Semana trezentos e trinta e um


Companhia das Letras

O chiste e sua relação com o inconsciente - Freud (1905) 

Na década de 1890, Freud juntou várias piadas de judeus, e foi com base sobretudo nessa reunião que escreveu O chiste e sua relação com o inconsciente, sua maior contribuição ao estudo da estética. O livro investiga as fontes inconscientes do prazer que sentimos com gracejos, piadas, trocadilhos etc. A característica principal de um chiste não se acha em seu conteúdo, mas em sua técnica: o pensamento é condensado por meio de uma palavra modificada, como quando um pobre coitado diz: "Rothschild me tratou como um igual, de modo bem "familionário" (juntando "familiar" e "milionário")". Processos similares ocorrem nos sonhos, mas, à diferença destes, os chistes requerem uma audiência, têm uma função social. Eles geram uma "economia do gasto psíquico", ao permitir que obtenhamos prazer de assuntos reprimidos. Brincando, podemos dizer as coisas mais sérias.

A teoria perfeita, de Pedro G. Ferreira

Compreender a teoria da relatividade de Einstein é a chave para se compreender a origem do tempo e a evolução do universo. A relatividade geral está no centro de grande parte da investigação de Pedro G. Ferreira. Com o tempo, o autor foi percebendo que a própria história da relatividade geral é uma narrativa fascinante, quase tão complexa quanto a teoria em si mesma. E assim surgiu esta biografia, que conta a história magnífica e abrangente da relatividade geral. A teoria da relatividade ganhou vida própria e ao longo do século XX foi motivo de alegria e frustração na comunidade científica, situando-se no centro das mais importantes batalhas intelectuais. É esse percurso tão rico e cheio de descobertas e vicissitudes que Pedro G. Ferreira narra em Uma teoria perfeita.
 

Companhia de bolso

Humano, demasiado humano II - Nietzsche (tradução de Paulo César de Souza)

Este livro é composto de duas coletâneas de aforismos: Opiniões e sentenças diversas, de 1879, e O andarilho e sua sombra, de 1880. Elas foram publicadas originalmente como continuações de Humano, demasiado humano (de 1878). Alguns anos depois, ao reeditar suas obras e escrever novos prefácios para elas, Nietzsche juntou essas duas num só volume, dando-lhe o título geral de Humano, demasiado humano II. Elas passaram então a constituir a mais ampla reunião de aforismos do autor - um total de 758. Eles desenvolvem e aprofundam os variados temas do livro anterior, de modo que interessam não apenas a estudiosos da filosofia, mas também a psicólogos, artistas, historiadores, sociólogos, teólogos e juristas.
 

Crepúsculo dos ídolos - Nietzsche (tradução de Paulo César de Souza)

Crepúsculo dos ídolos foi a penúltima obra de Nietzsche, escrita e impressa em 1888, pouco antes de o filósofo perder a razão. O próprio Nietzsche a caracterizou como um aperitivo, destinado a "abrir o apetite" dos leitores para a sua filosofia. Trata-se de uma síntese e introdução a toda a sua obra, e ao mesmo tempo uma "declaração de guerra". É com espírito guerreiro que ele se lança contra os "ídolos", as ilusões antigas e novas do Ocidente. De tão variados e abrangentes, esses ataques compõem um mosaico dos temas e atitudes do autor: o perspectivismo, o "aristocratismo", o realismo diante da sexualidade, o materialismo, a abordagem psicológica de artistas e pensadores, o antigermanismo, a misoginia. O título é uma paródia do título de uma ópera de Wagner, Crepúsculo dos deuses. No subtítulo, a palavra "martelo" deve ser entendida como marreta, para destroçar os ídolos, e também como diapasão, para, ao tocar as estátuas dos ídolos, comprovar que são ocos.

Paralela

Intrigas da corte - Elizabeth Fremantle (tradução de André Fontenelle) 

Com medo de traidores e atendendo às pressões externas, a rainha Mary ordena a execução de seu tio e sua prima, a Lady Jane Grey. Esse sobrenome então se torna uma sina que afetará as duas irmãs mais novas de Jane, Katherine e Mary. Embora permaneçam na corte Tudor, elas sabem que o sangue real de suas veias sempre será uma ameaça às suas vidas. Afinal, há quem acredite que as irmãs de sangue Tudor sejam as herdeiras legítimas, não reconhecendo as duas filhas de Henrique VIII como sucessoras ao trono. Mas as Grey não têm a ambição de querer dominar a corte. O objetivo de Katherine é encontrar o amor verdadeiro - mesmo sabendo que muitos estão apenas interessados em um possível herdeiro Tudor. Já a perspicácia de Mary passa despercebida, pois sua baixa estatura e a má-formação nas costas atribuem-lhe uma aparência de inferioridade. Quando Elizabeth I assume o trono, as irmãs Grey percebem que a vida na corte será ainda mais traiçoeira - e que talvez precisem se arriscar por amor.

Suma de letras

A rainha de Tearling - Erika Johansen (tradução de Cássio de Arantes Leite)

Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono - mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear - uma joia de imenso poder -, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda... ou uma tragédia.

Fontanar

O poder do quando, de Dr. Michael Breus (tradução de Guilherme Miranda)

Muito já se falou sobre o que e como fazer algo para ter uma vida melhor, mas saber o momento certo para fazer cada coisa possibilita elevar o que e o como à máxima potência. Mesmo que você não mude nada sobre o que faz e como faz, realizar pequenos ajustes no quando já o torna mais saudável, feliz e produtivo. Dr. Breus descobriu que, embora o relógio biológico de cada pessoa seja diferente, a maioria de nós pertence a um dos seguintes cronotipos: urso, lobo, golfinho ou leão. Depois que fizer o teste desenvolvido pelo autor e descobrir o seu cronotipo, aprenderá o melhor momento para fazer tudo - desde planejar algo importante, praticar exercícios e memorizar informações novas, até discutir com seu parceiro. Recheado de fatos fascinantes, recomendações e dicas fáceis de seguir, O poder do quando é o guia definitivo para ajudá-lo a atingir seus objetivos, conduzindo-o rapidamente a uma vida de sucesso.

Reimpressões

As boas mulheres da China, de Xinran

It – A coisa, de Stephen King
O demônio do meio-dia, de Andrew Solomon

   

 

 
 
 
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