfletos das organizações anticastristas, até atentados terroristas a hotéis e praias turísticas.” (Iris, Literalmente falando)

Links da semana

Notícias:

  • Rafael Coutinho se uniu a outros quadrinistas para criar o projeto Gazzara, com artes de cada um no formato de pôsteres.
  • A Flip já anunciou a data do evento em 2012 (4 a 8 de julho) e o primeiro convidado confirmado: Jonathan Franzen.

Adaptações:

Entrevistas:

  • Steve Jobs explica a origem de seu uniforme para Walter Isaacson: “I asked Issey to make me some of his black turtlenecks that I liked, and he made me like a hundred of them. That’s what I wear, I have enough to last for the rest of my life.” (Gawker)
  • Philip Roth, autor de Nêmesis: “Acordo cedo, escrevo no computador, saio, converso com os vizinhos de Warren e vou nadar. Nado cinco vezes por semana: nado crawl e costas. Aqui, frequento uma piscina no centro da cidade. Nadar para mim não melhora só a musculatura. Nadar me faz pensar, me obriga a refletir sobre o que estou fazendo. Já inventei muitas histórias debaixo d’água!” (Época)
  • Ayaan Hirsi Ali, autora de Nômade, do islã para a América: “Eu ainda não tinha formado um senso crítico sobre o islã, mas era muito claro para mim que tipo de mulher eu me tornaria dentro dessa cultura: uma que eu não queria ser. Eu evitei me transformar em minha mãe.” (Veja.com)
  • Hal Vaughan, autor de Dormindo com o inimigo: “tropecei em um pedaço de papel nos arquivos que dizia que H. Gregory Thomas foi a Paris, em 1940, para roubar a fórmula completa do Chanel nº 5. Não entendi, e procurei mais arquivos, até que encontrei um documento da polícia francesa que dizia que Coco Chanel trabalhou para o serviço de inteligência alemão (Abwehr). Eu não conseguia acreditar no que estava lendo. Então, continuei a caça a arquivos até descobrir que a polícia francesa seguia o trabalho de Chanel — e percebi que meu próximo livro seria sobre isso.” (Veja.com)

Curiosidades:

  • Kern Type: um jogo para designers e fãs de tipografia. Ajuste o espaçamento entre as letras da melhor forma possível, e compare sua solução com a fonte original. (Kern Type)
  • A origem do termo nerd (Boston.com)
  • Aos 10 anos, Patti Smith tentou sair de uma loja sem pagar por uma enciclopédia (New Yorker)
  • O elo perdido de Proust: carta esclarece o dilema que o autor enfrentou após a publicação de No caminho de Swann (piauí)
  • Livro eletrônico ou de papel: qual é mais sustentável? (Superinteressante)
  • Um ex-aluno de David Foster Wallace lembra de seu professor. (n+1 magazine)
  • “De onde vêm suas ideias?” As 3 perguntas mais frequentes que os escritores ouvem, e o que há por trás delas. (Huffington Post)
  • Escrever um romance é… (Todoprosa)
  • O Itaú Cultural colocou no YouTube os vídeos de todas as mesas do Encontros de Interrogação.
  • 10 tumblrs sobre escritores, livros e afins (Livros e afins)
  • Grama, acidez e baunilha: o cheiro dos livros, analisado por cientistas (The Telegraph)
  • O Pipoca e Nanquim fez um podcast especial com Lourenço Mutarelli, onde ele fala sobre sua carreira, o mercado de quadrinhos atual e seu próximo projeto.
  • “No momento da escrita, o autor deve acreditar que seu livro é único e não-existente.” Texto de Javier Marías. (El País)
  • Alessandro, do Livros e Afins, sugere a instalação de minibibliotecas ao ar livre (como a mostrada na foto acima).
  • 4 vídeos mostram como os livros são feitos hoje em dia, na Idade Média e há 50 anos (Brain Pickings)

Concursos e promoções:

Resenhas:

  • Não há nada lá, de Joca Reiners Terron: “Leiam, leiam este livro nada conservador, leiam Não há nada lá porque pertence ao núcleo central da mais exigente de minhas bibliotecas particulares.” (Enrique Vila-Matas, Folha)
  • Os últimos soldados da Guerra Fria, de Fernando Morais: “O livro se tornou um dos meus favoritos deste ano, e quando terminei fiquei pensando: ‘Por que as leituras obrigatórias do colégio não podem ter livros tão incríveis como esse?’” (Pri Beletato, Viaje na Leitura)
  • O anexo, de Sharon Dogar: “Finalmente achei um livro que realmente corresponde às características de um diário e ao mesmo tempo carrega um tom de poesia muito cativante.” (Carol, Romances & Leituras)
  • Os últimos soldados da Guerra Fria, de Fernando Morais: ”Parece que estamos diante um roteiro de Almodóvar se ele resolvesse fazer um filme de espionagem.” (Juliana, O Espanador)
  • Diário da queda, de Michel Laub: “Um grande livro, bem pensado, bem executado, bem publicado, com a incrível capacidade de envolver, sensibilizar, convencer, emocionar, fazer refletir, um livro difícil de esquecer. O melhor livro que li esse ano, e que dificilmente será superado.” (Fernando, Meia Palavra)
  • Jakob von Gunten, de Robert Walser: “Jakob von Gunten teve um efeito certeiro em mim. A perturbação de conviver por 152 páginas com esse narrador um tanto quanto instável é, literariamente, deliciosa.” (Guilherme, Meia Palavra)
  • Herzog, de Saul Bellow: “Por culpa deste livro, fiquei um ano sem escrever nada, e quase parei de ler, tamanho o impacto que teve sobre mim.” (Charlles Campos)
  • Dormindo com o inimigo, de Hal Vaughan: ”mesmo desmascarando certos pontos da conduta de Coco, o autor não consegue disfarçar o admirador que é da inegável genialidade chaneliana. Afinal, Coco foi grandiosa demais para ser derrubada por suas fraquezas.” (Rita, Chikita Bakana)
  • Paciente 67, de Dennis Lehane: “Seguindo aquela boa e velha premissa de que nada é o que parece ser, Paciente 67 lembra um pouco aquelas matrioshkas russas, as bonequinhas com versões menores dentro. Quando você acha que chegou perto de desvendar um dos mistérios, outro de certa forma ligado aquele surge, e vamos mergulhando cada vez mais profundamente nos segredos da ilha Shutter.” (Anica, Meia Palavra)
  • Monsieur Pain, de Roberto Bolaño: “A trama secreta oscila entre os gêneros fantástico e o policial, havendo espaço para o leitor supor que o Pain alucina ou que está de fato sendo perseguido por uns espanhóis que querem eliminá-lo.” (Wilson Alves-Bezerra, O Globo)
  • Nêmesis, de Philip Roth: “Através do protagonista, Roth reaviva um questionamento: se Deus existe, como ele pode permitir que haja poliomielite?” (Lucas, Meia Palavra)

Links da semana

Encadré (Jardim Botânico, Rio de Janeiro)

Notícias:

  • O fundador do projeto Gutenberg, Michael S. Hart, faleceu nesta terça-feira. Em 1971 ele digitalizou o texto da Declaração de Independência dos EUA, feito reconhecido como a invenção dos ebooks. (Project Gutenberg)
  • Crônicas de Moacyr Scliar serão reunidas em livro (Folha Ilustrada)
  • O Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte divulgou parte de sua programação.

Adaptações:

  • As correções, de Jonathan Franzen, pode virar série da HBO adaptada por Noah Baumbach. (GalleyCat)

Entrevistas:

  • Ricardo Piglia, autor de Alvo noturno: “Se você levar em conta que o ‘Quixote’, o primeiro grande romance, se apresentava como uma tradução de um texto árabe, e que de fato a maior parte dos romances que lemos são textos traduzidos, é preciso refletir sobre a tradução como algo que vai além da linguagem, que permite que a essência do livro seja transmitida.” (Folha Ilustrada)
  • Abraham Verghese, autor de O décimo primeiro mandamento: “Gosto de histórias épicas porque nelas você acompanha gerações inteiras e, quando fecha o livro, ainda é terça-feira.” (Prova & Verso)
  • Jake Adelstein, autor de Tóquio proibida: “Eis como funciona o pior da Yakuza, é como se fossem as regras de um compromisso. Regra número um: algo ou alguém que você ama será usado contra você para destruí-lo, e, se não pudermos destruí-lo, destruiremos a pessoa que você ama, ou a reputação de ambos. Regra número 2: para descobrir quem você ama, faremos com que seus amigos fiquem contra você. Nós o tentaremos, usaremos coerção e mentiras, fazendo com que eles o traiam. Eventualmente faremos com que você fique sabendo que ele o traiu, de modo que você não possa confiar em mais ninguém. Regra número 3: quando você está só e isolado, é mais fácil matá-lo. Regra número 4: se não pudermos matá-lo, faremos com que sua vida se torne tão difícil a ponto de você querer se matar, ou pareça ter motivos plausíveis para isso, e então encenaremos seu suicídio.” (Balaio de Notícias)

Curiosidades:

  • 5 dicas de viagens, por Ruy Castro e Heloisa Seixas (Exame.com)
  • As 10 musas da literatura: escritoras que unem beleza e qualidade literária (Mais 1 Livro)
  • Philip Roth lê um trecho de Nêmesis, em vídeo feito quando recebeu o Man Booker Prize.
  • “Meu tigre favorito está com soluço”, teria twittado Jorge Luis Borges. A Flavorwire escolheu os melhores tweets de escritores falecidos.
  • Veja no YouTube a única gravação conhecida da voz de H.L. Mencken.
  • Antônio Xerxenesky defende a leitura de autores brasileiros contemporâneos. (Blog do IMS)
  • Tipos de leitores: tem o inseguro, o compulsivo, o fetichista… (Meia Palavra)

Prêmios:

  • Daniel Clowes ganhou o PEN Award pelo conjunto de sua obra.

Resenhas:

  • Nêmesis e Zuckerman acorrentado, de Philip Roth: “Não restam dúvidas: Philip Roth é o melhor escritor de expressão inglesa em atividade.” (Vinicius Jatobá, Estadão)
  • A máscara da África, de V.S. Naipaul: “é um livro que reúne impressões de viagens realizadas pelo autor a diversos países do continente. Uma tentativa de misturar reportagem com história e uma pitada de antropologia. O leitor familiariza-se, através de páginas impecavelmente escritas, com alguns meandros socioculturais de Uganda, Gana, Nigéria, Costa do Marfim e África do Sul.” (Ronaldo Vainfas, Revista Cult)
  • Liberdade, de Jonathan Franzen: “Franzen explora com maestria o desacordo atual entre americanos de todas as classes e etnias em relação aos seus ideais de independência, autonomia e individualidade.” (Sergio Vilas-Boas, Rascunho)
  • A morte de um caixeiro viajante e outras 4 peças, de Arthur Miller: “Do recorte de um dia comum na vida de pessoas ordinárias é possível tirar tanto que chega a ser injusto reduzir a importância de sua obra só à literatura norte-americana: ele fala de homens, tão reais, tão tridimensionais que poderiam estar falando de suas tristezas, paixões, medos e sonhos em qualquer lugar do mundo.” (Anica, Meia Palavra)
  • O anexo, de Sharon Dogar: “Peter vive pela necessidade, mais do que isso, pela obrigação de sobreviver e contar a história daqueles dias e do sofrimento do seu povo. Ele não se enxerga como um judeu, é apenas um jovem obrigado a costurar uma estrela sobre seus casacos, apenas um jovem que tem medo de morrer sem fazer amor com uma garota.” (João Paulo, Mais 1 Livro)
  • E se Obama fosse africano?, de Mia Couto: “Sem abandonar a prosa poética que caracteriza seus romances, o autor apresenta uma coleção de ensaios sobre a África contemporânea, sobre sua visão de mundo e o próprio ofício de escritor — revelando a influência de autores como Jorge Amado e Guimarães Rosa.” (Letícia Duarte, Mundo Livro)
  • O silêncio do túmulo, de Arnaldur Indridason: “é um romance policial excepcional, que se destaca com maestria entre os grandes sucessos mundiais do gênero.” (Mateus, Our Vices)
  • A letra escarlate, de Nathaniel Hawthorne: “De momentos tocantes àqueles mais taciturnos, A letra escarlate é uma aglutinação de assuntos pertinentes como comportamento da mulher na sociedade, moral, ética, religião e, em grande parte, sobre fidelidade – não apenas matrimonial, mas aquela fidelidade com os próprios príncipios, fugindo do senso comum para conseguir um espaço merecido dentro de convivências hipócritas.” (Felippe, Meia Palavra)
  • Lavoura arcaira, de Raduan Nassar: “O protagonista consegue perceber que, assim como é difícil viver sob o jugo da tradição, também é impossível e até danoso se livrar totalmente dela. A obra mostra que é imprescindível a busca do equilíbrio entre o individual e o coletivo, o novo e a tradição.” (Uiara, Um copo de logos)
  • O cobertor de Jane, de Arthur Miller: “De uma forma bem delicada e em algumas passagens poética, o livro ensina para os pequenos que é preciso se despedir. Os brinquedos quebram, as roupas se perdem, os amiguinhos mudam de cidade. Tudo na vida completa seus pequenos ou grandes ciclos, e seu cobertor cumpriu muito bem o papel durante sua trajetória, mas, uma hora, é preciso deixa-lo ir.” (Luani, O Espanador)
  • O anexo, de Sharon Dogar: ”Uma leitura muito gostosa e dinâmica, mas muito penosa. É triste acompanhar as esperanças, os anseios, as dúvidas e os temores daquelas pessoas. É ainda mais triste ler sabendo o final. Sabendo que eles não foram os únicos. Sabendo que outros sofreram ainda mais. Sabendo que foram seres humanos que fizeram isso contra outros seres humanos.” (Nanie, Nanie’s World)
  • Tintim no país dos sovietes, de Hergé: “Seja pelas aventuras e trapalhadas da dupla Tintim e Milu, seja pelas situações hilárias que os dois se envolvem ou pelo fator histórico da propaganda anticomunista, é uma obra única e que abre o apetite para conhecer mais aventuras do herói criado por Hergé. (Palazo, Meia Palavra)
  • Ponto ômega, de Don DeLillo: “Um pouco de Roberto Bolaño e um pouco de Pierre Teilhard. Adicione um ame­ri­cano, a guerra do Iraque e do Afeganistão, fale um pouco sobre um crime cole­tivo, muita vio­lên­cia, um deserto, Psicose, Alfred Hitchcock, um filme que dura 24hs e os mean­dros de cons­tru­ção de um docu­men­tá­rio. Bateu bem? Ficou tudo mis­tu­rado e difí­cil de dis­so­ciar? Perfeito. Isso pode fiel­mente retra­tar Ponto ômega.” (Fernando, O Grito!)
  • O silêncio do túmulo, de Arnaldur Indridason: “a inovação de Indridason está na face psicológica de seus personagens, sua histórias poderiam muito bem ser reais.” (Mariana, Psychobooks)
  • Ao ponto, de Anthony Bourdain: “Os textos de Ao Ponto (dá para dizer que cada capítulo é como uma crônica) são quase como uma metralhadora automática apontando na direção de grandes figuras do universo da gastronomia, desde Gordon Ramsay até o jornalista Alan Richman. (Anica, Meia Palavra)
  • E se Obama fosse africano?, de Mia Couto: “Mia Couto atenta que, para ele, existe uma inversão: O mundo real é que é um não-lugar. Para ele é incabível que chamemos de lugar um espaço em que vivemos uma vida que é muito pouco nossa, um ciclo onde o ser humano tem cada vez menos espaço para fazer escolhas e pensar por si só.” (Ingrid, Meia Palavra)
  • Viagem ao fim da noite, de Louis-Ferdinand Céline: “Em cada novo lugar, Bardamu encontra um absurdo maior que o anterior. A peste, a fome, a guerra, o egoísmo, a fragilidade humana, é tudo tão ultrajante que em certo ponto ele quase desiste de levantar da cama, de lutar e não chegar a lugar algum.” (Lucas, baconfrito)
  • Amrik, de Ana Miranda: “Amrik nada mais é do que uma ode à solidão. Ao mesmo tempo em que vemos a história da imigração libanesa dentro da São Paulo do início do século XX, temos uma menina ingênua, apaixonada e solitária, que ia de contraponto às outras imigrantes, pois o seu maior sonho era dançar.” (Liv, Meia Palavra)
  • Oral & Sete noites, de Jorge Luis Borges: “A literatura é uma forma de felicidade e o paraíso uma biblioteca infinita. Essa é a grande lição de Borges.” (Daniel Benevides, UOL Entretenimento)

[A seção Links da Semana voltará no dia 28 de setembro.]

Links da semana

Hoje nossa equipe passou o dia montando o estande de Companhia das Letras para a Bienal do Rio de Janeiro. A partir de amanhã, ao meio-dia, você pode nos visitar no Pavilhão Azul, estande E12/F11. E uma dica: todos os 50 livros da nossa promoção mensal de aniversário estarão à venda lá pela metade do preço!

Notícias:

  • A biografia de Steve Jobs escrita por Walter Isaacson incluirá seu afastamento do cargo de CEO da Apple. (PCMag)
  • Um estudo sugere que ereaders são mais populares entre mulheres, enquanto homens preferem tablets. (GigaOM)
  • O Itaú Cultural está organizando debates sobre crítica literária para dezembro, e na semana que vem promoverá encontros com mais de 50 escritores brasileiros. (Painel das Letras)
  • Abrimos um novo clube de leitura, em Florianópolis. Já são 20 clubes mensais, em 9 cidades.

Adaptações:

Entrevistas:

  • Ricardo Piglia, autor de Alvo noturno: “O romance é a forma que melhor resiste à tradução e, de certa maneira, ele torna a tradução possível. Mesmo que haja alguma perda na adaptação para outro idioma, o romance tem algo além da linguagem que pode ser transmitido, e isso permite que ele circule pelas culturas e se torne uma forma realmente mundial.” (Prosa & Verso)
  • Bernardo Carvalho, autor de O filho da mãe: “Eu sempre li, mas tudo mudou quando eu descobri a obra do austríaco Thomas Bernhard. Ele é um escritor muito peculiar e com um estilo muito forte. Foi menos uma influência e mais um entendimento que, para ser escritor, você precisa aprender a transformar seus defeitos em qualidade.” (Deutsche Welle)
  • João Silva, fotógrafo de guerra e autor de O Clube do Bangue-Bangue: “Desde o momento em que eu pisei naquela mina, naquela manhã de 23 de outubro de 2010, eu fui muito pragmático sobre a situação. Tantas pessoas haviam sido mortas ao meu redor — amigos morrendo em meus pés, sem exagero — que, quando isso aconteceu comigo, eu pensei: Ok, chegou minha vez. É hora de seguir em frente.” (NY Times)

Curiosidades:

  • Quão difícil é ter um cartoon publicado pela New Yorker? Muito. (Slate)
  • Washington em 2060, segundo Joe Sacco (Bravo!)
  • O atendimento e o futuro das livrarias, coluna de Felipe Lindoso para o PublishNews.
  • Qual cemitério abriga mais escritores? (PWxyz)
  • Oscar Wilde hesitou antes de publicar O retrato de Dorian Gray, devido às alusões ao homossexualidade (New Yorker)
  • A revista TIME fez uma lista dos 100 melhores livros de não-ficção de todos os tempos, e entre eles estão A sangue frio (e Truman Capote) e Origens do totalitarismo (Hannah Arendt).
  • Dois estudos comprovam forte diálogo estético entre Lima Barreto e Tolstói, e abrem novas perspectivas para muito além dos estudos literários. (Revista Cultura)
  • O projeto Sempre um Papo colocou no YouTube um programa especial com José Saramago feito em 1999.
  • Evanildo Bechara defende que o aluno deva ser poliglota em sua própria língua: “Ninguém vai à praia de fraque ou de chinelo ao Municipal” (revista piauí)

Prêmios:

  • Fernando Vallejo, autor de A virgem dos sicários, ganhou o prêmio da Feira Internacional do Livro de Guadalajara. (PublishNews)
  • Patti Smith ganhou o prêmio Polar, considerado o Nobel da música, por sua obra. (Folha Ilustrada)
  • O Prêmio Bravo! acontecerá no dia 4 de outubro, e está aberta a votação popular para a categoria Artista Prime do Ano. Os concorrentes são Laerte, Chico Buarque, José Padilha, Carlito Carvalhosa, Marco Nanini e Ferreira Gullar.

Resenhas:

  • Guerra aérea e literatura, de W.G. Sebald: “O ditado diz: ‘Uma foto vale mais do que mil palavras’. Meu querido ditado, você não conhece as mil palavras de Sebald. A descrição de Sebald é muito mais impressionante do que qualquer foto.” (Antônio Xerxenesky, Meia Palavra)
  • Não me abandone jamais, de Kazuo Ishiguro: “Algumas histórias te fisgam sem você nem perceber. Pode ser pela riqueza da trama ou pela sutileza dos personagens, você vai acompanhando o decorrer dos acontecimentos e quando menos percebe já está intimamente ligado àquela obra.” (Théo, Portallos)
  • Alvo noturno, de Ricardo Piglia: “As histórias e vozes no interior de Alvo noturno compartilham uma desconfiança com relação ao passado, um vago receio quanto às informações desconfortáveis que ele pode revelar.” (Kelvin Falcão Klein, Prosa & Verso)
  • O silêncio do túmulo, de Arnaldur Indridason: “Arnaldur consegue explorar o suspense de forma sutil: um dia, durante uma festinha de crianças, um osso humano é encontrado num terreno próximo.” (Tauil, Artilharia Cultural)
  • Memórias do sobrinho de meu tio, de Joaquim Manuel de Macedo: “esse romance dá sequência às aspirações políticas de um certo jovem sem estudos, sem vergonha na cara e sem escrúpulos. Seu objetivo é ser eleito deputado da província do Rio de Janeiro cargo que o próprio autor ocupou em 1854 e para isso vai contar com uma herança deixada por seu tio, que falece logo no início dessa história.” (Taize, Meia Palavra)
  • A máscara da África, de V.S. Naipaul: “não existe conhecimento prévio daquilo com que Naipaul muitas vezes tem contato, com rituais, religiões, divindades, que resistem no meio de cenários de extermínio completo, de pobreza generalizada, ainda que sempre com a constatação de fundo de que ‘os tempos mudaram’ e ‘a cidade cresceu’.” (Tiago, Meia Palavra)
  • Liberdade, de Jonathan Franzen: “é um livro sobre as escolhas que fazemos ao longo da vida adulta. Estão lá nossas decisões equivocadas ou certeiras a cada bifurcação, nossos temores mais íntimos, nossas fugazes conquistas cotidianas. E, acima de tudo, a inevitável constatação de que poderíamos ter nos empenhado mais.” (Paulo, Este lado do Paraíso)
  • Orgulho e preconceito, de Jane Austen: “é muito mais do que um romance, é um relato onde podemos conhecer um pouco sobre os costumes de antigamente, e entender o motivo de ser de tal forma” (Junior, Coolture News)
  • A outra volta do parafuso, de Henry James: “o ponto gerador da instabilidade e do medo presentes na obra é a existência de dois inimigos, no caso, espectros de ex-funcionários da mansão.” (Ingrid, Meia Palavra)
  • O silêncio do túmulo, de Arnaldur Indridason: “posso dizer sem dúvida que esse livro é excelente. Além do estilo policial, a narração se aprofunda em assuntos sérios e fora da zona de conforto, como a violência doméstica (verbal e psicológica), o preconceito, a linha que caso seja ultrapassada te classifica como bom ou mal.” (Cláudia, Livraria Outubro)
  • O cobertor de Jane, de Arthur Miller: “Toda criança tem um objeto que adora ou adorava quando bebê, e quando cresceu teve que abandoná-lo por um motivo ou outro.” (Gisele, Kinds Indoors)
  • Orgulho e preconceito, de Jane Austen: “Você consegue notar que sua linguagem é mais firme, doa a quem doer. E isso faz do livro um verdadeiro clássico. É, além de atemporal na leitura, uma crítica social, política e à ignorância.” (Babi Dewet)
  • A ausência que seremos, de Héctor Abad: “Héctor Abad consegue transformar em letras o amor mútuo que existia entre ele e seu pai, sanitarista que foi brutalmente assassinado em Medellín, Colômbia, em 25 de agosto de 1987.” (Diego, Feed your head)
  • O rei do mundo, de David Remnick: “Em um ambiente hostil, em que a exclusão racial predominava, surge Muhammad Ali. Homem de língua afiada e jeito provocativo para desafiar lutadores dentro e fora do ringue contra qualquer tentativa de menosprezá-lo como homem, mulçumano ou negro.” (Palazo, Meia Palavra)

Links da semana


Foto do lançamento de Os últimos soldados da Guerra Fria em São Paulo. Veja aqui a lista completa de cidades por onde Fernando Morais passará.

Notícias:

  • Steve Jobs renuncia da presidência-executiva da Apple (Link/Estadão)
  • Casa de Edgar Allan Poe está ameaçada de fechamento (G1)
  • Os últimos números do desempenho do setor no Brasil confirmam a percepção de editores e livreiros de um fenômeno que cedo ou tarde acontece nos grandes mercados editoriais: a superprodução (Sabático)
  • Linhas poéticas em circulação: texto de Alcides Villaça sobre a poesia nacional contemporânea (Sabático)
  • Famoso café de Buenos Aires, frequentado por Jorge Luis Borges e Graham Greene, será substituído por uma loja da Nike (Guardian)
  • Tradução de textos autorais e seus relevos (Rascunho)
  • Estão abertas as inscrições para a Oficina de Narrativa de Ficção com o escritor Michel Laub, na Biblioteca Pública do Paraná.
  • Flip anuncia Miguel Conde como curador da edição de 2012 (Prosa & Verso)

Entrevistas:

  • Michael Cunningham, autor de Ao anoitecer: “Num mundo que insiste em ver seus habitantes como consumidores, como dados demográficos, parece que uma grande parte do trabalho do escritor é insistir justamente na particularidade do indivíduo.” (Sabático)
  • Fernando Morais, autor de Os últimos soldados da Guerra Fria: “Como sou muito detalhista e extremamente exigente comigo mesmo, escrever acaba sendo um sofrimento muito grande. Não se trata de ter ou não ter inspiração, mas às vezes eu fico dias para conseguir escrever uma lauda, ou até um parágrafo. Pesquisar e entrevistar pessoas é a parte menos trabalhosa de um livro. Escrever é que dói. Tenho muita inveja de autores como o Mário Prata, que senta diante do computador e produz o texto final na hora.” (Livraria da Folha)

Concursos e promoções:

Curiosidades:

  • Conheça a controversa história da fonte mais usada de todas: Times New Roman.
  • Versão em áudio de 26 textos de Jorge Luis Borges, lidos pelo próprio (Não me culpem pelo aspecto sinistro)
  • Entrevista com a atual dona da Shakespeare & Co., famosa livraria francesa que reúne e abriga escritores em Paris desde a década de 1950. Sylvia enfrenta o desafio de modernizar a loja sem perder seu charme e propósito originais. (PORT Magazine)
  • O projeto Endangered Alphabets tenta proteger e chamar atenção para os alfabetos que correm o risco de desaparecer. Um terço dos alfabetos existentes não são mais ensinados em escolas, e têm um número de usuários muito pequeno.
  • A banda Decemberists usou Infinite Jest, de David Foster Wallace, como inspiração para o videoclipe de “Calamity song”.
  • Em 2006, Ian McEwan foi acusado de plagiar a história de Reparação. Uma das pessoas a defender o autor foi Thomas Pynchon — leia a carta que ele escreveu em defesa de McEwan.
  • Antônio Xerxenesky fala sobre a dificuldade de ser um jovem escritor brasileiro contemporâneo em Porto Alegre (Blog do IMS)
  • James Joyce não é tão difícil: Luciano defende o autor de Ulysses (Meia Palavra)
  • Não consegue se lembrar o nome de um livro, ou de um filme que você viu há muito tempo? Basta criar um tópico no Tip Of My Tongue com os detalhes de que você se lembra, e os outros usuários tentarão resolver sua dúvida.
  • 19 livros e autores recomendados por Roberto Bolaño (Conversational Reading)
  • O cartunista Tom Gauld imaginou os momentos de tédio de escritores como Tolstói e Cervantes (Coordenação do Livro e da Literatura)

Resenhas:

  • O silêncio do túmulo, de Arnaldur Indridason: “te prende desde o início, na primeira frase. Você quer muito descobrir o que aconteceu, quem é aquele esqueleto e como a vida de Erlendur chegou onde está. O livro mescla passagens no presente e passagens do passado para contar a história. Você pode até pensar que é óbvio o desfecho e a identidade do osso, mas o autor acaba te surpreendendo.” (Bárbara, Nem um pouco épico)
  • Zeitoun, de Dave Eggers: “A partir do exemplo de Zeitoun temos a medida da ignorância e total falta de preparo das autoridades americanas em relação a uma catástrofe como o Katrina.” (Juliana, O Espanador)
  • Freud 16 — O Eu e o Id: “o mais importante a se ressaltar aqui é que agora podemos perder o medo de Freud e aproveitar um texto magnífico e agradável, preocupado com seu leitor” (Tiago, Meia Palavra)
  • Como mudar o mundo, de Eric Hobsbawn: “Hobsbawm observa acertadamente que Marx havia sentenciado qual seria o destino do capitalismo ao seguir a linha que em meados do século XIX insinuava com perfeita clareza: a concentração do capital em poucas mãos produziria um mundo onde apenas um número muito pequeno de pessoas teria o maior número de riquezas” (Rodrigo Vianna, Escrevinhador)
  • A importância de ser prudente e outras peças, de Oscar Wilde: “O autor conseguia através de suas peças fazer as mais ácidas críticas a uma sociedade que vivia de aparências, um jogo de máscaras onde ninguém de fato era o que aparentava ser.” (Anica, Meia Palavra)
  • O natimorto, de Lourenço Mutarelli: “Apesar de derivar entre diferentes mídias, Mutarelli mantém uma constante em suas obras: um universo um tanto perturbador, distorcido.” (Luciano, Meia Palavra)
  • Fogo amigo, de A.B. Yehoshua: “Com uma voz política bem ativa, e uma das poucas vertentes do livro que não se camufla, Fogo Amigo tem passagens belas e tristes se cruzando a cada nova página, explorando a humanidade, espiritualismo e existencialismo sem nunca perder a compaixão.” (Felippe, Meia Palavra)
  • Orgulho e preconceito, de Jane Austen: “Jane é dessas autoras que vai acrescentando ingredientes à história de forma gradativa. Seus personagens vão se enrolando, sua trama vai se complicando, até o ponto em que ficamos aflitos e sem saber bem o que esperar nas próximas páginas.” (Alba, Psychobooks)
  • O museu da inocência, de Orhan Pamuk: “é, além de tudo, um en­si­na­mento para que nos con­te­nha­mos e sai­ba­mos apro­vei­tar ao má­ximo cada se­gundo de nos­sas vidas. Em meio às tur­bu­lên­cias po­lí­ti­cas da Tur­quia nos anos 1970 e 1980, Orhan Pamuk tece uma teia que aos pou­cos vai nos en­vol­vendo numa his­tó­ria de amor da­que­las que du­ram dé­ca­das, mas cer­ta­mente po­deriam le­var sé­cu­los.” (Márcio ABC)
  • Três sombras, de Cyril Pedrosa: “A qualidade gráfica do trabalho de Pedrosa é exasperante e exultante. Logicamente está presente um alfabeto expressionista básico, com contrastes de luz e sombra, mas o autor sabe bem subvertê-lo e deixar sua influência mais transparente.” (Ciro, Raio Laser)
  • A sangue frio, de Truman Capote: “esta obra dolorosa, na qual os conceitos de vítima e de criminoso se mesclam, ainda é um texto muito atual que põe em xeque vários aspectos da cultura americana e os nossos próprios valores e julgamentos.” (Uiara, Meia Palavra)