Semana trezentos e setenta

Companhia das Letras

 Karl Marx, de Gareth Stedman Jones (tradução de Berilo Vargas)

Em Karl Marx: Grandeza e ilusão, Gareth Stedman Jones oferece tanto uma biografia do pensador como uma história intelectual de sua época desafiadora, que viu emergir novas concepções sobre Deus, capacidades humanas e sistemas políticos. Nesse retrato, Marx surge como um homem muito além do mito, permeável às transformações políticas e capaz de mudar de ideia — às vezes de maneira radical. Marx nasceu num mundo que ainda se recuperava da Revolução Francesa, do governo napoleônico na Renânia, da iniciada emancipação dos judeus e do sufocante absolutismo prussiano. O ambiente intelectual europeu havia sofrido várias reviravoltas depois das ideias de Kant, Hegel, Feuerbach, Ricardo e Saint-Simon, entre outros, que seriam aproveitadas por Marx na constituição de uma obra de impacto poucas vezes igualada.

 

O imperador do sorvete e outros poemasde Wallace Stevens (tradução de Paulo Henriques Britto)

“Dualidade” é uma palavra que resume com precisão vida e obra de Wallace Stevens. Um dos nomes mais aclamados da poesia do século XX, sua atuação profissional, distante das rodas literárias, se deu na área executiva. Nascido em uma família rica e tradicional da Pensilvânia, trabalhou como jornalista e se formou em direito na Universidade Harvard, até abandonar a ocupação de advogado para se dedicar a uma próspera carreira em uma companhia de seguros. Na poesia, a dualidade também deixou sua marca: com rigor e erudição, ele aliou intensa imaginação a uma visão bastante objetiva da realidade. Ao congregar apuro técnico, ampla gama de interesses, virtuosismo formal e imagens vívidas, Stevens conquistou a admiração de nomes como Marianne Moore e Harold Bloom — sendo considerado por este último como “o melhor e mais representativo poeta americano do nosso tempo”. O imperador do sorvete e outros poemas é uma edição revista e ampliada de Poemas, lançado originalmente em 1987 pela Companhia das Letras. 

 

Trêfego e peraltade Ruy Castro (organização de Heloisa Seixas)

Ruy Castro começou a carreira de jornalista em 1967, aos dezenove anos, no extinto Correio da Manhã — e desde então não parou mais de escrever. Em meio século de trabalho e de colaborações para os principais veículos da imprensa carioca e paulistana, Ruy foi autor de incontáveis reportagens, entrevistas, artigos e perfis, sempre marcados por seu olhar sagaz — que não poupa ninguém — e por uma prosa saborosa, transparecendo sua paixão pelo ofício da escrita. Selecionados e organizados por Heloisa Seixas, os cinquenta textos que compõem esta antologia convidam o leitor a fazer um passeio pela produção de um dos grandes jornalistas e biógrafos do país e dão uma amostra de uma vida que é — indiscutível e apaixonadamente — dedicada às palavras. 

 

Companhia das Letrinhas

Coisa de meninode Pri Ferrari

O que é coisa de menino? Tem menino que deseja ser super-herói, jogador de futebol e astronauta. Outros sonham em ser estrelas do rock e viajar o mundo cantando para multidões. Mas todos eles também podem querer brincar de boneca, cozinhar receitas gostosas e fazer aulas de dança.
Muitos meninos crescem ouvindo que não podem agir e sentir da mesma forma que meninas — por que as coisas têm que ser assim? Este livro é para todos aqueles que acreditam que o importante é ter liberdade para fazer da vida o que se bem entender.

 

Penguin-Companhia

O jogadorde Fiódor Dostoiévski (tradução de Rubens Figueiredo)

Impressionante retrato psicológico do vício destrutivo do jogo, compulsão que o próprio Dostoiévski conhecia intimamente, O jogador retrata com perfeição a busca incessante por uma lógica que norteie o acaso e a necessidade de controle que acometem todo jogador inveterado. Numa estação de águas na sugestiva cidade alemã de Roletemburgo, Aleksei Ivánovitch, jovem professor de origens humildes, vivencia a emoção do jogo e o infortúnio amoroso enquanto tenta entender as confabulações que definirão o seu destino e o de seus próximos. Num ambiente em que fortunas se dilapidam e o futuro se decide ao sabor da sorte, a tentação do risco e a necessidade imperiosa de experimentar o abismo são o motor deste que continua sendo um dos romances mais perturbadores que o século XIX viu nascer.

 

Seguinte

Extraordináriasde Aryane Cararo e Duda Porto de Souza 

Dandara foi uma guerreira negra fundamental para o Quilombo dos Palmares. Bertha Lutz foi a maior representante do movimento sufragista no Brasil. Maria da Penha ficou paraplégica e por pouco não perdeu a vida, mas sua luta resultou na principal lei contra a violência doméstica do país. Essas e muitas outras brasileiras impactaram a nossa história e, indiretamente, a nossa vida, mas raramente aparecem nos livros. Este volume, resultado de uma extensa pesquisa, chega para trazer o reconhecimento que elas merecem. Aqui, você vai encontrar perfis de revolucionárias de etnias e regiões variadas, que viveram desde o século XVI até a atualidade, e conhecer os retratos de cada uma delas, feitos por artistas brasileiras. O que todas essas mulheres têm em comum? A força extraordinária para lutar por seus ideais e transformar o Brasil.

 

Paralela

Ainda existem caubóisde Fernando e Sorocaba (organização Tiago Ben Agostini)

Qual é o maior sonho de um aspirante a astro do sertanejo? Fazer parte de uma das duplas mais conhecidas do país? Compor e produzir músicas que vão virar sucessos nacionais? Revelar outros artistas que se tornarão sensações? Pois Fernando e Sorocaba realizaram esses três sonhos e muitos outros nos seus dez anos de estrada. Primeiro estouraram no país fazendo um sertanejo para cima e festeiro, com grande influência do country americano. Depois revelaram e cuidaram da carreira de nomes como Luan Santana, Lucas Lucco e Marcos e Belutti e produziram canções como “Aquele 1%”, que projetou o fenômeno Wesley Safadão. Neste livro, a dupla relembra suas origens e os episódios mais importantes de suas vidas, mostrando como ajudaram a transformar o sertanejo no ritmo mais ouvido do Brasil. Uma história de sucesso, superação e, sobretudo, paixão pela música.

 

Reimpressões

Caninos brancosde Jack London (tradução de Sonia Moreira)

Machadode Silviano Santiago

Persépolis, de Marjane Satrapi (tradução de Paulo Werneck)

Vozes de Tchernóbil, de Svetlana Aleksiévitch (tradução de Sônia Branco)

Diário do hospício e Cemitério dos vivos, de Lima Barreto

Toda poesia, de Paulo Leminski

Ewé, de Pierre Fatumbi Verger 

O livro dos ressignificados, de João Doederlein

Nu, de botas, de Antonio Prata

Olhai os lírios do campo, de Erico Verissimo

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