Notícias

Links da semana

Curiosidades:

  • 10 recordes literários registrados pelo Guinness Book (Listas Literárias)
  • As 6 regras de George Orwell para escritores (Lists of note)
  • Em 1949, Aldous Huxley escreveu uma carta para George Orwell comentando 1984 e comparando-o com seu próprio livro, Admirável mundo novo. (Letters of note)
  • Igreja do Livro Transformador: um projeto concebido por Luiz Ruffato, no qual pessoas enviam testemunhos sobre os livros que mudaram suas vidas.
  • As 10 melhores livrarias da ficção (Flavorwire)
  • Desconfie da leitura fácil: artigo de Eduardo Pinheiro (Portal Natura Homem)
  • Em um depósito na Califórnia, Brewster Kahle preenche diversos contêineres com livros que chegam aos milhares toda semana, atrás de um objetivo: manter um exemplar de cada livro já publicado para a posterioridade (NY Times)
  • 500 novos contos de fadas foram descobertos na Alemanha. As histórias foram coletadas pelo historiador Franz Xaver von Schönwerth no século 19. (The Guardian)

Notícias:

  • A Flip reestreou seu blog, com novas seções que trarão informações constantes sobre o festival.
  • Esta sexta-feira começa a Ocupação Angeli no Itaú Cultural, com exposição de mais de 800 obras do cartunista. Em maio lançaremos uma edição especial com todas as histórias da Rê Bordosa.
  • Lira Neto criou um site que mantém atualizado com informações sobre a biografia em 3 volumes de Getúlio Vargas que está escrevendo. O 1° volume será lançado em maio.
  • O aplicativo para iPad de Quem soltou o Pum? é um dos finalistas da premiação da Feira do Livro Infantil de Bologna! A Júlia falou um pouco sobre a produção do app aqui.
  • Museu da Língua Portuguesa receberá exposição sobre Jorge Amado em abril (Folha)
  • Vinicius Campos inaugurou um blog onde falará sobre como surgiu O amor nos tempos do blog, romance juvenil que lançaremos em maio, e aproveitará para dar algumas dicas para quem também quer publicar seu livro.
  • O Fronteiras do Pensamento divulgou sua lista completa de palestrantes para este ano. Entre os convidados estão Mia Couto, Amartya Sen e Tzvetan Todorov.
  • Cidade aberta, de Teju Cole, ganhou semana passada o prêmio Hemingway/PEN, concedido todo ano a um autor estreante. Lançaremos o livro por aqui em junho.

Entrevistas:

  • Lourenço Mutarelli: “Falo em influências quando vejo como aquelas pessoas resolveram bem suas questões em suas obras. E não por que tento fazer um trabalho parecido com o que leio. Mas houve uma época, por exemplo, em que me sentia tão influenciado pelo William Burroughs, que fiz um livro meio misturado com ele, mas era na verdade uma homenagem.” (Suplemento Pernambuco)
  • Siddhartha Mukherjee, autor de O imperador de todos os males: “A primeira descrição médica do câncer aparece num papiro egípcio escrito em 2.500 a.C. O escriba descreve um tumor saliente no peito, algo como uma bola de papel. Os gregos também se referiam a tumores.” (Revista Época)
  • Pauline Alphen, autora de Os gêmeos: “Acho que isso é algo que me define: sou uma leitora. Sou escritora antes de tudo porque sou leitora. Acho que passei mais horas lendo na minha vida do que qualquer outra coisa.” (Nanie’s World)
  • Juan Pablo Villalobos, autor de Festa no covil: “Eu fui o típico adolescente atormentado que escrevia poemas horríveis e lia livros que não conseguia entender, tipo Sartre ou Camus. Tive uma etapa anti-social que foi muito importante para me formar como leitor e para definir minha vocação de escritor. Mas meu interesse na literatura virou sério muito tarde, quando eu tinha 25 anos e trabalhava em marketing. Larguei todo e fui estudar Letras Espanholas.” (o batom de clarice)

Resenhas:

  • Os gêmeos, de Pauline Alphen: “Uma história criativa que mistura elementos da fantasia e da ficção científica num cenário extremamente instigante.” (Melissa, Livros de Fantasia)
  • As coisas, de Georges Perec: “Sem se afastar do princípio de relegar a história em favor dos objetos, Georges Perec fundamenta sua crítica às idiossincrasias dos anos sessenta. Através de um realismo que se apega a apenas aquilo que é sólido, negligenciando a psicologia para favorecer a sociologia, o escritor faz um diagnóstico com frieza e nenhuma emoção dos valores da sociedade de consumo.” (João Paulo, Mais 1 Livro)
  • Festa no covil, de Juan Pablo Villalobos: “Pelos olhos inocentes do observador e inteligente Tochtli, nós temos uma visão diferente da vida de um poderoso traficante.” (Iris, Literalmente falando)
  • Estórias abensonhadas, de Mia Couto: “Sua prosa, que mais parece poesia, consegue nos transportar para um mundo onde a fantasia cruza com a realidade, sem entregar em nenhum momento qual é a verdadeira face dela e, como o próprio autor escreve, ’são estórias que se querem fingir de verdade’, cabe ao leitor decidir essa barreira.” (Rafael, O Espanador)
  • Jakob von Gunten, de Robert Walser: “Com a cortante lucidez de seu lirismo realista, Robert Walser, no romance Jakob von Gunten, expõe as vísceras do drama do indivíduo impessoalizado dentro do sistema capitalista industrial.” (Isabela, 30porcento)
  • Abaixo as verdades sagradas, de Harold Bloom: “é realmente uma leitura essencial para os acadêmicos de estudos literários” (Anica, Meia Palavra)

[A seção Links da Semana ficará de férias por duas semanas, e voltará no dia 4 de abril.]

Links da semana

Curiosidades:

  • 10 conselhos de Carlos Drummond de Andrade a um escritor iniciante (Michel Laub)
  • O tumblr Eu te dedico coleciona fotos de livros com dedicatórias. Na revista Bula, Marcelo Franco fala sobre a importância dessas poucas linhas que tornam um livro tão especial.
  • “O espaço evocado nos romances de Amado ― a capital da Bahia, o coração de Salvador, de Ilhéus e outros lugares ― é tão vivo quanto os personagens que os habitam.” Em texto de 2008, Milton Hatoum exalta a obra de Jorge Amado. (Revista O Viés)
  • O IMS promove um bate-papo sobre fotografia seguido de workshop com câmeras de lomografia. No próximo domingo, na Livraria Travessa de Ipanema. (Blog do IMS)
  • Fotos de 50 estantes incríveis (Ceresmodo)
  • Josélia Aguiar fala sobre Patience, documentário sobre W.G. Sebald (Livros Etc)
  • Nosso colunista e tradutor Érico Assis mostrou suas estantes para o site Pipoca e Nanquim.
  • Rick Gekoski critica a obsessão por livrarias bonitas: para ele, a seleção de títulos é o que importa (The Guardian)
  • O jeito como guardamos os livros nas estantes hoje (de pé, com a lombada para fora) pode parecer óbvio, mas não foi sempre assim: em outras épocas já foi comum guardar os livros na horizontal, e até mesmo com a lombada para dentro da estante. (The Paris Review)

Notícias:

  • Milton Hatoum vai coordenar uma oficina gratuita de escrita de romance na Biblioteca Pública do Paraná (ParanáOnline)
  • A peça Dona flor e seus dois maridos reestreou em São Paulo com Fernanda Vasconcelos como protagonista. (Folha)
  • A biografia de Getúlio Vargas que Lira Neto lançará em maio trará o discurso de formatura que Vargas fez aos 25 anos, no qual critica o cristianismo e a condição da mulher na época. (Radar on-line)
  • Faleceu semana passada Barney Rosset, um dos editores americanos mais importantes do século 20. Ele foi responsável pela publicação de D.H. Lawrence, Henry Miller e William S. Burroughs nos EUA, entre outros. (Los Angeles Times)
  • Nosso editor André Conti inaugurou um blog sobre videogames chamado Jogatina.
  • Foram anunciados os finalistas do 2012 Best Translated Book Awards, e entre eles está Os leopardos de Kafka, de Moacyr Scliar, traduzido para o inglês por Thomas O. Beebee.

Resenhas:

  • Neve, de Orhan Pamuk: “Neve trata, antes de tudo, de pessoas e de poesia, da identidade em crise de um povo.” (Uiara, Carta Potiguar)
  • O Rio é tão longe, de Otto Lara Resende: “as cartas de Otto fazem o leitor comprovar não apenas o ‘frasista brilhante’ que ele foi: elas também revelam um Otto ‘endiabrado’, sedento por escrever e receber cartas, sua maneira de conversar à distância.” (Rafael, Terra Magazine)
  • O caderno vermelho, de Paul Auster: “Auster parece dizer que muito do ofício do escritor está em ser um bom observador. Ele vai usando o que vê da forma que acha melhor, seja na criação de uma personagem, seja simplesmente em um diálogo perdido entre outros tantos.” (Anica, Meia Palavra)
  • O livro selvagem, de Juan Villoro: “Tito trata os livros como se fossem seres vivos e, muitas vezes, eles o são nesta narrativa, chegando ao ponto de mudar seu próprio texto quando lido por pessoas diferentes, escolher o seu leitor, mudar de lugar nas prateleiras, entre outros.” (Lygia, Brincando com livros)
  • O Estado como obra de arte, de Jacob Burckhardt: “mais que a arte em si, Jacob Burckhardt mostra as dinâmicas usadas por estes estadistas para coisas como controle da população, arrecadação de moeda, distribuição de víveres e controle imobiliário.” (Kika, Meia Palavra)
  • Jimmy Corrigan, de Chris Ware: “O autor tem todo o cuidado para maximizar as sensações que permeiam a trama, e faz isso através de recursos gráficos que não seriam possíveis no cinema ou mesmo na literatura em prosa.” (Vinícius, Contra-argumento)
  • O Palácio de Inverno, de John Boyne: “Quando terminei a leitura, senti que conhecia essas duas personagens como conheço minha própria família e não consigo pensar em um  elogio maior para um autor e sua obra.” (Marina, Minha vida por um livro)

Links da semana

Curiosidades:

  • Para os amantes de felinos e tipografia: 20 fontes e os gatos que as inspiraram (Buzzfeed)
  • Esta terça-feira David Foster Wallace teria completado 50 anos. Leia a carta que ele enviou a Don DeLillo em 1995 pedindo conselhos. O site The Awl também coletou 46 textos e vídeos sobre o autor.
  • Retalhos, de Craig Thompson, foi escolhida como uma das melhores histórias de amor de todos os tempos pela Oprah!
  • Jogo da memória: você pode saber os nomes dos autores de cada livro, mas você reconhece seus rostos? (Superinteressante)
  • 6 dos 9 filmes indicados para a categoria principal do Oscar deste ano são adaptações de livros — o que há por trás dessa tendência? (Financial Times)
  • A história literária dos processadores de texto, e as dificuldades que a era digital causa para a preservação dos arquivos de escritores (Revista Ñ)

Notícias:

  • Dia 28 de fevereiro é o aniversário de Daniel Handler (nome verdadeiro de Lemony Snicket), então o blog Nem Um Pouco Épico preparou uma semana inteira especial, com resenhas, promoções e notícias sobre os próximos livros do autor.
  • Uma pesquisa americana mostrou que 20% dos pais preferem não ler contos de fadas para os filhos, por considerá-los muito assustadores ou inapropriados (The Telegraph)

Entrevistas:

  • Daniel Clowes, autor de Wilson: “Gosto de personagens que são pessoas difíceis, que não se encaixam direito no mundo. Gente que tem dificuldade em lidar com outros é sempre melhor para levar uma história adiante. No começo, ele era irritante para mim como para todo mundo e isso era só engraçado, mas depois de trabalhar com um personagem desses por tanto tempo você encontra neles detalhes que vêm de você, e isso me causou uma enorme simpatia por ele, da melhor maneira possível.” (A biblioteca de Raquel)
  • Juan Pablo Villalobos, autor de Festa no covil: “Eu estava procurando uma voz narrativa que me ‘pegasse’ e que me desse ritmo. No processo criativo o ritmo é tudo, tem que manter o ritmo de escrita para poder manter o tom e para a própria fluência do texto. Eu comecei narrando por outras perspectivas, mas não funcionavam. De repente, diante da folha em branco, apareceu a primeira frase do livro: ‘Algunas personas dicen soy un adelantado’. Nessa frase já estava o tom, o humor e a visão do mundo de Tochtli. O mais interessante da voz era a mistura de inocência e crueldade, e a possibilidade de dizer coisas politicamente incorretas.” (Meia Palavra)
  • Robert Darnton, autor de A questão dos livros: “Já me convidaram para tantas conferências sobre a morte do livro que estou convencido de que ele está bem vivo.” (Revista Ñ)
  • Drauzio Varella, autor de A teoria das janelas quebradas: “Eu não tenho ilusão de que consiga mudar comportamentos. Mas quem fala uma bobagem dessas não percebe que milhões de pessoas que não têm informação alguma podem precisar daquele conselho para viver.” (Carta Capital)

Resenhas:

  • Livro, de José Luís Peixoto: “2012 mal começou e já temos um sério candidado a livro do ano: o mais recente romance do português José Luís Peixoto é uma obra singular!” (Marcos, Blog da Macondo)
  • Os gêmeos, de Pauline Alphen: “Em Salicanda, a tecnologia é renegada, principalmente porque, para aquele povo, fica claro que o que aconteceu com o planeta Terra se deu por causa dela. E é daí que Alphen cria uma ambientação nova, híbrida da que costumamos conhecer: ela se passa no futuro (mais precisamente no século XXIII), mas tem toda aquele tom de fantasia medieval com o qual o público já está acostumado, incluindo aí seres mágicos e poderes paranormais.” (Anica, Meia Palavra)
  • O Palácio de Inverno, de John Boyne: “Creio que um dos maiores trunfos ao se concluir a leitura de um livro seja a certeza de que você se lembrará dele por muito tempo em sua vida.” (Ana, Na parede do quarto)
  • Chamadas telefônicas, de Roberto Bolaño: “O gênio de Bolaño, imenso e assombrosamente talentoso em sua pluralidade e naquilo que o distingue, nunca esteve tão evidente como em Chamadas telefônicas” (Camila, Livros abertos)
  • Jimmy Corrigan, de Chris Ware: “Chris Ware orquestra com maestria a narrativa sem deixar de lado a complexidade das experimentações. Um dos aspectos que chama a atenção é o uso inteligente dos recursos dos quadrinhos, criando uma narrativa com poucos elementos, mas abundantes de significado, que despertam, como ele mesmo diz, a compreensão instintiva do leitor.” (Lucas, Meia Palavra)

Links da semana


Luiz Gê na Avenida Paulista

Curiosidades:

  • Por que amamos tanto Lisbeth Salander: Ela é a primeira heroína do século 21 — não por ter nascido nele, mas por ser uma síntese das mudanças e inquietações do nosso tempo (Revista Época)
  • Qual é a sua estante? (Bibliocomics)
  • Um artista grego criou uma versão interativa da tela Starry night, de Vincent Van Gogh.
  • O site The Composites usa a técnica dos retratos falados feitos pela polícia para criar os rostos de personagens da literatura.
  • Aplicativos de livros: Daniel Mendes fala sobre a produção do app de Cem dias entre o céu e o mar, de Amyr Klink. (Contafio)

Notícias:

  • O Nobel de Literatura tem 210 candidatos ao prêmio em 2012, 46 deles nunca haviam sido indicados (Folha)
  • Rafael Coutinho colocou à venda uma gravura em serigrafia da capa de Mensur, sua próxima graphic novel que será lançada pela Quadrinhos na Cia.
  • Gustavo Duarte falou ao Blog dos Quadrinhos sobre sua próxima HQ, que envolve monstros gigantes invadindo a orla de Santos.
  • Juan Pablo Villalobos, autor de Festa no covil, dará um curso gratuito no Instituto Cervantes de São Paulo sobre literatura latinoamericana.
  • Peter Jackson começará a filmar a sequência de As aventuras de Tintim no meio do ano (Omelete)
  • Art Spiegelman, autor de Maus, virá para o Brasil em maio (A biblioteca da Raquel)

Entrevistas:

  • Luiz Gê, autor de Avenida Paulista: “a Paulista nos oferece uma perspectiva histórica da cidade. Vias como a Berrini e a Faria Lima nasceram como um arremedo da Quinta Avenida em Nova York. Quer dizer, sem passado.” (Folha)

Resenhas:

  • Ho-ba-la-lá, de Marc Fischer: “Em tom divertido e com qualidade literária, Fischer cria uma história inteligente e ágil, com uma permanente dose de melancolia, tanto do narrador quanto de suas observações sobre João, enquanto o procura (até em casa) e se aproxima por meio de entrevistas com artistas e com os poucos amigos do mito.” (Hagamenon Brito, Correio da Bahia)
  • 1922 – A semana que não terminou, de Marcos A. Gonçalves: “Com uma abordagem menos academicista e mais jornalística, 1922 tem o mérito de reunir incontáveis informações de bastidores em uma narrativa fluente.” (Morris Kachani, Folha)
  • O livro selvagem, de Juan Villoro: “é aquele tipo de livro que mesmo quando a gente deita a cabeça no travesseiro, após lê-lo, a história continua acontecendo na nossa mente até que adormecemos.” (Tiago, O capítulo do livro)
  • As coisas, de Georges Perec: “O desastre desse casal consiste em não querer ceder a nenhuma parte de seu impulso acumulador: não estão dispostos a uma vida sem regalias, mas também não querem sacrificar suas vidas ao trabalho. Não querem ‘envelhecer’. Fica então o marasmo, o tédio, a solidão.” (Tiago, Meia Palavra)
  • Asterios Polyp, de David Mazzucchelli: “Um amigo me disse que basicamente todas as histórias contadas pela humanidade são apenas uma variação de dois textos primordiais: a Ilíada e a Odisséia. Resumindo: estamos sempre escrevendo sobre um amor perdido, uma viagem em busca da amada, uma guerra, o regresso e suas consequências. Pois bem, esse é o grande espírito encontrado nesta graphic novel.” (Floreal, Impulso HQ)
  • A maldição da pedra, de Cornelia Funke: “Cornelia me surpreendeu. A autora criou todo um mundo cheio de elementos sobrenaturais e fantásticos, e nele colocou os nossos velhos conhecidos contos de fadas — mas não da maneira que são contados pra gente, e sim de uma forma tão singular que o leitor tem a impressão de que os ‘verdadeiros’ contos são os de Cornelia.” (Dana, Feed your head)
  • Festa no covil, de Juan Pablo Villalobos: “A crueldade infantil impregnada no discurso de Tochtli é assustadora em diversos momentos, em muitos deles parece ser mais cruel que um chefe de narcotráfico e muito mais sádico ao explicar a diferença entre morto e vivo.” (Felippe, Meia Palavra)
  • Hibisco roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie: “A realidade nigeriana, país de origem da escritora que serve como palco para a narrativa, é apresentada a partir de um olhar que mescla profundo afeto e crítica implacável. O ponto de vista do leitor é o da Nigéria contemplada de dentro para fora.” (Camila, Livros abertos)

Links da semana


Saul Bellow (Fonte: Awesome People Reading)

Curiosidades:

  • Erico Verissimo e Incidente em Antares: veja a íntegra do bate-papo entre Luis Fernando Verissimo e Sérgio Rodrigues (Blog do IMS)
  • Um atalho para quem quer ter a parede cheia de livros mas ainda não possui muitos exemplares: um papel de parede imitando estantes (Mr. Perswall)
  • Carola Saavedra fala sobre a terrível missão enfrentada por tradutores diante das inúmeras possibilidades que um texto ficcional apresenta. (Jornal Rascunho)
  • A edição de fevereiro do jornal Cândido, da Biblioteca Pública do Paraná, já encontra-se online. (BibliotecaPR)
  • Uma lista com os melhores tumblrs literários, classificados por tema (The Millions)
  • H.L. Mencken fala sobre o sentido da vida (Letters of note)

Notícias:

  • Rooney Mara diz que está ansiosa para gravar a continuação de Os homens que não amavam as mulheres (Omelete)
  • Angeli e Laerte planejam nova revista em quadrinhos (Blog dos Quadrinhos)

Entrevistas:

  • José Luís Peixoto, autor de Livro: “Nasci numa pequena vila do interior do país, com cerca de mil habitantes, onde não existiam muitos livros, mas onde esses objetos eram considerados com muito respeito. Recordo o meu padrinho, por exemplo, que morreu com 104 anos, que trabalhou na terra até aos 96 anos, e que possuía uma meia dúzia de livros, que ficavam arrumados numa estante, em lugar de destaque. Não importava saber quem os tinha escrito ou a matéria que tratavam, eram “os livros”. Por serem livros, mereciam respeito e, imaginávamos, teriam sido escritos por alguém importante, alguém de outro meio, de outra dimensão. Foi a partir dessa perspectiva que cresci até chegar a hoje, que sou escritor e que desenvolvo toda a minha vida entre livros.” (Estadão)
  • Blandina Franco e José Carlos Lollo, autores de O peixe e a passarinha: “Eu e Lollo criamos todas as histórias juntos, às vezes nem sei dizer o que é feito primeiro. A gente senta e começa a contar história um pro outro, até que uma delas ganha vida sozinha. Quando a gente vê, ela se contou pra gente.” (Folha)

Resenhas:

  • Crônica de um vendedor de sangue, de Yu Hua: “Apesar da tragédia social que se aproxima, e mesmo quando ela já está em cena, continua havendo humor em Yu Hua. Uma lembrança forte é Graciliano Ramos.” (Daniel, Amálgama)
  • O romancista ingênuo e o sentimental, de Orhan Pamuk: “Independente de qual seja o objetivo do leitor quando começa um romance — adquirir um conhecimento profundo sobre si mesmo ou apenas entreter-se — ou do autor quando começa a escrevê-lo — descobrir um sentido para a vida ou amealhar alguns trocados a mais na conta bancária —, o que Pamuk nos mostra em seu livro é que todos que recorremos à literatura procuramos basicamente uma mesma coisa: uma forma alternativa de transcendência e fruição às opções que a sociedade, de um modo geral, nos impõe no dia-a-dia.” (Ivan, O Espanador)
  • Diário da queda, de Michel Laub: “O livro é um monólogo, um diário desencadeado por velhas memórias, que traz o passado de volta à luz e expõe seus traumas não pela nostalgia, dor ou agonia, mas pelo futuro. Para que as próximas gerações conheçam sua história e a entenda, perceba a importância desse passado doloroso.” (Taize, Meia Palavra)
  • Cartas a um jovem contestador, de Christopher Hitchens: “o jornalista instiga a percepção da coragem, a autocrítica e principalmente a qualidade do que se pensa. Hitchens me faz lembrar o tamanho da pedra do meu sapato e provoca elegantemente a não tolerar o abuso de autoridade, a intimidação, o racismo, o pré-conceito, a opinião de massa inconsciente” (Acelera a causa)
  • O professor e o louco, de Simon Winchester: “Num mundo em que dicionários são fator comum, disponíveis nas mais diferentes plataformas e formatos e em todos os idiomas possíveis; é difícil conceber a monstruosidade e ambição do projeto do Oxford English Dictionary.” (Kika, Meia Palavra)