Rádio Companhia #8: Uma história do samba

No oitavo programa da Rádio Companhia, o podcast do Grupo Companhia das Letras, fomos até a casa do escritor e jornalista Lira Neto para conversar sobre Uma história do samba: as origens. Este é o primeiro volume de seu novo projeto que resgata a história do samba, e aqui ele apresenta os acontecimentos e personagens que originaram o nosso ritmo por excelência, indo dos primórdios do samba até o primeiro desfile no Rio de Janeiro. Ouça nosso bate-papo sobre os bastidores do livro e as canções que fizeram história!

Ouça também no iTunes.

E acompanhe a leitura de Uma história do samba com a playlist que preparamos para o livro

Músicas apresentadas neste episódio

“Pelo telefone” (Donga e Mauro de Almeida), com Bahiano
Disco Odeon 121322 (1917)
Considerado “o primeiro samba a ser gravado”, não foi o primeiro samba gravado e nem era propriamente um samba. 

“Samba dos avacalhados”, com Grupo do Pacheco
Disco Phoenix 70692 (1013-1918)
Uma das cerca de vinte composições gravadas, antes de “Pelo telefone”, com o rótulo de samba no selo do disco. 

“Quem são eles?” (Sinhô), com Bahiano
Disco Odeon 121445 (1918-1921)
Música que deu início à primeira polêmica musical do país, envolvendo Sinhô, de um lado, e Pixinguinha, Donga, China e Hilário Jovino, de outro.

“Já te digo” (Pixinguinha e China), com Bahiano
Disco Odeon 121535 (1915-1921)
Réplica de Pixinguinha e China a “Quem são eles?”, de Sinhô. 

“Fala, meu louro” (Sinhô), com Mario Reis
Disco Continental 16455 (1951)
Achincalhe de Sinhô à derrota sofrida por Rui Barbosa nas eleições presidenciais de 1919.

“Essa nega quer me dá” (Caninha), com Almirante
Disco Sinter 1038 (data indefinida)
Composição de Caninha, o grande rival de Sinhô nos concursos de samba realizados durante a Festa da Penha.

“Ora, vejam só” (Sinhô), com Francisco Alves
Disco Odeon 123273 (Dezembro/1925-Janeiro/1927)
Sucesso de Sinhô, na voz do cantor mais popular da época, Francisco Alves. Heitor dos Prazeres acusou o autor de plágio e disse que a música era sua.

“Cristo nasceu na Bahia” (Duque e Sebastião Cirino), com Almirante
Disco Sinter (1955)
Samba amaxixado que integrou o espetáculo Tudo Preto, encenado pela Companhia Negra de Revista.

“Que vale a nota sem o carinho da mulher?” (Sinhô), com Mário Reis
Disco Odeon 10224 (março/1928-agosto/1928)
Gravação de estreia de Mário Reis, cuja forma característica de cantar revolucionaria o padrão vocal da época.

"Jura" (Sinhô), com Mário Reis
Disco Odeon 10278 (1928)
Na definição de Sinhô, foi “o maior sucesso do mundo”. Projetou Mario Reis definitivamente para o estrelato.

"Me faz carinhos" (Ismael Silva), com Francisco Alves
Disco Odeon 10100 (1927-1928)
A primeira música de Ismael Silva gravada por Francisco Alves, que a comprou e fez constar seu nome no disco como se fosse o verdadeiro autor.

 "Se você jurar" (Ismael Silva-Nilton Bastos), com Francisco Alves
Disco Odeon 10747 (1930)
O paradigma do samba produzido pelos bambas do Estácio supera de uma vez por todas o padrão amaxixado dos pioneiros da Praça Onze.  

"Na Pavuna" (Almirante), com o Bando dos Tangarás
Disco 13089 (1929)
Considerada a primeira gravação a incluir a percussão em estúdio. Entre os Tangarás, estava, entre outros, Braguinha e Noel Rosa.

"Arrasta a sandália" (Osvaldo Vasques- Aurélio Gomes), com Moreira da Silva
Disco Columbia 22165 (data indefinida)
Música de Baiaco, célebre comprador e usurpador de sambas alheios, um dos principais nomes do universo musical do bairro do Estácio.

"Com que roupa?" (Noel Rosa), com Noel Rosa
Disco Parlophon 13245 (1930)
Um dos primeiros sucessos do grande Noel. 
 
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