blandina franco

Semana duzento e quarenta e seis

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Despertar, de Sam Harris (tradução de Laura Teixeira Motta)
Além de filósofo da moral e célebre ateísta, Sam Harris é um praticante entusiasmado de meditação, tendo viajado o mundo para estudar com diversos gurus. Neste livro, ele concilia os dois aspectos de sua vida e comprova como a meditação e a prática contemplativa não têm como pré-requisito qualquer tipo de crença “mística” ou “espiritual”; pelo contrário, para ele a meditação provaria que esses conceitos não existem. Harris se vale de seu próprio envolvimento com a prática e de aspectos da neurociência e da filosofia para provar seu argumento.

Mundo escrito e mundo não escrito, de Italo Calvino (tradução de Maurício Santana Dias)
Ler, escrever, traduzir; a vanguarda e a tradição; a forma do romance — eis os temas de Mundo escrito e mundo não escrito, coletânea de textos em que Italo Calvino, um dos maiores autores do século XX, investiga o significado da experiência literária. Nos ensaios produzidos ao longo de sua vida, o que se nota é uma atenção constante para a fronteira entre o universo escrito e o não escrito, para o limite entre o real e o que é possível expressar por meio da linguagem.

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A aliança – Crônicas de Salicanda Vol.3, de Pauline Alphen (tradução de Dorothée de Bruchard)
Depois de passar um tempo na ilha, Claris volta para esse mundo quase irreconhecível e caminha sozinha em direção ao Nomadstério, para cumprir o que acredita ser seu destino: tornar-se uma Nômade da Escrita. Jad, por sua vez, é guiado por Gabriel e continua suas explorações no limbo. Em Salicanda, os moradores se reúnem: Ugh, que se torna herói sem querer; Blaise, que chega acompanhado do enigmático Povo das Árvores; e Maya, que está na cidade junto com Ellel e Falcão Branco. Juntos, eles farão tudo para compreender os diversos mistérios daquele lugar.

Paralela

Acesso aos bastidores, de Olivia Cunning (tradução de Juliana Romeiro)
Myrna é professora de psicologia e uma fã ardorosa da pela banda Sinners. Especialmente por Brian Sinclair, o guitarrista e compositor que, além de talentoso, é deliciosamente lindo. Ela se surpreende ao encontrar a banda no mesmo hotel em que está hospedada para participar de uma conferência de psicologia. Mais surpreendente ainda é despertar o desejo de Brian após alguns drinques juntos. Ela sabe que essa vida de astro de rock tem um preço e estaria feliz deixando essa paixão para trás. Mas será que Brian e Myrna conseguirão ficar separados?

Companhia das Letrinhas

Isso é meu!, de Blandina Franco (ilustrações de José Carlos Lollo)
Dividir as coisas nem sempre é fácil, especialmente para as crianças pequenas. Essa é a dificuldade enfrentada pela menina desta história, que deixa bem claro para o leitor: o boneco é dela e de mais ninguém! Afinal, ela merece mais que as outras pessoas… Mas será mesmo? Neste diálogo muito bem arquitetado entre personagem e leitor, o que fica evidente no final é que ser egoísta não leva a nada.

Meu vizinho é chato pra cachorro, de Maria Amália Camargo (ilustrações de Silvana Rando)
Quem nunca ficou irritado com o vizinho? Seja pelo barulho, a sujeira na calçada, algum comentário inadequado, mais cedo ou mais tarde surge algum desentendimento. O fato é que não é fácil conviver com outras pessoas — cada uma em um ritmo, com suas manias e aqueles dias de mau humor. Para o vizinho desta história, a vida é um verdadeiro pesadelo. Mas por culpa dele, que implica com tudo o que se possa imaginar. Ainda bem que, ali no fundo do peito, todo mundo tem um coração pronto para entrar em ação — e acabar com as brigas, deixando todos por perto mais felizes…

13 livros infantis que podem agradar os adultos também

Hoje, dia 2 de abril, é o Dia Internacional do Livro Infantil. Não há literatura mais importante para encantar desde cedo as crianças e trazê-las para o mundo da leitura. Mas só porque o livro é voltado para o público infantil não quer dizer que nós, adultos, não podemos lê-lo. Pensando nisso, organizamos uma lista com livros que vão divertir tanto as crianças como os seus pais, irmãos mais velhos, tios e até avós. Confira!

1) A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado (Ilustrações de Mariana Massarani)

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A princesa que escolhia conta a história de uma princesa muito bem comportada, que vivia em um lindo castelo. Mas certo dia, ao dizer “não” para seu pai, o rei, ela sofre as consequências por conta de sua insolência. Ele, que sempre se considerou um grande mandachuva, fica inconformado com a atitude da filha e resolve deixá-la de castigo na torre do palácio por discordar de sua opinião. Mas a princesa não se abala, e enquanto está de castigo lê livros e faz amizades pela internet, aprendendo muitas coisas e ajudando a cidade. Nesta divertida fábula contemporânea, as peripécias da princesa de Ana Maria Machado comovem e fazem refletir sobre a importância de adquirir conhecimento e poder fazer as próprias escolhas.

2) O príncipe que bocejava, de Ana Maria Machado (Ilustrações de Taline Schubach)

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O príncipe dessa história se preparou toda a vida para ser rei. Ele se tornou um jovem bem educado, com boas maneiras, inteligente e bonito, e a família decide que é hora de encontrar uma noiva para o príncipe. Porém, assim que começa a conversar com a primeira das moças, algo muito desagradável acontece: um belo e grande bocejo sai de sua boca. E toda vez que ele se aproxima de uma princesa, um sono enorme o domina. Entediado pela insistência da família em arranjar uma esposa, o príncipe resolve dar um basta na situação e fazer as coisas do seu jeito. Decide viajar mundo afora e conhecer novas pessoas. Afinal, do que adiantaria tudo o que ele aprendeu se ele não pusesse em prática?

3) A gente é monstro!, de Alan Snow

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“A gente é monstro!” é o primeiro livro da série As Crônicas de Ponterrato, e foi adaptado para o cinema na animação Os Boxtrolls. Tem alguma coisa estranha acontecendo embaixo das ruas de Ponterrato. As tampas de bueiro foram lacradas, impedindo Arthur de voltar para casa. As mais diversas espécies de subterráqueos também estão em apuros, pois parece que os caixatrolls, grupo que deveria cuidar dos encanamentos, estão deixando a água inundar a rede de túneis da Subterra. Tudo isso por causa de um tal de Ladravão, que está armando um tremendo golpe para alcançar o poder. Cabe a Arthur a tarefa de salvar a pátria. Com a ajuda de Vainumar Mordisco (Conselheiro Real aposentado), de um bando de caixatrolls, alguns cabeças-de-repolho, da tripulação do navio-lavanderia-pirata, e de Marjorie, a inventora frustrada, o garoto vai ter de enfrentar poucas e boas para se livrar do enrosco armado por Ladravão e sua trupe truculenta.

4) Joões e Marias, de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta (Ilustrações de Laurent Cardon)

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A história de João e Maria é uma só. Mas em Joões e Marias são quatro. Ou 1.024, dependendo dos caminhos que você escolher. Ler este livro é mais ou menos como fazer um bolo. E ele pode ser de chocolate, banana, sorvete ou… brócolis. Toda criança já sonhou com a famosa casa de doces e guloseimas do clássico conto infantil de João e Maria. Mas e se ela fosse feita de legumes? Ou de frutas? Ou, quem sabe, de picolés? Neste livro, você encontrará muitos outros modos de contar essa história. Há versões para todos os gostos, e cada uma tem um sabor especial.

5) O piloto e o Pequeno Príncipe, de Peter Sís

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Mundialmente conhecido como o autor de O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry foi piloto de profissão. Ele nasceu na França, em 1900, justamente na época em que foram inventados os aviões, e foi uma das primeiras pessoas no mundo a entregar correspondências via aérea. Nesta biografia escrita e ilustrada por Peter Sís, você vai descobrir como Antoine ajudou a criar novas rotas para lugares distantes, os acidentes que sofreu e as suas reflexões enquanto estava nos céus – que depois o inspiraram a escrever sobre suas experiências -, além de muitas outras histórias dessa figura tão apaixonante.

6) Contos de Grimm para todas as idades, de Philip Pullman

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Se tem um livro que precisava estar nesta lista é o Contos de Grimm para todas as idades. Nele, Philip Pullman recria seus contos de fadas favoritos, adicionando detalhes e fazendo versões muito mais divertidas. Ao longo dos 53 contos reunidos na coletânea, belos príncipes e princesas, velhas feiticeiras, madrastas cruéis e animais falantes transitam entre o estranho e o absurdo. Estão presentes clássicos como Branca de Neve, Cinderela, João e Maria e Chapeuzinho Vermelho, e histórias menos conhecidas, mas não menos surpreendentes, como O junípero, Rumpelstiltskin e Hans Meu Ouriço.

7) Menino Drummond, de Carlos Drummond de Andrade (Ilustrações de Angela-Lago)

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A infância, assim como a memória, o amor e a família, sempre fez parte dos versos de Carlos Drummond de Andrade. Sensíveis, engraçados e irônicos, os poemas reunidos neste livro – ilustrados por Angela-Lago – mostram as diferentes faces do grande autor mineiro. São versos em que Drummond relembra seus tempos de menino, fala do cotidiano, sai em busca do amor e procura entender o vasto mundo à sua volta. Tudo com a sensibilidade e o encantamento de uma voz que há diversas gerações cativa leitores de todas as idades.

8) Branca de Neve e as sete versões, de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta (Ilustrações de Bruna Assis Brasil)

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E se Branca de Neve se ela casasse com o caçador? Ou se o espelho mágico mentisse para a Madrasta? Clássicos não deixam de ser clássicos, mesmo quando ganham um final diferente. Em Branca de Neve e as Sete Versões, José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta resolveram modificar o rumo da história, e o leitor irá se deparar com sete diferentes desfechos para a heroína de pele alva.

9) Bárbarode Renato Moriconi

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Era uma vez um bravo guerreiro que montou em seu lindo cavalo e saiu em uma perigosíssima jornada. Ele lutou contra serpentes e gigantes de um olho só, sobreviveu a flechadas, enfrentou leões monstruosos e plantas carnívoras, até que… Ué, ele de repente parou no meio do caminho e começou a chorar! Para saber o motivo da tristeza repentina do nobre cavaleiro, você terá de chegar ao final desta história criativa e divertida contada apenas com ilustrações.

10) Quem soltou o pum?de Blandina Franco (Ilustrações de José Carlos Lollo)

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A história é simples, mas a sacada é das boas: imagine um cachorrinho de estimação que se chama Pum! Daí dá para tirar diversos trocadilhos, criando frases e situações realmente hilárias. É um tal de não conseguir segurar o Pum, que é barulhento e atrapalha os adultos, que dizem que o Pum molhado, em dia de chuva, fica mais fedido ainda, o que faz o menino passar muita vergonha. Pobre Pum. E pobre dono do Pum!

11) O único e verdadeiro Rei do Bosque, de Iban Barrenetxea

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Em um lindo bosque de bétulas, os irmãos Jaska, Kaspar e Másia vivem tranquilamente em uma minúscula casa de madeira. Na primeira manhã de inverno, porém, uma série de acontecimentos mudará completamente suas vidas. Isso porque Másia quer porque quer um cachecol de pele de lobo – e ninguém melhor que seus irmãos para caçar no bosque. Jaska, alto e tonto, e Kaspar, baixinho e medroso, acabarão cruzando com um lobo bem diferente, conhecerão um tal de rei Primus I e sua guarda real e assistirão à chegada da primeira neve depois de uma festa pra lá de animada. Mas tudo só vai realmente se transformar quando eles descobrirem quem é o verdadeiro – e único – rei do bosque.

12) Píppi Meialongade Astrid Lindgren (Ilustrações de Michael Chesworth)

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Astrid Lindgren escreveu Píppi Meialonga em 1945, como presente para os dez anos de sua filha. Píppi é uma menina de nove anos incrivelmente forte. Não tem pai nem mãe e mora sozinha, mas feliz da vida. Seus companheiros são um cavalo e um macaquinho. Ela mesma faz suas roupas – bem esquisitas – e sua comida – biscoitos, panquecas e sanduíches. Píppi tem sempre uma resposta na ponta da língua e demonstra grande confiança em si mesma. Nada convencional, causa espanto e confusão por onde passa, seja na escola, no circo ou na casa de seus vizinhos. É, enfim, uma menina que realiza sonhos de liberdade e aventura.

13) 1 drible, 2 dribles, 3 dribles – Manual do pequeno craque cidadão, de Marcelo Rubens Paiva (Ilustrações de Jimmy Leroy)

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Joca era o maior craque da sua cidade, o rei da pelada na praia, o grande armador do time. Mas, quando seu pai é promovido e tem de mudar de cidade com a família, o menino perde seu posto. Para reconquistar a fama, ele vai passar por muitos desafios. E se os leitores, como o Joca, acham que já sabem tudo de futebol, que arrasam nos números e nas curiosidades sobre o esporte, vão precisar dar uma olhada na segunda parte do livro. Será que eles sabem como nasceu o futebol, como ele chegou ao Brasil, quais as principais jogadas, dribles e chutes, as gírias mais comuns, a ética do torcedor e do jogador, e a história de todas as Copas do Mundo?

Semana cento e cinquenta e cinco

Os lançamentos desta semana são:

O último minuto, de Marcelo Backes
Futebol e honra, a vida nos pampas e a violência, amor e perda. Tudo isso está em jogo no monólogo selvagem desprendido por João, um filho de imigrantes russos que nasceu e cresceu no interior do Rio Grande do Sul e percorreu o mundo como treinador de futebol até parar no Rio de Janeiro. Em uma cela de prisão, ele conta a um missionário seus segredos mais inconfessáveis, mas adia sempre o momento de revelar o que o levou à cadeia. Marcelo Backes abre as portas da consciência de um homem de outra geração, que luta para se adaptar e compreender o tempo em que vive. Condenado a lidar com sua consciência e rememorar cenas de sua vida, João, o vermelho, busca de forma incessante uma explicação para as suas atitudes, voltando à infância e à vida humilde no campo. Na tentativa de entender o que fez dele aquilo que é.

A informação, de James Gleick (Trad. Augusto Calil)
O que é a informação? Neste trabalho ambicioso e acessível, o jornalista James Gleick traça uma ampla história desse fenômeno, com seus infinitos desdobramentos e peculiaridades. Partindo da comunicação por tambores na África, ele passa pela criação dos alfabetos e dos dicionários, por invenções como o telégrafo e o telefone e pelos primeiros computadores, até desembocar na chamada Teoria da Informação e em estudos recentes de genética e na já onipresente Wikipedia. A informação não é um livro apenas sobre ideias, mas também sobre pessoas. Ao condensar séculos de estudos e análises a respeito do tema, Gleick vai falar daqueles que estiveram na linha de frente dessa revolução científica. Claude Shannon, Bertrand Russell, Alan Turing, Kurt Gödel e Richard Dawkins – cujo conceito de memefoi apropriado pelas novas gerações – são alguns dos personagens que aparecem, às vezes em confronto direto, nestas páginas. Num mundo afogado pela informação, Gleick realiza o duplo trabalho de arqueólogo e pensador. Seguindo fios soltos e pistas, alguns lançados milênios atrás, ele conecta ideias e expande horizontes, traçando relações às vezes tão evidentes quanto fugidias. Um estudo fundamental para uma era cada vez mais conectada e cada vez mais distante de si.

É proibido falar disso!, de Noemie Shay (Trad. George Schlesinger)

Imagine descobrir que sua família guarda um grande segredo… Foi o que aconteceu com Ruth, que um dia se deu conta, quase sem querer, de que havia muitas coisas sobre sua irmã que ela não sabia. Quando Ruth quis perguntar sobre esse assunto a seus familiares, se deparou com um muro de silêncio, pois todo mundo, exceto ela, sabia que era simplesmente proibido falar disso! Mas Ruth não desistiu. Com ajuda do amigo Dudi, ela empreendeu uma viagem ao passado e conheceu uma história que envolve amizade, coragem e amor, e que não aconteceu só com a família dela; uma história que, na verdade, marcou o seu povo e todo o mundo.

A caraminhola da minhoca, de Blandina Franco e José Carlos Lollo
Eu sei que este livro parece ser muito legal e tudo mais. E deve ser mesmo, mas você não acha meio estranho o fato de ele ter uma minhoca como protagonista? E esse nome? Eu não sei não, mas acho que essa história de A caraminhola da minhoca tem cara de ser uma invencionice criada pra confundir a gente! De qualquer maneira, você é quem sabe. Se quer ler o livro, vá em frente, mas depois não diga que eu não avisei!

Vovô verde, de Lane Smith (Trad. Érico Assis)
Ele nasceu antes dos computadores, celulares e até da televisão. Quando menino, ajudava na fazenda onde morava e lia histórias de jardins secretos, mágicos e marias-fumaças. Depois, já crescido, foi obrigado a ser soldado e durante a guerra conheceu a sua esposa, com quem teve filhos, netos e bisnetos. Hoje, o Vovô Verde, além de velhinho é um jardineiro apaixonado. E, como anda um pouco esquecido, é nas plantas que ele guarda as duas histórias e memórias mais especiais.

Editora Seguinte

O anjo de Hitler, de William Osborne (Trad. Alyne Azuma)
Verão de 1941. A Segunda Guerra Mundial está em curso. Otto e Leni achavam que estavam a salvo na Inglaterra, mas agora o governo britânico os convoca para uma missão ultrassecreta. Enviados além das linhas inimigas, eles devem resgatar uma garota de nove anos que vive em um convento na Alemanha e pode ser a peça-chave para a derrocada de Hitler. Eles embarcarão na maior jornada de suas vidas, repleta de tensão, perigo e aventuras.

Editora Paralela

O homem do engano, de Chris Morgan Jones (Trad. Alexandre Hubner)
Pouco tempo depois do colapso da União Soviética, dois jovens ocidentais se mudaram para Moscou, atraídos pelas oportunidades profissionais que se abrem com a perspectiva de redemocratização do país. Um deles é jornalista e logo se desilude ao observar, no dia a dia da nação formada a partir dos escombros do regime comunista, um vaivém de expectativas e e frustrações que parece não ter fim. O outro, um advogado medíocre, deixa-se seduzir pela opulência em que vivem alguns dos antigos membros da nomenclatura soviética e põe-se a serviço de um deles, emprestando seu nome para camuflar um esquema de corrupção que está por trás do maior conglomerado privado do setor petrolífero russo. Com uma escrita elegante e segura, Chris Morgan Jones usa esses dois personagens – e o entrecruzamento de seus destinos – para construir um romance de espionagem que, embora atualíssimo, recupera a atmosfera gélida e sombria dos clássicos do gênero, onde a Rússia tantas vezes figura como terra de intriga e de promessas.

Semana cento e trinta e oito

Os lançamentos desta semana são:

O leão e a estrela, de Mariana Zanetti
Nem sempre é fácil sair de casa de manhã e enfrentar o dia que temos pela frente. Mas, em geral, com uma ajudinha, ou apenas com a nossa confiança, conseguimos vencer o medo e seguir em frente.  Já o leão desta história preferia ficar sempre sozinho em sua caverna e sair somente à noite, quando corria até o lago para observar as estrelas nele refletidas. Seu medo era tão grande que ele nem levantava a cabeça, e assim não sabia que, na verdade, as estrelas moravam no céu. Até que um dia, uma estrela resolve descer à terra.

Adonis, de Blandina Franco
Adonis era um filhote de elefante como qualquer outro: adorava correr por aí, rolar na lama e derrubar algumas árvores pelo caminho. Acontece que, um certo dia, durante o banho de rio, Adonis percebeu uma coisinha nas costas, uma coisinha que ele nunca tinha visto ali – pois é, de repente ele tinha asas!

Editora Paralela

Corpo de delito, de Patricia Cornwell (Trad. Celso Nogueira)
Cary Harper é um escritor famoso. logo após o cruel assassinato de sua filha adotiva, ele também é assassinado. A irmã de Harper morre em circunstâncias igualmente misteriosas. Quem cometeu os crimes? Por que cometeu? Essas são as perguntas que guiam a médica-legista Kay Scarpetta. Além das provas que consegue colher nos corpos levados ao necrotério, Scarpetta sai a campo com o chefe de polícia Pete Marino e com o agente do FBI Benton Wesley na tentativa de solucionar o caso. As mais variadas hipóteses vão sendo sucessivamente abandonadas. Nada parece dar conta de todas as circunstâncias. Um dia, porém, a dra. Scarpetta recebe a visita de um desequilibrado mental que acaba fornecendo a única pista para a identidade do assassino. Envolvida demais no caso, a jovem legista começa a receber telefonemas ameaçadores. Seria ela a próxima da lista?

Semana oitenta e seis

Os lançamentos da semana são:

Os gêmeos (Crônicas de Salicanda – Volume 1), de Pauline Alphen (Tradução Dorothée de Bruchard)
Na floresta de Salicanda vivem os gêmeos Jad e Claris, que na noite em que completam três luadas perdem a mãe e passam a apresentar alguns poderes estranhos. Estamos no século XXIII, em um mundo de práticas quase medievais: o escambo impera e não há o menos sinal da tecnologia que conhecemos nos dias de hoje. Os irmãos não conhecem a história da humanidade, assim como não sabem por que a mãe desapareceu, e estão em busca de respostas.

O último suspiro do mouro, de Salman Rushdie (Tradução Paulo Henriques Britto)
Em 1988, o aiatolá Khomeini condenou Salman Rushdie à morte por ter escrito um livro que desagradou aos fundamentalistas islâmicos. A resposta do autor foi este romance: uma defesa contundente das virtudes do pluralismo e da tolerância, em oposição às pretensas verdades únicas e excludentes. O protagonista da história é o “Mouro” Zogoiby – filho único de uma família abastada da boemia artística de Bombaim –, que se encontra num momento de crise profunda. Sua mãe, uma pintora famosa, ama a beleza, mas o Mouro é feio e tem uma mão deformada. Ele se apaixona por uma mulher casada e ambos acabam sendo expulsos de casa, levando a um pacto suicida que não funciona como o esperado. O Mouro decide aceitar seu destino e mergulha numa vida depravada em Bombaim.

A educação de uma criança sob o Protetorado Britânico, de Chinua Achebe (Tradução Isa Mara Lando)
“Onde quer que haja Alguma Coisa, Alguma Outra Coisa virá ficar a seu lado”. Formulado pela tradição imemorial da cultura igbo, o provérbio citado pelo nigeriano Chinua Achebe nesta coletânea de ensaios poderia resumir sua própria visão de mundo como romancista e pensador. Instantâneos autobiográficos e bastidores da criação literária, bem como reflexões históricas e culturais, dialogam de modo fecundo com as opiniões do autor de O mundo se despedaça acerca da tumultuada política de seu país, mostrando que realidade e ficção são faces complementares da experiência. Achebe, um dos escritores mais importantes da literatura contemporânea, analisa as conseqüências funestas do colonialismo sem jamais dispensar a lucidez, o bom humor e a ironia.

Clara dos Anjos, de Lima Barreto
Livro-chave para a interpretação da obra de Lima Barreto, Clara dos Anjos narra as desventuras de uma adolescente pobre e mulata seduzida por um malandro branco. Os subúrbios do Rio de Janeiro no início dos anos 1920, desempenham papel central num enredo de conexões históricas e sociológicas que, na habilidosa construção da narrativa, converte o triste fim da protagonista numa crítica feroz da alegada “democracia racial” brasileira. A edição traz textos elucidativos de Beatriz Resende, Lúcia Miguel Pereira e Sérgio Buarque de Holanda, e notas elaboradas por Lilia Moritz Schwarcz e Pedro Galdino.

Diário de Oaxaca, Oliver Sacks (Tradução Laura Teixeira Motta)
Como são e o que fazem cientistas quando se vêem longe de seus laboratórios e perto do habitat de seus objetos de pesquisa? O que explica seu entusiasmo quase juvenil pela descoberta de um novo espécime? Ao narrar sua experiência junto a um grupo de aficionados por samambaias que se desloca de Nova York a Oaxaca, no sul do México, para ver as pteridófitas mais raras do mundo, Oliver Sacks nos mostra como o romantismo é inerente à ciência e homenageia os grandes pioneiros da biologia, como Alexander on Hulbold e Charles Darwin, cujos relatos célebres de expedições são até hoje lidos com entusiasmo.

A águia que não queria voar, de James Aggrey e Wolf Erlbruch (Tradução Sergio Tellaroli)
A águia, rainha das aves, é símbolo de nobreza e poder. Já a galinha não teve a mesma sorte. E que, na imaginação das pessoas, ser águia significa encarar o sol de frente e alçar grandes voos. Ao passo que ser galinha…Bom, além de mal sair do chão, elas têm de se contentar com os grãozinhos de milho que recebem. Majestade e submissão se encontram nesta bela história da águia que, criada como galinha, se recusa a voar. Escrita para os povos africanos — que, dominados pelos europeus, deixaram de acreditar na riqueza da sua cultura e na capacidade de tomar o seu destino nas próprias mãos –, esta fábula nos lembra que, mesmo adormecida, a grandeza humana não se deixa extinguir nem mesmo pela mais severa opressão.

Na casa do Leo — O corpo humano, de Philip Ardagh (Tradução Érico Assis)
Entre (não precisa bater!) e descubra: que os bebês têm mais ossos que um adulto; que os nossos ouvidos, além de responsáveis pela audição, promovem também o equilíbrio do corpo; por que o nosso pulmão esquerdo é menos que o direito. Uma casa repleta de curiosidades e diversão!

Beto e Bia em De Mentirinha, de Geoffrey Hayes (Tradução Érico Assis)
Beto adora brincar de pirata valente, mas é difícil viver suas aventuras com Bia, sua irmã menos, sempre atrás dele. Ela quer brincar junto, mas é pequena demais e não entende nada! Beto precisa dar um jeito de fugir dela. Quando ele finalmente consegue se livrar da irmã, descobre que brincar sozinho não é tão divertido.

O peixe e a passarinha, de Blandina Franco e José Carlos Lollo
Em um rio cercado de árvores viviam um certo peixe, que passava horas admirando o desenho das nuvens, e uma certa passarinha, que adorava observar a paisagem refletida na água. Quando um dia os dois resolvem comer a mesma minhoca na mesma hora dão início a uma longa amizade, que acaba se transformando em amor. Dos autores de Quem soltou o Pum?, uma história de um amor improvável mas não impossível.

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