blandina franco

Semana trezentos e doze

Companhia das Letras

Uma história natural da curiosidade, de Alberto Manguel (tradução de Paulo Geiger)
Em Uma história natural da curiosidade, Alberto Manguel mapeia os textos e autores que o inspiraram ao longo de sua vida como leitor. Não se trata, porém, de um leitor qualquer. Manguel vivia rodeado por 30 mil livros em sua casa na França e atualmente dirige a Biblioteca Nacional da Argentina, cargo antes ocupado por Jorge Luis Borges. O livro se estrutura em torno de dezessete questões de respostas nada óbvias. “O que é língua? ” e “Quem sou eu?” são temas que estão na origem das histórias que o autor mobiliza neste livro. Manguel seleciona uma galeria de curiosos notáveis, como Tomás de Aquino, David Hume, Lewis Carroll, Sócrates e, sobretudo, Dante, para nos guiar em meio a tais questões.

O inferno dos outros, de David Grossman (tradução de Paulo Geiger)
Em cima de um palco decadente de uma pequena cidade israelense, Dovale apresenta um show de stand up para alguns gatos pingados e um amigo de infância, seu convidado especial da noite. Enquanto faz piadas mais ou menos sagazes, no limite do politicamente correto e do bom gosto, passeando por temas tão amplos quanto o conflito Israel-Palestina e os palavrões proferidos por um papagaio, o comediante provoca o riso da plateia, mas também o desconforto. A tensão aumenta conforme Dovale expõe seus dramas pessoais mais profundos, e o humor se esvai dando lugar a uma melancolia comum a todos nós. Um romance corajoso e atual, breve mas avassalador, de um dos maiores ficcionistas contemporâneos.

Suma de Letras

A colônia, de Ezekiel Boone (tradução de Leonardo Alves)
Uma história aterrorizante sobre uma espécie adormecida há mil anos, que agora voltou para reconquistar o planeta. Nas profundezas de uma floresta no Peru, uma massa negra devora um turista americano. Em Mineápolis, nos Estados Unidos, um agente do FBI descobre algo terrível ao investigar a queda de um avião. Na Índia, estranhos padrões sísmicos assustam pesquisadores em um laboratório. Na China, o governo deixa uma bomba nuclear cair “acidentalmente” no próprio território. Enquanto todo tipo de incidente bizarro assola o planeta, um pacote misterioso chega em um laboratório em Washington… E algo está tentando escapar dele. O mundo está à beira de um desastre apocalíptico. Uma espécie ancestral, há muito adormecida, finalmente despertou. E a humanidade pode estar com os dias contados.

Paralela

Tá gravando. E agora?, de Kéfera Buchmann
Ela está de volta. Depois de vender 400 mil exemplares do seu primeiro livro, Muito mais que 5inco minutos, Kéfera Buchmann publica Tá gravando. E agora?, novamente pela Editora Paralela. Nele a youtuber mais conhecida do Brasil conta como seu canal, 5incominutos, atualmente com mais de oito milhões de assinantes, surgiu, revelando detalhes até então inéditos. Kéfera relembra como foi gravar o primeiro vídeo, as inseguranças que surgiram e como ela conseguiu superar os obstáculos para, aos poucos, ir conquistando milhões de fãs. Ela ainda tenta responder a pergunta que mais ouve dos seus seguidores: “Como eu faço para fazer o meu canal de Youtube dar certo?”. Não, não existe uma fórmula mágica, mas Kéfera dá várias dicas úteis que podem ajudar os aprendizes de youtuber. Muitas das dicas servem não só para quem quer brilhar na internet. Kéfera fala de como melhorar sua criatividade de maneira geral na vida, sugerindo até exercícios para isso. De bônus, Tá gravando. E agora? traz depoimentos emocionantes de kélovers (como os fãs dela são conhecidos), que contam como Kéfera influenciou suas vidas.

Bridget Jones: No limite da razão, de Helen Fielding (tradução de Alda Porto)
Se em O diário de Bridget Jones os leitores já se apaixonaram pela personagem despojada e carismática, no segundo volume, Bridget Jones: No limite da razão, conheceremos seu lado ainda mais inusitado. Seja em uma prisão tailandesa ou em jantares desconfortáveis, nada é tão ruim que não possa piorar. Mas é imprescindível manter o bom humor e contar sempre com os amigos.

Seguinte

Capitolina vol.2 — O mundo é das garotas
Depois de mostrar o poder das garotas, a Capitolina vem provar que, juntas, podemos transformar o mundo. As 46 colaboradoras que participaram dessa edição usaram as mais diversas formas de expressão para produzir um conteúdo inclusivo e livre de preconceitos, voltado especificamente para garotas adolescentes. Além dos melhores artigos publicados no segundo ano da revista on-line, em Capitolina: o mundo é das garotas você encontrará temas inéditos, como ciências, esportes e saúde. Outra surpresa são os formatos diferentes: tem entrevista, bate-papo, história em quadrinhos, manifesto, conto, ensaio fotográfico… Tudo ilustrado por artistas supertalentosas.

Companhia das Letrinhas

O pum e o piriri do vizinho, de Blandina Franco e José Carlos Lollo
Todo mundo já conhece o Pum de outras aventuras e sabe que, quando ele quer sair, é quase impossível segurá-lo. Agora ele tem novos amigos: a Couve-Flor e o Piriri do vizinho, e os três vão passar um fim de semana inteiro juntos. Dá pra imaginar a bagunça que essa turma vai fazer – e o quão divertido vai ser acompanhá-la!
Você conhece a Píppi meialonga?, de Astrid Lindgren (ilustrações de Ingrid Nyman)
Quando Píppi Meialonga chega na Vila Vilekula, os irmãos Tom e Aninha ficam bastante felizes, pois queriam muito uma nova amiga. E eles têm uma grande surpresa ao descobrir que Píppi é uma menina diferente de qualquer outra: ela é tão forte que consegue carregar um cavalo sozinha e tão habilidosa que, ao mesmo tempo que faz tranças no cabelo, amarra os sapatos — e, quando vai ao circo, ainda se equilibra em um arame na frente de todos! É claro que, com tanto talento, os três vão viver as mais divertidas aventuras.

Reimpressões

A festa da insignificância, de Milan Kundera

A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch

A nervura do real, de Marilena Chaui

Cem dias entre céu e mar, de Amyr Klink

Deus, um delírio, de Richard Dawkins

Poética, de Ana Cristina Cesar

Seminário dos ratos, de Lygia Fagundes Telles

Sobre o Estado, de Pierre Bourdieu

De todos os cantos do mundo, de Magda Pucci

Divinas Desventuras, de Heloisa Prieto

Lá vem história outra vez, de Heloisa Prieto

Inferno no colégio interno, de Lemony Snicket

Mau começo, de Lemony Snicket

O elevador Ersatz, de Lemony Snicket

Achados e perdidos, de Stephen King

O apanhador de sonhos, de Stephen King

Conheça nossos autores confirmados na Flip 2016

De 29 de junho a 3 de julho acontece a 14ª Festa Literária Internacional de Paraty. Em 2016, o tradicional evento literário de Paraty, no Rio de Janeiro, homenageia a poeta Ana Cristina Cesar, que teve toda a sua obra publicada pela Companhia das Letras em PoéticaNeste ano, onze autores do Grupo Companhia das Letras estão confirmados na programação principal da Flip, e mais cinco autores na Flipinha. Conheça!

Svetlana Aleksiévitch

Escritora Svetlana Alexijevich

O primeiro nome confirmado em 2016 foi o da Nobel de Literatura Svetlana Aleksiévitch. O primeiro livro da jornalista bielorussa publicado no Brasil é Vozes de Tchernóbil, que chegou às livrarias na última semana. No livro, Svetlana reúne relatos de viúvas, trabalhadores, soldados, bombeiros, médicos e cientistas que vivenciaram e sobreviveram ao desastre de Tchernóbil. O livro não só mostra a destruição que o acidente nuclear causou, mas apresenta também as consequências desse desastre na vida daquelas pessoas comuns. Em junho, lançaremos também A guerra não tem rosto de mulher, a história de soldadas soviéticas que lutaram durante a Segunda Guerra.

Svetlana participa da Flip no sábado, dia 2 de julho, às 17h15.

Misha Glenny

MishaGlenny - © Ivan Gouveia

Misha Glenny é um renomado jornalista e historiador britânico, trabalhou como correspondente do diário inglês The Guardian e da emissora BBC na Europa Central. Cobriu o colapso do comunismo nos países que pertenciam ao Pacto de Varsóvia e as guerras que despedaçaram a ex-Iugoslávia. Em junho, lança no Brasil o livro O dono do morro, que conta a história de Antônio Francisco Bonfim Lopes, um jovem pai trabalhador, que se transformou em Nem, o líder do tráfico de drogas na Rocinha. A partir de uma série de entrevistas na prisão de segurança máxima onde o criminoso cumpre sentença, Misha Glenny narra a ascensão e a queda do traficante, assim como a tragédia de uma cidade. Misha Glenny também publicou pela Companhia das Letras os livros McMáfia, sobre o crime organizado na globalização, e Mercado sombrioem que fala dos crimes na internet.

Misha Glenny divide a mesa “Os olhos da rua” com o jornalista Caco Barcellos na quinta-feira, dia 30 de junho, às 15h.

Karl Ove Knausgård

Karl Ove Knausgard 2012_Maria Teresa Slanzi

Karl Ove Knausgård nasceu em Oslo em 1968 e é considerado o mais importante escritor norueguês de sua geração. Conquistou leitores do mundo todo com a série Minha luta, livros híbridos entre a ficção e a memória, em que o autor explora, com pleno domínio da atividade narrativa, as possibilidades da ficção contemporânea. No Brasil, os três primeiros títulos da série já foram lançados — A morte do pai, Um outro amor A ilha da infância. Em junho chega às livrarias Uma temporada no escuro, quarto livro da série que será centrado na juventude do escritor.
O encontro com Knausgård acontece na sexta-feira, 1º de julho, às 17h15.

Marcílio França Castro

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De Belo Horizonte, Marcílio França Castro é mestre em teoria literária pela UFMG, publicou A casa dos outros e Breve cartografia de lugares sem nenhum interesse, pelo qual recebeu o Prêmio Literário Biblioteca Nacional. Pela Companhia das Letras, publica em maio Histórias naturais, livro que exibe um fantástico domínio técnico, um olhar original sobre as relações humanas e um ponto de vista singular para tratar a matéria imaginativa em contos sobre as estranhezas que compõem a vida cotidiana.

Marcílio França Castro divide a mesa “Histórias naturais” com Álvaro Enrigue na quinta-feira, 30 de junho, às 17h15.

Bill Clegg

Bill Clegg © Brigitte Lacombe

Bill Clegg é agente literário em Nova York. Sua estreia como autor foi com Retrato de um viciado quando jovem, livro em que narra sua experiência como usuário de crack. O livro recebeu elogios de diversos críticos e de escritores como Michael Cunningham e Irvine Welsh, e ganhou uma sequência em Noventa dias, que aborda sua reabilitação. Em maio, lança no Brasil Você já teve uma família?, seu primeiro romance, com personagens que procuram conforto nos lugares mais improváveis para superar suas tragédias pessoais.

Bill Clegg participa da mesa “Na pior em Nova York e Edimburgo” com Irvine Welsh na quinta-feira, 30 de junho, às 21h30.

Tati Bernardi

Retrato Tati Bernardi para Companhia das Letras, Janeiro de 2016.

Tati Bernardi já conquistou uma legião de leitores com a sua coluna na Folha de S. Paulo. Além da sua coluna, também é autora da Rede Globo e roteirista de cinema. Em fevereiro deste ano, lançou Depois a louca sou eu, um relato bem-humorado e escrachado que relembra suas histórias de pânico e ansiedade. As primeiras crises de pânico, a mania de fazer listas, o medo de viajar de avião, os remédios tarja-preta estão neste livro, onde tudo aparece sob o filtro de uma cabeça fervilhante de pensamentos, mãos trêmulas, falta de ar, taquicardia e, sobretudo, humor.

Tati Bernardi divide a mesa “Mixórdia de temáticas” com Ricardo Araújo Pereira no domingo, 3 de julho, às 12h.

Armando Freitas Filho

Armando Freitas Filho -® Bel Pedrosa

O poeta Armando Freitas Filho nasceu no Rio de Janeiro em 1940. Foi pesquisador na Fundação Casa de Rui Barbosa, secretário da Câmara de Artes no Conselho Federal de Cultura, assessor do Instituto Nacional do Livro no Rio de Janeiro, pesquisador na Fundação Biblioteca Nacional, assessor no gabinete da presidência da Funarte. É autor de Palavra, Dual, À mão livre, 3×4 (Prêmio Jabuti de Poesia, 1986), De cor, Números anônimos, Fio terra (Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional, 2000), entre outros livros. Reuniu sua obra poética em Máquina de escrever (2003). Pela Companhia das Letras, publicou os livros Dever, Lar, Raro mar. Em junho, lança Rol. 

Armando Freitas Filho participa da mesa de abertura da Flip na quarta-feira, dia 29 de junho, com Walter Carvalho.

Valeria Luiselli

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Valeria Luiselli nasceu na Cidade do México, em 1983. É colaboradora da revista Letras Libres e seus textos já foram publicados nos jornais The New York Times e Reforma. Ela vive atualmente entre o México e Nova York, onde faz um doutorado na Universidade Columbia. No Brasil, publicou pela Alfaguara Rostos na multidão, um romance multifacetado e emocionante sobre uma jovem mãe de duas crianças pequenas que tenta escrever um romance sobre sua juventude em Nova York e a obsessão que tem por um excêntrico e obscuro poeta mexicano. Em junho, a Alfaguara lança seu novo romance, A história dos meus dentes.

Valeria Luiselli participa da mesa “A história da minha morte” com J. P. Cuenca, na sexta-feira, 1º de julho, às 12h.

Álvaro Enrigue

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Álvaro Enrigue nasceu em Guadalajara, México, em 1969. Tem sido considerado um dos mais imaginativos e poderosos ficcionistas da literatura de língua espanhola. Publicou contos e romances, mas foi a partir de Morte súbita que se tornou um autor mundialmente reconhecido. O romance chega às livrarias brasileiras em maio, uma narrativa alucinante e vertiginosa que começa em uma partida de tênis e se transforma numa história alternativa da humanidade.

Álvaro Enrigue divide a mesa “Histórias naturais” com Marcílio França Castro na quinta-feira, 30 de junho, às 17h15.

Vilma Arêas

Vilma Areas©Lucila Wroblewski

Fluminense, Vilma Arêas estreou na ficção com Partidas (contos, Francisco Alves, 1976). Aos trancos e relâmpagos (literatura infantil, Scipione, 1988) e A terceira perna (contos, Brasiliense, 1992) mereceram o prêmio Jabuti. Em 2002, Trouxa frouxa (contos) recebeu o prêmio Alejandro José Cabassa (44o. aniversário da União Brasileira de Escritores), e em 2005 Clarice Lispector com a ponta dos dedos (ensaio) recebeu o prêmio APCA categoria literatura. Professora titular de literatura brasileira na Unicamp, Vilma Arêas ainda publicou pela Companhia das Letras o livro Vento sul.

Vilma Arêas participa da mesa de encerramento “Luvas de pelica” com Sérgio Alcides no domingo, 3 de julho, às 14h.

Patrícia Campos Mello

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Patrícia Campos Mello, jornalista paulistana, atualmente é repórter especial e colunista da Folha de S. Paulo. Cobrindo economia, relações internacionais e direitos humanos há 15 anos, já esteve em quase 50 países fazendo reportagens. É autora de Índia: da miséria à potência (Planeta, 2008) e prepara Lua de mel em Kobani, com publicação prevista pela Companhia das Letras, em que narra a história da guerra contra o estado islâmico na Síria através do olhar de um casal de refugiados.

Participa da mesa “Siria mon amour” no domingo, dia 3 de julho, às 10h com Abud Said.

Flipinha

Ernani Ssó

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Ernani Ssó é autor de livros infantis como Castelos e fantasmasCom mil diabos! Contos de gigantesTambém é tradutor da edição da Penguin-Companhia de Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Na Flipinha, o autor participa do “Mesão: desafios literários”, às 9h do dia 30 de junho, com Lázaro Ramos, Angela-Lago e a dupla Palavra Cantada. Já no sábado, dia 2 de julho, ele participa da mesa “Histórias de arrepiar!”, com Alexandre de Castro Gomes, às 10h30.

Angela-Lago

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Nasceu em Belo Horizonte, em 1945. Viveu na Venezuela e na Escócia. Há vinte anos escreve e ilustra livros para crianças, como os livros O caixão rastejante e outras assombrações de família, Muito capeta Sete histórias para sacudir o esqueletoNa quinta-feira, dia 30 de junho, participa do “Mesão: desafios literários”, às 9h, e da mesa “Caderno de segredos” com Lázaro Ramos, às 10h30.

Patricia Auerbach

Nasceu em São Paulo, em 1978. Se formou em arquitetura e trabalhou como diretora de arte, artista plástica e professora de história da arte. Desde pequena sempre adorou desenhar, escrever e inventar histórias. Hoje é autora e ilustradora de livros infantis, professora e mãe, e lançou pela Companhia das Letrinhas o livro Histórias de antigamentePatricia participa da mesa “Diálogos texto e imagem” no dia 1º de julho, às 10h30, com Aline Abreu.

Blandina Franco e José Carlos Lollo

Blandina Franco e José Carlos Lollo são a dupla responsável pelas historinhas do cãozinho Pum, como Soltei o Pum na escola! e Quem soltou o Pum?Em 2016 lançaram ErnestoBlandina e Lollo participam da mesa “Histórias parceiras” no dia 3 de julho, às 10h30, com Laura Castilhos.

Semana duzentos e oitenta e sete

Memórias de um casamento, Louis Begley (Tradução de Rubens Figueiredo)
Memórias de um casamento é um mergulho profundo nos meandros de uma classe e seus privilégios, numa trama que se desenrola entre Paris e Nova York, Long Island e Newport. Vivendo o luto da perda da esposa e da filha, o octogenário Philip reencontra uma mulher deslumbrante de seu passado: Lucy de Bourgh, a herdeira que foi uma jovem apaixonante e conquistou muitos homens, incluído o próprio Philip. Porém, à medida que ela revela os detalhes sórdidos de seu casamento falido com Thomas Snow, um homem de origem simples que ascendeu na vida, Philip irá descobrir verdades que o levarão a rever suas concepções sobre as pessoas que conheceu, admirou e desejou.

Objetiva

Cinco voltaram, Mark Harris ( Tradução de Leonardo Marques)
Antes da Segunda Guerra Mundial a relação entre Hollywood e Washington era tensa. Porém, quando o conflito eclodiu, o esforço de propaganda mostrou-se absolutamente vital. Numa manobra sem precedentes, Franklin D. Roosevelt e os militares buscaram ajuda em Hollywood, e despacharam para o front os aclamados diretores John Ford, William Wyler, John Huston, Frank Capra e George Stevens. Após quatro anos filmando e arriscando suas vidas, os cinco produziram uma obra essencial para a visão que os americanos tinham — e ainda têm — da guerra. Resultado de cinco anos de pesquisa, Cinco voltaram é uma realização épica, que revela o verdadeiro papel de Hollywood na guerra.

Companhia das Letrinhas

Ernesto, Blandina Franco e José Carlos Lollo
Dizem que este livro é esquisito, que ele tem a capa feia e que é melhor você não ler. Dizem que essa história é mentirosa, e que seu protagonista não é grande coisa. Eu não li ainda, mas todo mundo está falando coisas deste livro, então não vou ler e acho melhor você ficar longe dele também. O que você acha? Às vezes as pessoas dizem coisas sobre as outras sem nem saber direito o que estão dizendo. É o que acontece na vida do Ernesto: ninguém gosta dele, só porque ele não é igual a todo mundo. Nesta história você vai ver o que faz dele tão diferente e pensar: será que ele merece mesmo toda essa solidão?

Suma de letras

Marcados para sempre, Helena Hunting (Tradução de Thalita Uba)
Depois de perder Tenley, o tatuador Hayden Stryker volta a ser atormentado por seu passado traumático, e suas noites são tumultuadas por pesadelos sobre a morte dos pais. A única maneira que encontra para ficar em paz é indo atrás da mulher que ama. Tenley acha que não merece uma segunda chance, mas precisa deixar de lado toda a culpa que sente, se quiser um futuro com Hayden. Apesar da intensa atração física, os dois têm que lutar para esquecer o passado e reconstruir sua relação, ainda tão frágil. Nesta continuação de À flor da pele, Hayden e Tenley precisam ultrapassar enormes barreiras emocionais e encontrar na vida o mesmo tipo de sintonia perfeita que têm na cama. Marcados para sempre é a emocionante história de dois jovens desesperados para dar e receber amor, mas com medo das marcas que esse tipo de sentimento pode deixar.

Semana duzento e quarenta e seis

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Despertar, de Sam Harris (tradução de Laura Teixeira Motta)
Além de filósofo da moral e célebre ateísta, Sam Harris é um praticante entusiasmado de meditação, tendo viajado o mundo para estudar com diversos gurus. Neste livro, ele concilia os dois aspectos de sua vida e comprova como a meditação e a prática contemplativa não têm como pré-requisito qualquer tipo de crença “mística” ou “espiritual”; pelo contrário, para ele a meditação provaria que esses conceitos não existem. Harris se vale de seu próprio envolvimento com a prática e de aspectos da neurociência e da filosofia para provar seu argumento.

Mundo escrito e mundo não escrito, de Italo Calvino (tradução de Maurício Santana Dias)
Ler, escrever, traduzir; a vanguarda e a tradição; a forma do romance — eis os temas de Mundo escrito e mundo não escrito, coletânea de textos em que Italo Calvino, um dos maiores autores do século XX, investiga o significado da experiência literária. Nos ensaios produzidos ao longo de sua vida, o que se nota é uma atenção constante para a fronteira entre o universo escrito e o não escrito, para o limite entre o real e o que é possível expressar por meio da linguagem.

Seguinte

A aliança – Crônicas de Salicanda Vol.3, de Pauline Alphen (tradução de Dorothée de Bruchard)
Depois de passar um tempo na ilha, Claris volta para esse mundo quase irreconhecível e caminha sozinha em direção ao Nomadstério, para cumprir o que acredita ser seu destino: tornar-se uma Nômade da Escrita. Jad, por sua vez, é guiado por Gabriel e continua suas explorações no limbo. Em Salicanda, os moradores se reúnem: Ugh, que se torna herói sem querer; Blaise, que chega acompanhado do enigmático Povo das Árvores; e Maya, que está na cidade junto com Ellel e Falcão Branco. Juntos, eles farão tudo para compreender os diversos mistérios daquele lugar.

Paralela

Acesso aos bastidores, de Olivia Cunning (tradução de Juliana Romeiro)
Myrna é professora de psicologia e uma fã ardorosa da pela banda Sinners. Especialmente por Brian Sinclair, o guitarrista e compositor que, além de talentoso, é deliciosamente lindo. Ela se surpreende ao encontrar a banda no mesmo hotel em que está hospedada para participar de uma conferência de psicologia. Mais surpreendente ainda é despertar o desejo de Brian após alguns drinques juntos. Ela sabe que essa vida de astro de rock tem um preço e estaria feliz deixando essa paixão para trás. Mas será que Brian e Myrna conseguirão ficar separados?

Companhia das Letrinhas

Isso é meu!, de Blandina Franco (ilustrações de José Carlos Lollo)
Dividir as coisas nem sempre é fácil, especialmente para as crianças pequenas. Essa é a dificuldade enfrentada pela menina desta história, que deixa bem claro para o leitor: o boneco é dela e de mais ninguém! Afinal, ela merece mais que as outras pessoas… Mas será mesmo? Neste diálogo muito bem arquitetado entre personagem e leitor, o que fica evidente no final é que ser egoísta não leva a nada.

Meu vizinho é chato pra cachorro, de Maria Amália Camargo (ilustrações de Silvana Rando)
Quem nunca ficou irritado com o vizinho? Seja pelo barulho, a sujeira na calçada, algum comentário inadequado, mais cedo ou mais tarde surge algum desentendimento. O fato é que não é fácil conviver com outras pessoas — cada uma em um ritmo, com suas manias e aqueles dias de mau humor. Para o vizinho desta história, a vida é um verdadeiro pesadelo. Mas por culpa dele, que implica com tudo o que se possa imaginar. Ainda bem que, ali no fundo do peito, todo mundo tem um coração pronto para entrar em ação — e acabar com as brigas, deixando todos por perto mais felizes…

13 livros infantis que podem agradar os adultos também

Hoje, dia 2 de abril, é o Dia Internacional do Livro Infantil. Não há literatura mais importante para encantar desde cedo as crianças e trazê-las para o mundo da leitura. Mas só porque o livro é voltado para o público infantil não quer dizer que nós, adultos, não podemos lê-lo. Pensando nisso, organizamos uma lista com livros que vão divertir tanto as crianças como os seus pais, irmãos mais velhos, tios e até avós. Confira!

1) A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado (Ilustrações de Mariana Massarani)

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A princesa que escolhia conta a história de uma princesa muito bem comportada, que vivia em um lindo castelo. Mas certo dia, ao dizer “não” para seu pai, o rei, ela sofre as consequências por conta de sua insolência. Ele, que sempre se considerou um grande mandachuva, fica inconformado com a atitude da filha e resolve deixá-la de castigo na torre do palácio por discordar de sua opinião. Mas a princesa não se abala, e enquanto está de castigo lê livros e faz amizades pela internet, aprendendo muitas coisas e ajudando a cidade. Nesta divertida fábula contemporânea, as peripécias da princesa de Ana Maria Machado comovem e fazem refletir sobre a importância de adquirir conhecimento e poder fazer as próprias escolhas.

2) O príncipe que bocejava, de Ana Maria Machado (Ilustrações de Taline Schubach)

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O príncipe dessa história se preparou toda a vida para ser rei. Ele se tornou um jovem bem educado, com boas maneiras, inteligente e bonito, e a família decide que é hora de encontrar uma noiva para o príncipe. Porém, assim que começa a conversar com a primeira das moças, algo muito desagradável acontece: um belo e grande bocejo sai de sua boca. E toda vez que ele se aproxima de uma princesa, um sono enorme o domina. Entediado pela insistência da família em arranjar uma esposa, o príncipe resolve dar um basta na situação e fazer as coisas do seu jeito. Decide viajar mundo afora e conhecer novas pessoas. Afinal, do que adiantaria tudo o que ele aprendeu se ele não pusesse em prática?

3) A gente é monstro!, de Alan Snow

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“A gente é monstro!” é o primeiro livro da série As Crônicas de Ponterrato, e foi adaptado para o cinema na animação Os Boxtrolls. Tem alguma coisa estranha acontecendo embaixo das ruas de Ponterrato. As tampas de bueiro foram lacradas, impedindo Arthur de voltar para casa. As mais diversas espécies de subterráqueos também estão em apuros, pois parece que os caixatrolls, grupo que deveria cuidar dos encanamentos, estão deixando a água inundar a rede de túneis da Subterra. Tudo isso por causa de um tal de Ladravão, que está armando um tremendo golpe para alcançar o poder. Cabe a Arthur a tarefa de salvar a pátria. Com a ajuda de Vainumar Mordisco (Conselheiro Real aposentado), de um bando de caixatrolls, alguns cabeças-de-repolho, da tripulação do navio-lavanderia-pirata, e de Marjorie, a inventora frustrada, o garoto vai ter de enfrentar poucas e boas para se livrar do enrosco armado por Ladravão e sua trupe truculenta.

4) Joões e Marias, de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta (Ilustrações de Laurent Cardon)

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A história de João e Maria é uma só. Mas em Joões e Marias são quatro. Ou 1.024, dependendo dos caminhos que você escolher. Ler este livro é mais ou menos como fazer um bolo. E ele pode ser de chocolate, banana, sorvete ou… brócolis. Toda criança já sonhou com a famosa casa de doces e guloseimas do clássico conto infantil de João e Maria. Mas e se ela fosse feita de legumes? Ou de frutas? Ou, quem sabe, de picolés? Neste livro, você encontrará muitos outros modos de contar essa história. Há versões para todos os gostos, e cada uma tem um sabor especial.

5) O piloto e o Pequeno Príncipe, de Peter Sís

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Mundialmente conhecido como o autor de O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry foi piloto de profissão. Ele nasceu na França, em 1900, justamente na época em que foram inventados os aviões, e foi uma das primeiras pessoas no mundo a entregar correspondências via aérea. Nesta biografia escrita e ilustrada por Peter Sís, você vai descobrir como Antoine ajudou a criar novas rotas para lugares distantes, os acidentes que sofreu e as suas reflexões enquanto estava nos céus – que depois o inspiraram a escrever sobre suas experiências -, além de muitas outras histórias dessa figura tão apaixonante.

6) Contos de Grimm para todas as idades, de Philip Pullman

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Se tem um livro que precisava estar nesta lista é o Contos de Grimm para todas as idades. Nele, Philip Pullman recria seus contos de fadas favoritos, adicionando detalhes e fazendo versões muito mais divertidas. Ao longo dos 53 contos reunidos na coletânea, belos príncipes e princesas, velhas feiticeiras, madrastas cruéis e animais falantes transitam entre o estranho e o absurdo. Estão presentes clássicos como Branca de Neve, Cinderela, João e Maria e Chapeuzinho Vermelho, e histórias menos conhecidas, mas não menos surpreendentes, como O junípero, Rumpelstiltskin e Hans Meu Ouriço.

7) Menino Drummond, de Carlos Drummond de Andrade (Ilustrações de Angela-Lago)

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A infância, assim como a memória, o amor e a família, sempre fez parte dos versos de Carlos Drummond de Andrade. Sensíveis, engraçados e irônicos, os poemas reunidos neste livro – ilustrados por Angela-Lago – mostram as diferentes faces do grande autor mineiro. São versos em que Drummond relembra seus tempos de menino, fala do cotidiano, sai em busca do amor e procura entender o vasto mundo à sua volta. Tudo com a sensibilidade e o encantamento de uma voz que há diversas gerações cativa leitores de todas as idades.

8) Branca de Neve e as sete versões, de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta (Ilustrações de Bruna Assis Brasil)

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E se Branca de Neve se ela casasse com o caçador? Ou se o espelho mágico mentisse para a Madrasta? Clássicos não deixam de ser clássicos, mesmo quando ganham um final diferente. Em Branca de Neve e as Sete Versões, José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta resolveram modificar o rumo da história, e o leitor irá se deparar com sete diferentes desfechos para a heroína de pele alva.

9) Bárbarode Renato Moriconi

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Era uma vez um bravo guerreiro que montou em seu lindo cavalo e saiu em uma perigosíssima jornada. Ele lutou contra serpentes e gigantes de um olho só, sobreviveu a flechadas, enfrentou leões monstruosos e plantas carnívoras, até que… Ué, ele de repente parou no meio do caminho e começou a chorar! Para saber o motivo da tristeza repentina do nobre cavaleiro, você terá de chegar ao final desta história criativa e divertida contada apenas com ilustrações.

10) Quem soltou o pum?de Blandina Franco (Ilustrações de José Carlos Lollo)

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A história é simples, mas a sacada é das boas: imagine um cachorrinho de estimação que se chama Pum! Daí dá para tirar diversos trocadilhos, criando frases e situações realmente hilárias. É um tal de não conseguir segurar o Pum, que é barulhento e atrapalha os adultos, que dizem que o Pum molhado, em dia de chuva, fica mais fedido ainda, o que faz o menino passar muita vergonha. Pobre Pum. E pobre dono do Pum!

11) O único e verdadeiro Rei do Bosque, de Iban Barrenetxea

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Em um lindo bosque de bétulas, os irmãos Jaska, Kaspar e Másia vivem tranquilamente em uma minúscula casa de madeira. Na primeira manhã de inverno, porém, uma série de acontecimentos mudará completamente suas vidas. Isso porque Másia quer porque quer um cachecol de pele de lobo – e ninguém melhor que seus irmãos para caçar no bosque. Jaska, alto e tonto, e Kaspar, baixinho e medroso, acabarão cruzando com um lobo bem diferente, conhecerão um tal de rei Primus I e sua guarda real e assistirão à chegada da primeira neve depois de uma festa pra lá de animada. Mas tudo só vai realmente se transformar quando eles descobrirem quem é o verdadeiro – e único – rei do bosque.

12) Píppi Meialongade Astrid Lindgren (Ilustrações de Michael Chesworth)

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Astrid Lindgren escreveu Píppi Meialonga em 1945, como presente para os dez anos de sua filha. Píppi é uma menina de nove anos incrivelmente forte. Não tem pai nem mãe e mora sozinha, mas feliz da vida. Seus companheiros são um cavalo e um macaquinho. Ela mesma faz suas roupas – bem esquisitas – e sua comida – biscoitos, panquecas e sanduíches. Píppi tem sempre uma resposta na ponta da língua e demonstra grande confiança em si mesma. Nada convencional, causa espanto e confusão por onde passa, seja na escola, no circo ou na casa de seus vizinhos. É, enfim, uma menina que realiza sonhos de liberdade e aventura.

13) 1 drible, 2 dribles, 3 dribles – Manual do pequeno craque cidadão, de Marcelo Rubens Paiva (Ilustrações de Jimmy Leroy)

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Joca era o maior craque da sua cidade, o rei da pelada na praia, o grande armador do time. Mas, quando seu pai é promovido e tem de mudar de cidade com a família, o menino perde seu posto. Para reconquistar a fama, ele vai passar por muitos desafios. E se os leitores, como o Joca, acham que já sabem tudo de futebol, que arrasam nos números e nas curiosidades sobre o esporte, vão precisar dar uma olhada na segunda parte do livro. Será que eles sabem como nasceu o futebol, como ele chegou ao Brasil, quais as principais jogadas, dribles e chutes, as gírias mais comuns, a ética do torcedor e do jogador, e a história de todas as Copas do Mundo?

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