A elegância é a alma do negócio — ou o borzoi que foi criado por um imperador vienense e acabou nas mãos do silencioso guru indiano das edições

Por Luiz Schwarcz

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Ilustração: Alceu Chiesorin Nunes

A lendária editora americana Alfred Knopf comemorou seu centenário em 2015. Como parte das celebrações, produziu um livro no qual consta uma lista completa com todos os títulos editados pelo selo, ano a ano. Na introdução, Charles McGrath — ex-editor da seção de livros do The New York Times e atual colaborador da New Yorker — fez um perfil, independente e isento, da editora.

Para mostrar como na época da fundação da Knopf os tempos eram outros, McGrath lembra o leitor da ausência de paperbacks, clubes de livros, cadeias de lojas e de qualquer tipo de edição eletrônica. Ele chama a atenção para o fato de que os livros eram todos compostos a partir de linotipias em metal, impressos em máquinas offset não digitalizadas e costurados, nunca colados. Também não havia leilões ou disputas entre editoras pelos direitos de um livro, até porque, para ser apresentado a mais de um editor, o manuscrito teria que ser todo redatilografado, já que ainda não era possível fazer múltiplas cópias dos originais.

Assim, diz ele, o mundo da edição era povoado por gentlemen — o que significa que as regras de competição entre as editoras eram menos selvagens e que as mulheres não eram muito bem-vindas, a não ser ocupando cargos menores na hierarquia. Além disso, se no início do século XX um judeu almejasse trabalhar no mundo dos livros, sobretudo em algum posto de direção, teria que montar sua própria editora.

Após ter se graduado pela Universidade Columbia, onde entrou com apenas dezesseis anos, Alfred Knopf começou sua vida editorial trabalhando na Doubleday, primeiro no setor de contabilidade e posteriormente no de propaganda e divulgação. Saiu de lá aos 22 anos e com cinco mil dólares no bolso para fundar a sua editora.

A Alfred Knopf publicou, durante muitos anos, mais autores estrangeiros do que norte-americanos, escolhidos por ele e por sua assistente editorial, Blanche Wolf, que depois de um tempo se tornaria Blanche Knopf. A escolha, aparentemente esnobe, dos livros que formaram o catálogo inicial da Knopf se devia muito ao gosto dos dois, principalmente ao de Blanche, mas também pode ser explicada por um motivo mais mundano. Com o antissemitismo reinante na sociedade americana da época, poucos autores nascidos no país aceitavam ser publicados por uma editora cujo dono era judeu. (É curioso notar que na biografia de Blanche Knopf*, recém-lançada nos Estados Unidos, esta aparece como cofundadora da Knopf, a quem foi prometida participação igualitária nas ações da companhia, tendo por fim recebido apenas 25%.)

Alfred Knopf era um editor peculiar. Com seu moustache proeminente, vestia-se como um dândi, sempre com ternos de seda e gravatas muito coloridas. McGrath diz que John Updike, de quem Knopf, com o tempo, ficou muito amigo, descrevia o editor como um misto de imperador vienense com pirata bárbaro. Pois o “pirata bárbaro” não gostava de livros que deveriam ser editados fortemente, desprezava, de certa forma, o trabalho de edição de texto, e achava que os editores eram pessoas que costumeiramente compravam direitos de livros que ninguém queria ler. Knopf em geral seguia as escolhas de sua mulher e indicações de amigos, como o sarcástico crítico cultural H. L. Mencken. Os releases escritos por ele mesmo para os livros que publicava soavam muito mais como “malhos descarados” de um gerente comercial do que sinopses editoriais. Aliás, ele mesmo gostava de vender os livros para parte dos clientes.

O imperador vienense mostrava-se presente no gosto acentuado pelo design gráfico, mais especificamente pela arte tipográfica. Parecia querer vestir seus livros tão elegantemente como ele próprio julgava trajar-se no dia a dia. Curiosamente, o terceiro e atual publisher da casa, o indiano Sonny Mehta, conhecido por sua extrema discrição, um dia ganharia menção como um dos homens mais elegantes de Nova York. Justamente Sonny, que trabalha quase sempre com o mesmo uniforme: calça jeans, tênis preto, blazer azul e suéter preto de gola rolê.

McGrath comenta, com muita graça, que Sonny, que não liga para moda ou qualquer tipo de badalação, ganhou justamente o prêmio que mais encantaria Alfred Knopf e que este nunca viria a receber.

O amor pela tipologia e pelo acabamento sofisticado nas impressões, associado às relações íntimas de Blanche Knopf com escritores europeus, como Albert Camus e Thomas Mann, fará com que Alfred consiga criar uma das marcas mais perenes de qualidade da história editorial de todos os tempos. Vem de Blanche também o interesse da Knopf por autores latino-americanos, como Gilberto Freyre e Jorge Amado, que acabou se tornando amigo do casal. A edição da única tradução de Grande Sertão: Veredas para a língua de Henry James também entra na conta dos méritos do casal Knopf, embora, segundo dizem, ela esteja longe de fazer jus ao original.

É justamente neste ponto que o exemplo da Knopf é singular. Seu proprietário respeitava tanto a aura gráfica dos livros — que venerava tátil e esteticamente —, quanto tinha noção de que através desse cuidado conseguiria fixar uma marca para sua empresa, fazendo que autores e leitores diferenciassem seus livros dos outros disponíveis no mercado. Buscava assim que os escritores escolhessem a Knopf, principalmente por conta do tratamento gráfico que a editora lhes proporcionava. O mesmo valeria para os leitores, que diferenciariam os livros bonitos e bem cuidados que exalavam um espírito de qualidade e se destacavam nos balcões das lojas e magazines. Curiosamente, os livros americanos, por tradição, não trazem o logotipo da editora nas capas, apenas na lombada e dentro dos livros. Mesmo assim, o cuidado gráfico de sua linha era tal que a marca da Knopf na capa tornava-se quase dispensável. E, de fato, os borzois — os esguios e elegantes cachorros russos, xodó de Leon Trotsky — que compõem o símbolo da editora nunca simularam caminhar elegantemente sobre as capas, apenas na lombada ou dentro dos livros.

Alfred Knopf, assim como Allen Lane — fundador da Penguin, cuja história já contei em outro texto —, tinha a clara noção de que precisava de um logotipo forte. Knopf seguiu a sugestão da esposa. Anos depois, Blanche chegou a comprar um casal borzoi, para tê-los também em sua vida doméstica. Segundo McGrath, o casal ficou com os animais por pouquíssimo tempo. Alfred e Blanche acharam que os cachorros tinham um comportamento covarde, estúpido e desleal. Curiosamente, a fidelidade que o editor conquistou para a sua marca foi adquirida utilizando a imagem de um animal que, com a convivência, lhe pareceu tudo, menos fiel.

Um aspecto muito importante para entender a personalidade da editora Knopf e a fama que mantém por mais de um século está no fato de a editora ter sido dirigida até hoje por somente três publishers: Alfred Knopf, Robert Gottlieb e Sonny Mehta. Do dândi fanático por tipografia, a editora passou às mãos de um editor excêntrico e dinâmico. Vindo da Simon and Schuster, Gottlieb agia por intuição, fazia reuniões deitado no chão, de meias, e pouco ligava para encontros ou trajes formais. Foi o escolhido para substituir Alfred Knopf no ano de 1972, quando a editora já pertencia ao grupo Random House. Extremamente centralizador, Gottlieb tinha um carisma diverso de seu antecessor. Falava muito nas convenções de venda e era conhecido por sua capacidade de convencimento. Tinha excelente relação com as maiores agências literárias, que muitas vezes escolheram a Knopf para seus autores mais importantes, graças ao contato próximo com seu publisher.

O indiano Sonny Mehta, atual diretor da Knopf, radicalizou as diferenças de estilo ao operar as engrenagens da editora com o uso de poucas palavras e de um estilo definitivamente antissocial. O carisma de Sonny Mehta vem do seu profissionalismo, assim como de seu silêncio.

A verdade é que, com estilos radicalmente diversos, os três editores souberam manter a aura que caracteriza a Knopf. O estilo dos publishers pode ter mudado, mas a marca da Knopf continuou intacta. Alfred gostava de chamar a atenção para seus trajes e gostos sofisticados — dizem que, ao convidar alguém para jantar em sua casa, pedia abstinência de cigarro por 24 horas para não prejudicar a degustação dos vinhos a serem servidos. Gottlieb, por outro lado, era informal, mas muito controlador. Já Sonny valorizou o silêncio e a introspecção, com enorme respeito à liberdade de seus editores. Na sua gestão, a Knopf voltou a elevar a criatividade gráfica, com designers de ponta, como Chip Kidd, entre tantos outros. Sonny, que se mudou para os EUA e assumiu o cargo na Knopf depois de ter realizado enormes mudanças no mercado inglês de paperbacks na Picador, é hoje uma lenda viva do mundo editorial. Como Alfred Knopf, um dos seus maiores prazeres é se dedicar à capa dos livros. Com ele, tive a sorte de criar uma amizade enormemente instrutiva para mim.

Assim, é curioso notar que o respeito ao design é algo que liga Alfred Knopf e Sonny Mehta. Ambos entenderam que o livro é um objeto com alma e carisma, um produto com personalidade singular.

Se a composição das marcas editoriais na Europa deu-se principalmente pela formação de catálogos literários fortes, de qualidade radical, como é o caso da Gallimard, da Suhrkamp ou da Adelphi, nos Estados Unidos a base literária para a constituição da fidelidade do autor e do leitor pode ser mais fluida. Na Knopf, a convivência de livros mais comerciais ao lado dos de maior peso literário nunca afetou a legitimidade da marca. Mas também entre os europeus, principalmente no caso da Suhrkamp, o design gráfico contribuiu fortemente para o carisma da empresa. Adelphi e Gallimard marcaram padrões gráficos fortes em suas capas, que são facilmente identificáveis em seu estilo, porém não especialmente bonitas ou criativas. A vanguarda que está nos textos nem sempre se espelha em capas especiais.

Um livro se lê, mas também se toca, se cheira, se guarda. O gosto por ternos de seda de Alfred Knopf explica por que ele cuidava de seus livros com tanto amor e vaidade. Já no silêncio e na elegante discrição de Sonny Mehta encontra-se outra explicação para a valorização do design. Como se para ele um livro devesse falar por si, com menos malhos de venda verbais e mais comunicação visual direta com o leitor. Essas são abordagens diversas, que levam, porém, a um resultado semelhante e explicam a alma da editora, que permanece intacta. Não há um só caminho para a confecção de livros de qualidade, mas todos eles passam por um componente fundamental de seus editores: a elegância, na mais ampla acepção do termo.

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*Nota : The Lady with the Borzoi: Blanche Knopf, Literary Tastemaker Extraordinaire, de Laura Claridge. Farrar, Straus and Giroux, 2016.

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Luiz Schwarcz é editor da Companhia das Letras e autor de Linguagem de sinais, entre outros. Escreve pra o blog uma coluna quinzenal.

Ritmo circadiano

Por Carol Bensimon

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Não sei se um dia vou deixar de olhar com inveja para os que escrevem de noite e seguem madrugada adentro, ouvindo eventualmente um gato no cio, um bêbado atravessando a rua ou nem isso. Talvez eu ainda me deixe ser seduzida pela imagem fácil do “artista”, esse que deve ser o contrário de tudo; ficar acordado quando os outros já estão dormindo há muito tempo, etc. Nunca consegui. Meu corpo parece se regular de acordo com a luminosidade. Desconfio, às vezes, de que tenho um parentesco com as plantas. Quando o sol cai, quase dá pra sentir a energia indo embora.

Ao mesmo tempo, me pergunto o quanto há de social em nossos hábitos de sono. Agora estou em um lugar cuja diferença de fuso com o Brasil é de quatro horas (para menos) e, como vivo de certa forma isolada, sem muito contato humano e longe de qualquer centro urbano que se regule por horários bem determinados, me parece que acabo vivendo uma mistura de horário-do-Brasil com aquela regulagem ancestral pela luminosidade. Curioso.

Então fui ler um pouco sobre isso. Esse artigo publicado pela BBC questiona a suposta naturalidade de nossas almejadas oito horas seguidas de sono. Segundo uma exaustiva pesquisa do historiador norte-americano Roger Ekirch, o homem, sobretudo até o século XVII, costumava ter seu sono dividido em duas porções. Entre elas, era comum que as pessoas levantassem da cama, rezassem, conversassem, fizessem sexo ou visitassem os vizinhos. Há inclusive um trecho de Dom Quixote ilustrando isso! Ekirch parece acreditar, portanto, que nossas desejadas oito horas de sono são menos um chamado da biologia e mais uma construção social que nasce a partir da modernidade. O artigo também coloca que muitos problemas relacionados ao sono teriam surgido a partir do século XIX, com o fim definitivo do sono em duas porções distintas. Russell Foster, professor de neurociência circadiana em Oxford, e Gregg Jacobs, psicólogo especialista em sono, acreditam que hoje as pessoas ficam estressadas e ansiosas quando acordam no meio da noite, quando o fato pode ser apenas um resquício de um hábito que nos acompanhou por séculos e séculos. Não deveria, em suma, ser tão preocupante assim.

Também descobri que, só em 2005, os hotéis americanos gastaram 1,4 bilhão de dólares em colchões!

O mesmo artigo do Huffington Post que me dá essa informação perturbadora também me mostra que o mundo nunca se interessou tanto pelo sono. O investimento em colchões do ramo hoteleiro deixa isso bem claro, sem dúvida, mas também o número de pesquisas na área e tudo que se tem demonstrado através delas: que um bom sono, em resumo, é essencial para a saúde e para a produtividade de nossas horas de vigília. Fica, no entanto, um necessário alerta: não estamos mercantilizando o sono, vendo nele uma “utilidade”, como fazemos com alimentos ou com praticamente tudo em que encostamos a mão e pesquisamos pesquisamos pesquisamos?

“Queremos dormir mais não porque valorizamos mais o sono em si”, escreve Eve Fairbanks, “mas porque estamos obcecados com produtividade. Em vez de ser uma terra estranha e selvagem cujo propósito não entendemos totalmente, o sono foi colonizado por nossa ambição, tornando-se apenas mais uma zona a ser domesticada em nome da produtividade.”

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Carol Bensimon nasceu em Porto Alegre, em 1982. Publicou Pó de parede em 2008 e, no ano seguinte, a Companhia das Letras lançou seu primeiro romance, Sinuca embaixo d’água (finalista dos prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura). Seu último livro, Todos nós adorávamos caubóis, foi lançado em outubro de 2013. Ela contribui para o blog com uma coluna mensal.

Oswald pixolesco

Por Elisa von Randow

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Reza lenda que, durante alguns loucos dias de 1916, o jovem Oswald de Andrade andava pela cidade de São Paulo com a grande diva internacional Isadora Duncan em seu automóvel conversível. Na alvorada daqueles tempos, na colina primitiva da cidade, compreendida entre os rios e vales hoje domesticados sob o asfalto, a modorrenta vila despertava para a modernidade luminosa do século XX. Em breve, aquele rapaz topetudo seria um dos atores fundamentais do terremoto cultural que até hoje inspira e alimenta as vanguardas artísticas do Brasil e do mundo.

Hoje, quando olhamos para os edifícios históricos desse centro antigo, cenário dos passeios tresloucados, difícil não pensar que eles são testemunhas inabaláveis das transformações da cidade, de seus dias de opulência e decadência. Além das marcas do tempo deixadas pela cidade bricolagem, que não para de se fragmentar e multiplicar, grita em suas empenas uma camada contemporânea de poesia violenta e urbana, diálogos incompreensíveis, manifesto das vozes dos que recusam fazer parte do estabelecido.

O pixo toma as paredes em batalhas clandestinas. Ele não respeita as fachadas recém pintadas, não dá a mínima para o patrimônio histórico, foge da polícia e despreza a propriedade privada. Com ímpeto suicida, seus escritores anônimos criam uma linguagem cifrada, sintética e radical, “sacudida pela contribuição milionária de todos os erros”. Como a escrita de Oswald, nas palavras de Sabato Magaldi, “privilegia-se o gosto demolidor de todos os valores; renega-se conscientemente o tradicionalismo cênico, para admitir a importância estética da descompostura”.

Daí nasce a ideia central do projeto gráfico para os livros de Oswald de Andrade, a serem relançados pela Companhia das Letras: a convivência entre camadas de tempo distintas mas semelhantes em sua revolucionária radicalidade e originalidade paulistana. Com um perfume de vanguarda concretista, vandalismo e uma pitada de tropicalismo urbano, foi desenhada a fonte Oswald, geométrica, sintética, paulistana e universal.

Para o miolo, usamos a fonte Silva Text, desenhada por Daniel Sabino do estúdio Blackletra.

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Memórias sentimentais de João Miramar, primeiro lançamento da reedição das obras de Oswald de Andrade, já está nas livrarias.

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Elisa von Randow é designer e ilustradora, trabalha com projetos editoriais e culturais. Entre 2001 e 2008 integrou a equipe da Máquina Estúdio, na qual produziu capas e livros premiados. Em 2009, inaugurou sua primeira exposição individual, Nada está em seu lugar, com desenhos, fotos, colagens e gravuras.

Marque na agenda

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Conferência com Marilena Chaui
Marilena Chaui participa da conferência “Os sentidos da paixão” na Biblioteca Nacional e no Sesc Vila Mariana e também lança nos eventos o livro A nervura do real II. Confira as datas:

  • Segunda-feira, 12 de setembro, às 18h30
    Local: Auditório Machado de Assis no Espaço Cultural Eliseu Visconti da Biblioteca Nacional — Av. Rio Branco, 219 — Rio de Janeiro, RJ
  • Quarta-feira, 14 de setembro, às 19h30
    Local: Sesc Vila Mariana — Rua Pelotas, 141 — São Paulo, SP

Lançamento de Soy loco por ti, América
Terça-feira, 13 de setembro, às 19h
Javier Arancibia Contreras autografa Soy loco por ti, América em São Paulo.
Local: Livraria da Vila — Rua Fradique Coutinho, 915 — São Paulo, SP

Lançamento das novas edições de João Cabral de Melo Neto
Terça-feira, 13 de setembro, às 19h
Inez Cabral participa do lançamento pela editora Alfaguara das obras Morte e vida severinaA literatura como turismo, de João Cabral de Melo Neto.
Local: Livraria Travessa do Shopping Leblon — Rua Visconde de Pirajá, 572 — Rio de Janeiro, RJ

Lançamento de Fora da curva
Terça-feira, 13 de setembro, às 19h30
Florian Bartunek e Pierre Moreau lançam pela Portfolio-Penguin o livro Fora da curva.
Local: Insper — Rua Quatá, 300 — São Paulo, SP

Fliaraxá — Festival Literário de Araxá
Começa na quarta-feira, dia 14 de setembro, mais uma edição do Fliaraxá, em Minas Gerais, que neste ano homenageia o escritor Milton Hatoum. Até o dia 18, diversos autores do Grupo Companhia das Letras participam do festival. Confira a programação:

  • Luiz Ruffato
    Quinta-feira, 15 de setembro, às 15h30
    Autor de De mim já nem se lembraLuiz Ruffato conversa com João Paulo Cuenca sobre cinema e literatura.
    Local: Auditório 1
  • Frei Betto
    Quinta-feira, 15 de setembro, às 18h
    Autor de Fidel e a religião, Frei Betto conversa com Vladimir Safatle na Fliaraxá.
    Local: Auditório 1
  • Sérgio Rodrigues
    Quinta-feira, 15 de setembro, às 20h
    Sérgio Rodrigues, que acaba de lançar o livro Viva a língua brasileira!, conversa com Laurentino Gomes na mesa “O amor na história e na literatura”.
    Local: Auditório 1
  • Isabela Noronha
    16, 17 e 18 de setembro, às 10h
    Autora de Resta um, Isabela Noronha conversa com leitores na oficina sobre escrita e criação literária.
    Local: Auditório 3
  • Luiz Ruffato
    Sábado, 17 de setembro, às 13h
    Luiz Ruffato ensina a leitores a criar um blog de literatura em oficina.
    Local: Auditório 3
  • Isabela Noronha
    Sábado, 17 de setembro
    Com Sérgio Abranches e Mansur Bassit, Isabela Noronha participa da mesa “Conversa com quem quer virar escritor”, com dicas para quem está começando a escrever.
    Local: Auditório 2
  • Milton Hatoum
    Sábado, 17 de setembro, às 19h
    Milton Hatoum, autor de Dois irmãos, participa da mesa do homenageado na Fliaraxá.
    Local: Auditório 1

Pauliceia Literária
Começa na quinta-feira, dia 15, mais uma Pauliceia Literária em São Paulo. Neste ano, o evento homenageia o escritor Luis Fernando Verissimo. Todas as mesas acontecem no Auditório da AASP (Rua Álvares Penteado, 151). Confira a programação com nossos autores:

  • Luis Fernando Verissimo
    Quinta-feira, 15 de setembro, às 11h
    Luis Fernando Verissimo participa da mesa de abertura da Pauliceia Literária, com apresentação de Humberto Werneck.
  • Ana Miranda
    Quinta-feira, 15 de setembro, às 15h
    Autora de Semíramis, Ana Miranda participa da mesa “Ficção histórica e história íntima” com Raimundo Carrero.
  • Bernardo Kucinski e Julián Fuks
    Quinta-feira, 15 de setembro, às 17h
    Bernardo Kucinski e Julián Fuks, autores de Os visitantes A resistência, respectivamente, participam da mesa “Anos de chumbo: ontem e hoje”.
  • Humberto Werneck
    Sexta-feira, 16 de setembro, às 15h
    Autor de O desatino da rapaziada, Humberto Werneck conversa sobre crônica com Fernando Bonassi.
  • Milena Busquets
    Sábado, 17 de setembro, às 15h
    Autora de Isso também vai passar, Milena Busquets participa da mesa “Luto, adultério e melancolia” com Ana Luisa Escorel.
  • Marcelo Rubens Paiva
    Sábado, 17 de setembro, às 17h
    Autor de Ainda estou aqui Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva é convidado da mesa “Ficção e confissão”, com Ana Cássia Rebelo.
  • José Luís Peixoto
    Sábado, 17 de setembro, às 19h
    Autor de Livro Galveiaso escritor português José Luís Peixoto conversa com os leitores na Pauliceia Literária.

Lançamento de Prazeres perigosos
Sexta-feira, 16 de setembro, às 19h
Maria Filomena Gregori conversa com Jean Wyllys no lançamento de Prazeres perigosos em São Paulo. A mediação da conversa será feita por Lilia Moritz Schwarcz.
Local: Livraria da Vila — Alameda Lorena, 1731 — São Paulo, SP

Juan Pablo Villalobos na Festa Literária de Maringá
Sexta-feira, 16 de setembro, às 19h30
Autor de Festa no covil e Te vendo um cachorro, Juan Pablo Villalobos participa da mesa “A influência dos espaços na produção literária” na 3ª Festa Literária de Maringá.
Local: Auditório Flim — Centro de Convivência Renato Celidônio — Av. XV de Novembro S/Nº — Maringá, PR

Frini Georgakopolous lança Sou fã! E agora?
Sábado, 17 de setembro, às 16h
Frini Georgakopolous autografa o manual de sobrevivência para fãs, o livro Sou fã! E agora?, lançamento da Editora Seguinte.
Local: Livraria da Travessa do Shopping Leblon — Rua Visconde de Pirajá, 572 — Rio de Janeiro, RJ

PC Siqueira no Pop Fun Petrópolis
Sábado, 17 de setembro, às 11h15
O youtuber PC Siqueira promove o livro PC Siqueira está morto, de Alexandre Matias, na Pop Fun Petrópolis. Ele conversa com seus fãs e autografa o livro lançado pela Suma de Letras.
Local: Teatro Santa Cecília — Rua Gen. Osório, 192 — Petrópolis, RJ

FLIM
De 16 a 18 de setembro acontece em São José dos Campos a Festa Literomusical, a FLIM. Confira a programação:

  • Joca Reiners Terron
    Sábado, 17 de setembro, às 14h
    Autor de A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves, Joca Reiners Terron participa da mesa “Cidade em trânsito” com Guilherme Tauil e Carol Rodrigues.
  • José Luís Peixoto
    Domingo, 18 de setembro, às 10h
    O escritor português participa da mesa “A cidade e os nomes”.

Semana trezentos e catorze

 

Companhia das Letras

Os fatos – A autobiografia de um romancista, de Philip Roth (tradução de Jorio Dauster)
Os fatos
é a incomum autobiografia de um romancista que remodelou a maneira como encaramos a ficção. Livro de irresistível candura e inventividade, é especialmente instrutivo em sua revelação sobre as conexões entre arte e vida. Philip Roth foca em cinco episódios de sua trajetória: a infância em Nova Jersey; a formação universitária; o envolvimento com a pessoa mais ríspida que conheceu; o embate com a comunidade judaica por conta de seu livro Adeus, Columbus; e a descoberta do lado adormecido de seu talento que o levou a escrever O complexo de Portnoy. Ao final, um ataque do próprio autor a suas habilidades como biógrafo encerra de forma surpreendente o novo livro de um dos principais escritores contemporâneos.

70 historinhas, de Carlos Drummond de Andrade
Lançado em 1978, 70 historinhas reúne a prosa já publicada por Drummond em outros livros. São crônicas e contos — ou “cronicontos” — em que a observação caminha junto com a fabulação, o humor roça cotovelos com o lirismo e a crítica aparece arejada pelo deboche. Treze das histórias deste livro têm crianças e adolescentes como personagens, sem que o autor se preste a infantilizá-las, pela paródia da linguagem ou pelo primarismo das ações. Pelo contrário, elas enfrentam, contestam e vencem, muitas vezes, os detentores da autoridade, com a inteligência e a argúcia a que recorrem para desafiar-lhes o poder. Mais um lance de gênio de um dos mais importantes autores brasileiros de todos os tempos.

Um amor feliz, Wislawa Szymborska (tradução de Regina Przybycien)
Quando, em 2011, a Companhia das Letras lançou Poemas, o primeiro volume com a lírica da poeta polonesa Wislawa Szymborska (Prêmio Nobel de literatura em 1996), começou uma verdadeira “febre Szymborska” no Brasil: ótimas vendas, esplêndidas resenhas e uma enorme repercussão garantiram um novo e amplo público para essa poesia que fala diretamente com o leitor. A obra de Szymborska equilibra-se entre o rigor e a observação dos fatos, sempre num tom levemente informal –- a despeito da cuidadosa construção dos versos. Falando de amores e da vida cotidiana, a escritora ergueu uma obra que toca os leitores e influencia novas gerações. Este segundo volume promete fazer tanto barulho quanto o primeiro.

Penguin-Companhia

Tratado da vida elegante – Ensaios sobre a moda e a mesa, de Honoré de Balzac (tradução de Rosa Freire D’Aguiar)
Antes de se dedicar ao projeto titânico de A Comedia Humana, monumento literário de noventa títulos e quase 2.500 personagens produzidos em pouco mais de vinte anos, Honoré de Balzac escreveu um sem-número de artigos em jornais e revistas, sobre política, filosofia, livros — e também boas maneiras, moda e culinária. Esta seleção de textos sobre a chamada “vida elegante” traz o olhar do escritor francês sobre temas como a moda, a cozinha, o uso de luvas e gravatas, além de observações sobre charutos e bebidas alcoólicas. Observações e prescrições — deliciosamente antiquadas e reveladoras da vida europeia do século XIX — a cargo de um dos maiores escritores de todos os tempos.

Objetiva

O princípio da caixa-preta, de Matthew Syed (tradução de Paulo Geiger)
Estudos de caso e entrevistas exclusivas mostram que a chave para o sucesso é uma atitude positiva em relação ao fracasso. Um dos fatores determinantes para o sucesso em qualquer área é o reconhecimento do fracasso. No entanto, a maioria das pessoas se relaciona negativamente com ele, e isso as impede de progredir e inovar, além de prejudicar suas carreiras e vidas pessoais. Raramente reconhecemos ou aprendemos com os erros — apesar de dizermos o contrário. Syed utiliza inúmeras fontes para explorar os padrões sutis do erro humano e nossas respostas defensivas a ele. O autor também compartilha histórias fascinantes de indivíduos e organizações que utilizam com sucesso o “princípio da caixa-preta”, como David Beckham, a equipe de Fórmula 1 da Mercedes e a empresa Dropbox.

A ilíada de Homero adaptada para jovens, de Frederico Loureço
Ao lado da Odisseia, a Ilíada de Homero constitui o berço da literatura ocidental. Apensar de ter sido criado por volta do século VII a.C., este poema épico que narra os eventos da célebre guerra entre gregos e troianos aborda temas atemporais, como o amor, a coragem, a traição. Nesta versão em prosa, pensada especialmente para os jovens, Frederico Lourenço, atentando para a fidelidade ao original, retoma as aventuras vividas por deuses e heróis.

Suma de letras

Minha melodia, de Camila Moreira
Você se apaixonou por Dereck em O amor não tem leis. Chegou a hora de conhecer sua história. Dereck chegou ao fundo do poço. Sem suportar a dor de perder um grande amor, ele se entrega ao sofrimento e mergulha no lado obscuro do rock; com sexo e drogas. Com a carreira em risco, o astro volta ao Brasil um ano depois do casamento de Maria Clara e Alexandre Ferraz, em uma última tentativa de retomar o sucesso e superar o passado. Ao chegar, Dereck reencontra a mulher que nunca esqueceu. A mulher que conheceu no momento mais difícil de sua vida e que conseguiu acalmar seu coração com um sorriso. “Reconheci em sua voz o mesmo sofrimento que o meu, mas também vi em seu olhar a vontade de seguir em frente.”. E não demora para que Dereck perceba que apenas ela poderá tirá-lo do abismo em que se encontra.

O problema dos três corpos, de Cixin Liu (tradução de Leonardo Alves)
Até onde você iria para entrar em contato com seres extraterrestres? China, final dos anos 1960. Enquanto o país inteiro está sendo devastado pela violência da Revolução Cultural, um pequeno grupo de astrofísicos, militares e engenheiros começa um projeto ultrassecreto envolvendo ondas sonoras e seres extraterrestres. Uma decisão tomada por um desses cientistas mudará para sempre o destino da humanidade e, cinquenta anos depois, uma civilização alienígena a beira do colapso planeja uma invasão. O problema dos três corpos é uma crônica da marcha humana em direção aos confins do universo. Uma clássica história de ficção científica, no melhor estilo de Arthur C. Clarke. Um jogo envolvente em que a humanidade tem tudo a perder.

Reimpressões

Fora de mim, de Martha Medeiros
Minha querida Sputnik, de Haruki Murakami
Freud 10 – O caso Schreber e outros textos (1911-1913), de Sigmund Freud
Introdução à história da filosofia – Vol. I, de Marilena Chaui
Um copo de cólera, de Raduan Nassar
O que é isso, companheiro, de Fernando Gabeira
O poder do hábito, de Charles Duhigg
Rápido e devagar, de Daniel Kahneman
Sete breves lições de física, de Carlo Rovelli
Notas sobre Gaza, de Joe Sacco
A herdeira, de Kiera Cass
A maldição da pedra, de Cornelia Funke e Lionel Wigram
A seleção, de Kiera Cass
Coração de tinta, de Cornelia Funke
Mentirosos, de E. Lockhart
Morte de tinta, de Cornelia Funke