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Livros da Companhia das Letras ganham selo da FNLIJ

É com muita alegria que compartilhamos com vocês a lista dos livros da Companhia das Letras que receberam o selo Altamente Recomendável 2014 (produção 2013) da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Comemorem conosco!

  • Categoria Imagem: Bárbaro, de Renato Moriconi
  • Categoria Tradução/adaptação Jovem: O menino negro, de Camara Laye. Tradução Rosa Freire D’Aguiar

 

Penguin Random House Brasil adquire Editora Objetiva

A Penguin Random House firmou acordo com o grupo editorial espanhol Santillana para adquirir todos os selos de interesse geral do grupo. O anúncio foi feito hoje em Madrid pelos CEOs Markus Dohle, da Penguin Random House, e Miguel Angel Cayuela, da Santillana. O acordo inclui os selos editoriais da Santillana da Espanha, Portugal, América de língua espanhola e Brasil.

Pelo acordo, a nova empresa Penguin Random House Brasil, que possui participação acionária na Companhia das Letras, adquire a totalidade do controle da Editora Objetiva, incluindo os selos Alfaguara, Suma, Fontanar, Ponto de Leitura e Foglio. As atividades da Penguin Random House Brasil serão supervisionadas por Luiz Schwarcz, que continuará exercendo a função de Diretor Geral da Companhia das Letras. A Objetiva continuará a ser administrada pelo Diretor Geral Roberto Feith e sua equipe de colaboradores.

Para Luiz Schwarcz, “será uma honra para a Companhia das Letras fazer parte deste fantástico universo criativo que combina algumas das melhores editoras do mundo e um catálogo de autores sem rival. Será um tremendo privilégio e um prazer poder, em breve, colaborar com Roberto Feith e a excelente equipe da Objetiva. Ao unir as trajetórias bem sucedidas e os extraordinários autores das duas editoras, preservando a autonomia e a identidade editoriais dos seus selos, acredito que podemos aspirar à construção de um novo padrão para a nossa atividade no Brasil.”

Roberto Feith, Diretor Geral da Objetiva, comentou: “Para mim e toda a equipe da Objetiva será uma oportunidade única e uma satisfação imensa fazer parte de Penguin Random House, uma empresa editorial genuinamente global e extraordinariamente capacitada. Além disto, uma vez concretizada a operação, será um prazer trabalhar com o Luiz Schwarcz. Somos colegas e amigos há anos e já colaboramos em mais de um projeto. A Objetiva certamente vai se beneficiar de sua liderança experiente e do seu respeito pela nossa equipe e nossos programas editoriais”.

Markus Dohle, Diretor Geral da Penguin Random House disse em Madrid que “ficamos muito felizes que a primeira aquisição internacional de Penguin Random House seja o prestigioso grupo de selos de Interesse Geral de Santillana. A operação atende aos nossos dois principais objetivos estratégicos: fortalecer nosso compromisso com a publicação de livros em língua espanhola, incrementando nosso potencial comercial e literário em um dos mercados linguísticos mais dinâmicos do mundo, e estabelecer uma forte presença no Brasil. Vamos nos inspirar e trabalhar a partir das grandes tradições de Penguin Random House, Santillana, Companhia das Letras e Objetiva, e a criatividade e dedicação de suas equipes tremendamente talentosas.”

A operação de aquisição da Santillana somente se concretizará após finalizados os requisitos jurídicos e administrativos pertinentes.

Penguin Random House nasceu em 1º de julho de 2013, após celebração de acordo entre os grupos Berteslmann e Pearson. Bertelsmann é proprietária de 53% da nova empresa, e Pearson de 47% .

O romance de Charlie Chaplin

É ponto pacífico que Charlie Chaplin foi um dos grandes gênios da história do cinema, mas poucos sabiam que ele também havia escrito um romance tão extraordinário quanto seus melhores filmes. Footlights, escrito em 1948, deu origem ao filme Luzes da ribalta, mas nunca chegou a ser publicado.

Sessenta anos depois, a Cineteca di Bologna — responsável pelo arquivo do cineasta inglês — preparou uma edição especialíssima do livro, enriquecida com fotos da época e documentos inéditos da coleção privada do autor; e o biógrafo oficial de Chaplin, David Robinson, fez ainda uma introdução e um longo comentário sobre o contexto em que o artista criou o romance e depois o filme.

A Companhia das Letras adquiriu os direitos de publicação do livro, ainda sem previsão de publicação. Os leitores brasileiros enfim terão acesso à história nostálgica e sombria de Calvero, o palhaço alcoólatra e decadente que salva uma jovem bailarina que acabara de tentar o suicídio. Neste trecho do filme, vemos Chaplin interpretando o protagonista e a bela Claire Bloom em sua estreia no cinema:

Leia a matéria da Folha de S. Paulo sobre Footlights: Único romance de Chaplin sai na Europa

Sebastião Salgado completa 70 anos


(Crédito da imagem: Taschen)

Sebastião Salgado, um dos maiores fotógrafos do mundo, completa hoje 70 anos de idade. Suas imagens marcantes de trabalhadores e refugiados rodaram o mundo todo, evidenciando a dignidade do homem em um cotidiano muitas vezes escondido da sociedade — ou ignorado por ela. Nascido em Aimorés, Minas Gerais, sua carreira como fotógrafo começou na França, onde vive desde 1973. Não demorou muito para se destacar no fotojornalismo, fazendo parte das agências Sygma, Gamma e, a partir de 1979, da Magnum. Pelos seus trabalhos, já recebeu os prêmios mais importantes concedidos ao fotojornalismo, entre eles o de Melhor Repórter Fotográfico do Ano, oferecido pelo International Center of Photography de Nova York, e o Grand Prix da Cidade de Paris.

Entre suas principais obras estão Outras Américas, onde registrou as condições de vida de pessoas pobres da América Latina; Trabalhadores, em que fotografou a rotina de produção de trabalhadores manuais; e Terra, retratos das condições de vida dos trabalhadores rurais sem-terra do Brasil. Em 2013, depois de oito anos de reportagens, Salgado expôs pela primeira vez o celebrado Projeto Gênesis, que deu origem ao livro de mesmo nome, uma jornada fotográfica por lugares intocados, onde o homem convive em harmonia com a natureza.

Sebastião Salgado rodou o mundo buscando imagens que representassem a vida do homem comum e suas dificuldades. Apesar de suas imagens serem reconhecidas em todos os lugares, sua história pessoal, suas raízes políticas, éticas e existenciais de seu engajamento fotográfico ainda não são de conhecimento do público. Mas agora, aos 70 anos de idade, poderemos conhecer quem é Sebastião Salgado. Na autobiografia Da minha terra à Terra, seu talento como narrador surpreende. Um homem que sabe como poucos combinar militância, profissionalismo, talento e generosidade. No livro, o fotógrafo fala de suas viagens, de sua família, de seu amor pela fotografia, relembrando histórias de suas fotorreportagens realizadas em mais de cem países. Mais do que um fotojornalista, Sebastião Salgado é um apaixonado pela vida e pelo mundo, e capta de maneira singular aquilo que vê.

“A única verdade é que a fotografia é minha vida. Todas as minhas fotos correspondem a momentos intensamente vividos por mim. Todas elas existem porque a vida, a minha vida, me levou até elas. Porque dentro de mim havia uma raiva que me levou àquele lugar. Às vezes fui guiado por uma ideologia, outras, simplesmente pela curiosidade ou pela vontade de estar em dado local. Minha fotografia não é nada objetiva. Como todos os fotógrafos, fotografo em função de mim mesmo, daquilo que me passa pela cabeça, daquilo que estou vivendo e pensando.”

Da minha terra à Terra será lançado no início de março pela Editora Paralela, e já está em pré-venda.

As listas dos melhores livros de 2013

Summer road trip : day4 : Salem

Como manda a tradição, vários jornais, sites e revistas fizeram seus rankings com os melhores livros de 2013. Veja abaixo os títulos selecionados da Companhia das Letras:

O Globo: Os melhores livros de 2013

Folha de S.Paulo: Confira livros que se destacaram em 2013

  • Fim - Com seu romance de estreia, que acompanha cinco amigos ao longo da vida, a atriz Fernanda Torres se destacou entre os melhores autores nacionais do ano.
  • Toda poesia – O catatau trouxe de volta a obra poética de Paulo Leminski (1944-1989) e ainda se tornou o livro de ficção nacional mais vendido do ano, com 65 mil cópias.

Valor Econômico: Os melhores do ano, segundo Cadão Volpato

  • 1º – Jerusalém – A biografia: Pelo menos três grandes histórias e religiões se sobrepõem nesta notável narrativa a respeito de uma cidade, tão abrangente que consegue condensar milênios em suas mais de 800 páginas. Um dos mergulhos literários mais interessantes do ano.
  • 4º – Longe da árvore: É sobre os pais de crianças diferentes e como eles encaram os seus inúmeros problemas. Solomon conviveu (mesmo) com inúmeras famílias às voltas com filhos autistas, surdos, anões, portadores da síndrome de Down, e tentou entender suas equações a partir da própria perspectiva: quando sua homossexualidade emergiu, ele, adolescente, conheceu a intolerância dos pais.
  • 8º – O último magnata: F. Scott Fitzgerald morreu de um ataque do coração aos 40 anos, quando estava prestes a terminar este romance. No entanto, mesmo inacabado, com seu escrutínio da vida de um estúdio cinematográfico hollywoodiano nos anos 1930, é o seu trabalho mais tocante. Ajudados pelo prefácio, as notas e a organização de Edmund Wilson (1895-1972), somos levados à companhia de Monroe Stahr, o mandachuva da grande e perdida fábrica de ilusões.
  • 10º – Anatomia de um assassinato: O mundo virou de cabeça para baixo há exatos 50 anos, quando o presidente Kennedy foi assassinado a céu aberto em Dallas. Desde então, dezenas de teorias conspiratórias e centenas de livros foram escritos para tentar desvendar o crime. O trabalho de Shenon, que foi repórter investigativo do jornal The New York Times, se detém sobre a Comissão Warren, encarregada de encerrar o assunto, mas levantando diversas lebres esquisitas no fim. O resultado, cheio de suspense, se lê como um bom romance.

Zero Hora: Os livros do ano

Zero Hora: Votação do público

UOL: Os 10 melhores livros de 2013 que não estão nas listas de mais vendidos

R7: Os melhores livros de 2013 por André Barcinski

  • HHhH, de Laurent Binet: História real de dois paraquedistas tchecos que vão a Praga, então ocupada pelos nazistas, para matar Reinhard Heydrich, chefe do Serviço Secreto Nazista.
  • Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo, de Mário Magalhães: Difícil largar o relato de Magalhães sobre a vida de Marighella, militante comunista, deputado e um dos líderes da luta armada no Brasil. Um trabalho de pesquisa detalhista e revelador.
  • A informação, de James Gleick: Dos tambores da África à Internet, Gleick conta a história de como os seres humanos se comunicam, e traça perfis dos gênios e inovadores que tornaram o mundo cada vez menor. Fascinante.
  • A prisão da fé, de Lawrence Wright: Vencedor do Pulitzer pelo ótimo O vulto das torres, Wright narra a história da Cientologia e sua influência em Hollywood. Um dos melhores livros de não-ficção do ano.

Gibizada: As melhores HQs de 2013

New York Times: Os 10 melhores livros de 2013

  • Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie (sem previsão de publicação)
  • The Goldfinch, de Donna Tartt (previsto para o meio de 2014)
  • Tenth of December, de George Saunders (previsto para o meio de 2014)
  • The sleepwalkers, de Christopher Clark (previsto para o meio de 2014)

New York Times: Os 100 livros notáveis de 2013

  • All that is, de James Salter (previsto para o 2º semestre de 2014)
  • Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie (sem previsão de publicação)
  • Bleeding edge, de Thomas Pynchon (sem previsão de publicação)
  • The Circle, de Dave Eggers (previsto para o 2º semestre de 2014)
  • The Goldfinch, de Donna Tartt (previsto para o meio de 2014)
  • Os enamoramentos, de Javier Marías
  • Segredos em Longbourn, de Jo Baker (previsto para março de 2014)
  • Tenth of December, de George Saunders (previsto para o meio de 2014)
  • Command and control, de Eric Schlosser (previsto para o 2º semestre de 2014)
  • The empress dowager Cixi, de Jung Chang (previsto para o 2º semestre de 2014)
  • A prisão da fé, de Lawrence Wright
  • Faça acontecer, de Sheryl Sandberg
  • The sleepwalkers, de Christopher Clark (previsto para o meio de 2014)
  • The unwinding, de George Packer (previsto para o meio de 2014)

Washington Post: Os 10 melhores livros do ano

Washington Post: Os livros notáveis de 2013 – ficção

  • Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie (sem previsão de publicação)
  • Bleeding edge, de Thomas Pynchon (sem previsão de publicação)
  • The Goldfinch, de Donna Tartt (previsto para o meio de 2014)
  • Tenth of December, de George Saunders (previsto para o meio de 2014)

Washington Post: Os livros notáveis de 2013 – não-ficção

The Guardian: Os melhores livros de ficção de 2013

  • The Goldfinch, de Donna Tartt (previsto para o meio de 2014)
  • Um outro amor, de Karl Ove Knausgard (previsto para março de 2014)
  • Bleeding edge, de Thomas Pynchon (sem previsão de publicação)
  • The Circle, de Dave Eggers (previsto para o 2º semestre de 2014)
  • Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie (sem previsão de publicação)
  • Segredos em Longbourn, de Jo Baker (previsto para março de 2014)
  • Os enamoramentos, de Javier Marías
  • Se vivêssemos em um lugar normal, de Juan Pablo Villalobos

Veja também a lista de livros que ganharam prêmios no ano passado.

E para você, leitor do blog, quais foram seus livros favoritos de 2013?