
Leia trechos das cartas de Luiz Schwarcz e John Makinson que foram enviadas a seus funcionários:
Por Luiz Schwarcz
Trago a todos uma boa notícia, da qual me sinto muito orgulhoso. Após dois anos de trabalho conjunto, a Companhia das Letras e a Penguin resolveram aprofundar a relação e se associar de verdade. Assim, a partir de hoje, a Penguin passa a ser sócia minoritária da Companhia, adquirindo, através da sua empresa mãe, a Pearson, 45% das ações da Editora Schwarcz. Uma holding reunirá as ações da família Moreira Salles e da família Schwarcz, a qual, majoritária, manterá o controle da empresa. Dessa maneira, nada muda nos princípios e no comando da Companhia das Letras.
No entanto, novas portas se abrem dentro do novo mundo editorial que se aproxima. A Penguin é, em nossa opinião, o melhor grupo editorial dos dias de hoje, à frente no caminho da digitalização e dos investimentos na área educacional. Tê-los como parceiros, por iniciativa de John Makinson, é o maior reconhecimento da qualidade do trabalho editorial da Companhia das Letras, da nossa devoção à boa literatura, às edições de qualidade, e principalmente aos autores nacionais.
É assim que a Companhia pretende enfrentar os importantes desafios dos novos tempos: sócia, não apenas associada, do maior grupo editorial do mundo, mantendo nossa filosofia e melhorando profundamente nossa prática editorial. Juntamo-nos a editores de tradição clássica e atitude empresarial extremamente moderna. Juntamo-nos, ainda, a um grupo educacional e editorial que gosta de livros de cultura e de educação, como nós.
É um momento de grande felicidade, que espero compartilhar com todos os amigos que tanto nos apoiaram nos primeiros vinte e cinco anos da empresa. A Companhia das Letras agora passa a ter novos parceiros amigos, que moram fora do Brasil mas que estarão sempre próximos, buscando e apoiando nossa dedicação aos bons livros e à ampliação da leitura no Brasil.
* * * * *
Por John Makinson
Estamos adquirindo 45% das ações da Companhia das Letras, editora fundada 25 anos atrás por Luiz Schwarcz — que tem uma reputação merecida como um dos editores mais inteligentes e bem-sucedidos do mundo. A Companhia fica em São Paulo e durante estes 25 anos Luiz e seu talentoso time a transformaram simplesmente na melhor editora do Brasil. Nós temos trabalhado próximos a eles há vários anos, possuímos os mesmos valores e temos orgulho em ser seus parceiros na publicação dos clássicos da Penguin-Companhia. Essa mudança que anunciamos hoje vai ampliar e aprofundar essa parceria.
Assim como o resto da Pearson (grupo líder mundial em soluções educacionais, do qual a Penguin faz parte), estamos empenhados em desenvolver oportunidades de crescimento nos principais mercados emergentes, Brasil, Índia e China. O Brasil era uma lacuna no portfólio da Penguin e este investimento nos deixa em uma posição mais forte que qualquer outra editora estrangeira neste país. Nós aprenderemos muito com o Luiz não só sobre o Brasil, mas também como construir editoras em mercados de alto crescimento. Ele e sua equipe, por sua vez, se beneficiarão da presença significativa da Pearson no mercado educacional brasileiro, da experiência da Penguin na transição do meio físico para o digital, e do nosso alcance maior nos mercados adulto e infantil.
* * * * *
[Atualização em 6 de dezembro, 12h15]
Caros amigos leitores. Sem querer discutir o direito de alguns de vocês de se decepcionarem com o que eu considero uma notícia muito boa, tentarei aqui corrigir possíveis enganos, para que possam fazer um julgamento isento e correto.
1) Nada vai mudar na linha editorial da Companhia, não havendo nenhuma interferência dos novos sócios no dia a dia da empresa, em nenhuma área. Nenhum efeito será sentido negativamente para os novos escritores. Talvez pelo contrário. O crescimento da atuação escolar poderá rebaixar os preços de livros do catálogo, e fortalecer a editora, criando assim novas oportunidades. Lembro do início da história da Penguin, e seu pioneirismo, desde 1935, na produção de livros baratos e de excelente qualidade. Na nova associação, qual o motivo para que este exemplo não seja seguido?
2) A Pearson não é proprietária de escolas, mas de sistemas de ensino, sendo que o maior deles atende à rede pública e não às escolas privadas. Neste sentido, atingir com boa literatura um maior número de alunos, de várias classes sociais, só pode ser benéfico para todos. Acredito que um julgamento sem preconceitos trará uma melhor compreensão do importante passo que estamos dando. De qualquer forma, como sempre agradeço aos comentários que atestam a importância da editora na vida dos que frequentam este blog.
Abraços
Luiz
* * * * *
[Atualização em 6 de dezembro, 12h40]
Venho mais uma vez com um dado que esqueci e aproveito para mais um comentário rápido.
A Companhia, com ou sem Penguin, já vinha preparando uma revisão dos preços de parte do seu catálogo. São livros que, com o constante reajuste automático dos preços pela correção monetária, ficaram caros e inacessíveis. Isto deverá ocorrer em fevereiro.







Lançada em 1949 e dirigida por Elliott Nugent, esta adaptação ganhou um delirante subtítulo em português: O grande Gatsby – Até o céu tem limites. Encontrei muitas resenhas elogiando a performance de Alan Ladd no papel principal, e foi com grande expectativa que me dispus a ver o filme, após procurá-lo febrilmente pelos torrents desta vida.
A mais famosa das adaptações para o cinema é a dirigida por Jack Clayton e roteirizada por Francis Ford Coppola. Mia Farrow está no papel de Daisy, Sam Waterston é o narrador e Robert Redford é Jay Gatsby, numa eterna pose blasé com as mãos nos bolsos que até hoje me vem à mente quando penso no personagem.
A adaptação seguinte foi feita para a TV e dirigida por Robert Markowitz, numa parceria entre o canal norte-americano A&E e a britânica Granada Produções. Mira Sorvino faz o papel de Daisy, Paul Rudd é o narrador e Toby Stephens é Jay Gatsby.
Além dessas adaptações, há um filme obscuro do diretor Christopher Scott Cherot, de 2002, chamado G: Triângulo amoroso, cuja história é vagamente baseada no romance de Fitzgerald. O herói é um magnata do hip hop que deseja conquistar de volta o amor de sua vida.





