Semana trezentos e cinquenta e três

Companhia das Letras

Para entender uma fotografia, de John Berger (Organizador Geoff Dyer, tradução Paulo Geiger)
Para John Berger - assim como para Walter Benjamin, Susan Sontag e Roland Barthes -, a fotografia era uma área de interesse especial, mas não uma especialidade. Eles a abordaram não com a autoridade de curadores ou de historiadores, mas como ensaístas. Para entender uma fotografia reúne 24 ensaios de Berger, organizados cronologicamente e escritos ao longo de mais de quarenta anos. O autor se vale de literatura, filosofia, psicanálise e metafísica para tratar de fotógrafos como Henri Cartier-Bresson, André Kertész e Sebastião Salgado. Berger também se dedica a refletir sobre o lugar da fotografia entre as belas-artes, reler criticamente a obra de Sontag ou enfrentar o dilema que ronda a veiculação de imagens de violência. O livro foi organizado por Geoff Dyer, também autor de uma introdução em que explica: "À medida que Berger examina fotografias e delas extrai histórias - tanto as que revela como as que ficam ocultas -, o papel de crítico e questionador de imagens dá lugar à vocação e ao abraço do contador de histórias".

Portfolio - Penguin

Juros, moeda e ortodoxia, de André Lara Resende
Neste conjunto de ensaios, André Lara Resende reflete sobre as origens e o desenvolvimento da teoria monetária e suas implicações no contexto brasileiro. Juros, inflação e política fiscal recebem do autor um enfoque inovador, ancorado nas melhores investigações da atualidade, que põem em questão algumas convicções estabelecidas. Da teoria à história, os ensaios discutem as políticas comumente receitadas para a inflação crônica, a recessão e o desemprego. Antes de buscar a polêmica fácil ou propor uma "nova heterodoxia", este livro pretende estimular o debate ao abrir uma janela de oportunidade para a reflexão sobre políticas públicas da mais alta relevância.

Fontanar

Desligue, de Suze Yalof Schwartz (Tradução: André Fontenelle)
Desligue é o guia definitivo para todos que já tiveram vontade de meditar, mas acharam que seria complicado demais, esquisito demais ou que não teriam tempo. Com uma abordagem moderna e divertida, Suze Yalof Schwartz derruba todos os mitos que transformam a meditação em uma tarefa árdua, mostrando como não é preciso ficar imóvel por um longo período nem conseguir ficar sem pensar em nada. O livro inclui diversas técnicas e dicas simples que permitem incorporar facilmente a meditação em sua vida. E prova que, ao se desconectar conscientemente por alguns minutos, você consegue acalmar os pensamentos, aliviar o estresse, retomar o foco, recarregar as energias e ser mais feliz.

Plano B, de Sheryl Sandberg e Adam Grant (Tradução: André Fontenelle e Rogério W. Galindo) 
Plano B combina as percepções pessoais de Sheryl Sandberg, chefe de operações do Facebook, com a pesquisa esclarecedora de Adam Grant, autor best-seller do New York Times, para ajudar o leitor a encontrar forças diante da dificuldade. Partindo de uma experiência dolorosa - de encontrar o marido, Dave Goldberg, caído no chão de uma sala de ginástica -, Sheryl abre seu coração, e seu diário, para descrever a dor e o isolamento que sentiu após essa perda. Mas Plano B vai além: mostra como outras diversas pessoas superaram adversidades, incluindo doença, perda do emprego, agressão sexual, desastres naturais e violência de guerra, em histórias que revelam a capacidade do espírito humano de perseverar e redescobrir a alegria. O livro traz importantes lições de como ajudar os outros em situações de crise, desenvolver compaixão por nós mesmos, educar filhos fortes e criar famílias, comunidades e locais de trabalho resilientes. Muitos desses ensinamentos podem ser aplicados aos obstáculos do cotidiano, nos permitindo enfrentar o que nos espera. A vida nunca é perfeita e todos temos que recorrer, em certo momento, a algum tipo de Plano B. Este livro nos ajuda a aproveitá-lo ao máximo.

Alfaguara

Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima
Considerado um dos grandes poemas da língua portuguesa, Invenção de Orfeupercorre um incomparável universo de imagens e sons. Nesta obra, Jorge de Lima criou, com o máximo de riqueza lírica e humana, o registro épico da nossa brasilidade. Para isso, explorou todas as vertentes formais da criação poética, tanto as que ele já havia realizado em seus livros anteriores quanto as da própria tradição literária nacional e ocidental. Jorge de Lima mescla o popular e o erudito, o clássico e o surrealista, a mitologia e o catolicismo, sem nunca perder de vista a dimensão humana, sobretudo em relação ao problema histórico da desigualdade e da injustiça social.

Seguinte

Aimó, de Reginaldo Prandi
Imagine se encontrar, de uma hora para a outra, em um mundo totalmente desconhecido onde você não conhece ninguém e ninguém demonstra saber quem você é. É o que acontece com uma menina nascida na África e levada para o Brasil para ser escrava, e que de repente acorda em um lugar estranho, habitado pelos deuses orixás e pelos espíritos dos mortos que aguardam o momento de seu renascimento. Ela não sabe mais o próprio nome nem lembra de sua família - está sozinha e não tem a quem pedir socorro. Por isso, aliás, ganha o nome Aimó, "a menina que ninguém sabe quem é". Tudo o que ela quer é retornar ao seu mundo de origem, mas para tornar isso possível, Aimó vai partir em uma longa jornada através dos tempos mitológicos, guiada por Exu e Ifá, e vai acompanhar de perto muitas aventuras vividas pelos orixás. Só assim poderá reunir o conhecimento necessário para fazer uma escolha que lhe permita, enfim, voltar para casa.

Sangue por sangue, de Ryan Graudin (Tradução: Guilherme Miranda)  
Para o Terceiro Reich, a Segunda Guerra Mundial pode ter acabado, mas para a resistência a luta está apenas começando. Yael é sobrevivente de um campo de extermínio e tem uma habilidade especial: é uma metamorfa, capaz de mudar a aparência física e assumir a forma de qualquer pessoa. Ela também é uma garota em fuga - o mundo acabou de vê-la atirar e matar Adolf Hitler. Yael é a inimiga número um da Germânia e de seus aliados, e vai precisar se infiltrar no território inimigo mais uma vez se não quiser pagar com o próprio sangue. Em meio a segredos sombrios acompanhados por verdades obscuras, apenas uma pergunta paira na mente de todos do grupo de Yael: o quão longe você iria por aqueles que ama?

A lógica inexplicável da minha vida, de Benjamin Alire Sáenz (Tradução: Flávia Souto Maior)
Salvador levava uma vida tranquila e descomplicada ao lado de seu pai adotivo gay e de Sam, sua melhor amiga. Porém, o último ano do ensino médio vem acompanhado de mudanças sobre as quais o garoto não tem nenhum controle, como ímpetos de raiva que ele não costumava sentir. Além disso, Salvador tem que lidar com a iminente morte da avó, com uma tragédia repentina que acontece na vida de Sam e com o fato de seu pai estar se reaproximando de um ex-namorado. Em meio a esse turbilhão de sentimentos, que vão do luto ao amor e da amizade à solidão, Sal passa a questionar sua própria origem e identidade, e tenta encontrar alguma lógica para a sua vida - uma tarefa que parece quase impossível.
 

Suma

O livro do juízo final, de Connie Willis (Tradução: Braulio Tavares)
Em meados do século XXI, a jovem estudante Kivrin Engle se prepara para viajar no tempo. Ela pretende fazer um estudo de campo sobre uma das épocas mais sombrias da história da humanidade: a Idade Média. Em um primeiro momento, tudo parece ter corrido bem com a empreitada, e ela finalmente está no século XIV. O que Kivrin não sabe é que o técnico responsável pelo seu salto temporal, de volta para 2054, está terrivelmente doente. Seu retorno pode estar comprometido, e isso pode afetar todos os habitantes do Reino Unido. De 1300 a 2050, Connie Willis faz um trabalho magnífico na construção de personagens complexos, densos e pelos quais é impossível não sentir empatia. O livro do juízo final é ao mesmo tempo uma incrível reconstrução histórica e uma aula sobre o poder da amizade.

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