john boyne

Entreviste John Boyne

John Boyne é mais conhecido por ser o autor de O menino do pijama listrado, livro que lhe rendeu dois Irish Book Awards, vendeu mais de 5 milhões de exemplares pelo mundo e foi adaptado para o cinema em 2008. Ele também é autor de O palácio de inverno, O pacifista e nove outros romances, que já foram traduzidos para mais de 40 idiomas.

A Companhia das Letras é responsável por sua obra no Brasil: em janeiro lançamos O ladrão do tempo e Tormento. Em junho Fique onde está e então corra chega nas livrarias pelo selo Seguinte.

Como sabemos que o autor tem muitos fãs no Brasil, decidimos dar oportunidade para que vocês mandassem algumas perguntas para ele.

Deixe nos comentários uma pergunta para John Boyne, até a meia-noite do dia 10 de fevereiro. Escolheremos as 4 melhores, que serão respondidas pelo escritor. Em caso de perguntas similares, consideraremos a ordem de envio. Os autores das perguntas selecionadas também receberão um kit com um exemplar de Tormento e um de O ladrão do tempo.

Semana cento e noventa

Os lançamentos desta semana são:

Milagre em Joaseiro, de Ralph Della Cava (Tradução de Maria Yedda Linhares)
Este clássico ensaio do brasilianista Ralph Della Cava sobre o padre Cícero Romão Batista (1844-1934) e a cidade de Joaseiro (atual Juazeiro do Norte) é um dos trabalhos historiográficos e de ciências sociais mais influentes das últimas décadas no país. Amparado em documentação inédita na época, Della Cava mergulha na história e na cultura do Nordeste brasileiro entre o século XIX e o XX para compor um extraordinário retrato do “Patriarca do Cariri” e de um pretenso milagre, que suscitou em torno do devoto sacerdote um movimento religioso popular que repercute até os dias de hoje. Na medida em que ele e os fiéis defenderam o milagre, padre Cícero entrou em acirrado conflito com a hierarquia da Igreja católica, que o privou das ordens. Na busca de sua restauração, arvorou-se, quase por acaso, em um dos mais controvertidos políticos do Nordeste. O livro, publicado originalmente nos Estados Unidos em 1970, desvela as raízes socioeconômicas e políticas do movimento popular de Joaseiro e argumenta que sua história é parte e parcela da própria ordem social nacional.

Schmidt recua, de Louis Begley (Tradução de Rubens Figuereido)
O advogado Albert Schmidt usufrui da confortável aposentadoria enquanto trabalha para uma fundação humanitária e transita pelo mundo exclusivo dos endinheirados americanos. Não está livre, no entanto, de relacionamentos conflitantes ao chegar à terceira idade. A ex-namorada Carrie, décadas mais jovem, está grávida de um bebê que pode ser dele. Charlotte, sua única filha, ensaia uma reaproximação que resulta em um conflito ainda maior com o pai. E, por fim, Schmidt se apaixona por Alice Verplanck, viúva de um antigo colega. O mesmo Schmidt que protagonizou dois romances anteriores de Louis Begley percorre neste “terceiro ato” um período de mais de uma década, em que sua história de amor com Alice se desenrola entremeada a confusões familiares. Tentando resolver uma equação que envolve afetos, antigos preconceitos e casos do passado, ele busca afastar a solidão da velhice.

Prosa, de Elizabeth Bishop (Tradução de Paulo Henriques Britto)
Elizabeth Bishiop sempre foi celebrada como grande poeta, mas sua prosa não é menos extraordinária. Este volume reúne boa parte de sua produção publicada em vida ou postumamente, entre contos, memórias, artigos, resenhas e cartas. Estão aqui os textos de Esforços do afeto e outras histórias, mas também alguns inéditos sobre o Brasil e a correspondência da escitora com a crítica Anne Stevenson. Além de um deleite literário — com uma ficção que beira o memorialismo e memórias e ensaios que bem poderiam ser ficções –, este é um livro indispensável para se conhecer as fontes concretas da poesia de Bishop.

O ladrão do tempo, de John Boyne (Tradução de Henrique B. Szolnoky)
Matthieu Zéla parou de envelhecer no final do século XVIII, quando se aproximava da meia-idade. Duzentos anos depois, ele rememora as muitas vidas que teve desde que fugiu da França para a Inglaterra, após ter presenciado o assassinato brutal de sua mãe. Seus companheiros na empreitada foram o irmão mais novo, Tomas, e Dominique Sauvet, seu único amor verdadeiro. Mas Matthieu sobreviveu aos dois, e desde então não parou de sobreviver a todos. Foi soldado, engenheiro, cineasta, investidor, executivo de televisão e amante de muitas mulheres. Em seu romance de estreia, John Boyne construiu uma trama maravilhosamente articulada, que nos leva a visitar os grandes eventos que marcaram o mundo nos últimos dois séculos pelos olhos de um personagem extraordinário.

Lionel Asbo, de Martin Amis (Tradução de Rubens Figuereido)
Lionel Asbo é um jovem arruaceiro de um subúrbio londrino. Vive com o sobrinho adolescente Desmond Pepperdine e dois pit bulls, Joe e Jeff, que ele considera “ferramentas de trabalho”. Ao ganhar 140 milhões de libras na loteria, Lionel Asbo tem a vida virada ao avesso. Catapultado à fama, à fortuna e às páginas dos tabloides ingleses, o novo Lionel promete reorganizar as relações familiares e sociais dos Pepperdine. A um só tempo hilariante, sensível e dramático, Lionel Asbo é uma fábula contemporânea sobre quatro gerações de uma família problemática, inesperadamente agraciada pela fortuna.

Os mundos de Teresa, de Marcelo Romagnoli (Ilustrações de Carlo Giovanni)
Teresa acabou de fazer seis anos e agora tem uma nova missão: descobrir o mundo. Mas, para desvendar tudo o que está à sua volta — e também aquilo que está mais longe –, Teresa não quer apenas saber. O que interessa, para ela, é ser. De verdade. Então ela decide se transformar em menino e fazer tudo o que um menino faz. Depois, quer ser cachorro, e então planta, e pedra, e coisa… Tudo muito divertido porque, desde sempre, ser criança é a melhor descoberta que existe.

As barbas do imperador — D. Pedro II, a história de um monarca em quadrinhos, de Lilia Moritz Schwarcz e Spacca
Misto de ensaio interpretativo e biografia de d. Pedro II, As barbas do imperador, de Lilia Moritz Schwarcz, foi um marco na historiografia brasileira, apresentando uma visão nova e reveladora de nosso passado. Nesta edição em quadrinhos, Schwarcz volta à parceria com o premiado ilustrador Spacca, na dobradinha que já rendeu o best-seller D. João Carioca. Aqui, eles conduzem o leitor a um verdadeiro passeio pela história do Brasil, transpondo a linguagem do ensaio e da biografia para o universo das HQs de forma vibrante e esclarecedora.

Editora Seguinte

O alçapão (Infinity Ring, vol.3), de Lisa McMann (Tradução de Alexandre Boide)
Em mais uma viagem com o Anel do Infinito, os três jovens viajantes do tempo mal voltam para os Estados Unidos e já caem em uma armadilha — Riq é confundido com um escravo e perde sua liberdade. Tentando desvendar as pistas deixadas pelos Guardiões da História, Dak e Sera precisam ajudar o amigo e descobrir como evitar que a SQ acabe com a última esperança de fuga de muitos escravos do país. Riq, por sua vez, não está tão preocupado assim com a missão. Ao longo da jornada para se libertar, ele conhece um garotinho muito importante — não para a história do planeta, mas para a história do próprio Riq. Agora ele correrá todos os riscos para salvar a vida desse menino, mesmo que o preço a ser pago seja alto demais.

Editora Paralela

Quando estou com você, de Beth Kerry (Tradução de Flávia Yacubian)
Elise sempre foi linda, impulsiva e incontrolável. Foi exatamente isso que Lucien reencontrou enquanto tentava seguir uma nova vida. Mesmo decidido a afastar Elise e o passado que ela representa, Lucien logo percebe que sua tarefa não será fácil. Além de ser uma tentação, Elise não desiste facilmente, o que obriga Lucien a tomar uma decisão: permite que ela fique, mas de acordo com as regras dele. Caso queira ficar por perto, ela terá que se submeter a ele sexualmente. Mas as coisas não saem exatamente como planejado. A impulsividade de Elise e os segredos de Lucien colocarão tudo em risco ou permitirão que eles se entendam?

Semana cento e oitenta e nove

Os lançamentos desta semana são:

 

Tudo o que sou, de Anna Funder (Tradução de Luiz A. de Araújo e Sara Grünhagen)
“Quanto Hitler chegou ao poder, eu estava no banho.” Assim a ex-combatente do regime nazista se recorda do marco zero dos acontecimentos que, após a ascensão do partido em 1933, a levaram a abandonar a Alemanha e seguir como refugiada para a Inglaterra. Mais de setenta anos depois de sua chega a Londres, a memória de Ruth Becker está mais clara do que nunca. Entre a vida e a morte, ela irá reviver seus dias de luta na resistência, relembrar o terror e a paranoia que cercavam os refugiados no exterior e tentar desculpar a si mesma por não ter previsto a traição que vitimaria todos os que faziam parte de seu seleto grupo. Tudo o que sou revisita o tema da perseguição a intelectuais durante os anos 1930 na Alemanha, e acrescenta complexidade dramática à interpretação dos primeiros anos de Hitler no poder, mostrando como seu potencial nefasto não foi percebido a tempo por aqueles que poderiam tê-lo detido.

A máquina de histórias, de Tom McLaughlin (Tradução de Eduardo Brandão)
Hélio encontrou uma máquina. Ela não faz “bip” nem “plim”; não tem botão de “liga/desliga”; nem acende nenhuma luz. A tal da máquina só escreve letras – e Hélio ainda está aprendendo a juntá-las. Mas o que poderia ser uma decepção, se transforma em uma grande descoberta, pois Hélio percebe que as letras podem virar imagens e as imagens, histórias – de reis e rainhas, fantasmas e vampiros, fadas e duendes… Hélio tinha achado uma verdadeira máquina de contar histórias!

A história das estrelas, de Neal Layton (Tradução de Eduardo Brandão)
Todo dia, quando o sol se põe e o céu escurece, aparecem as estrelas. Mas o que são estrelas? E onde elas estão? Neste livro as crianças conhecerão a história da astronomia – desde o tempo em que as pessoas inventavam narrativas para responder às suas indagações, passando pelos gregos, por Galileu, até as viagens espaciais recentes – e descobrirão muitas outras informações sobre planetas, galáxias, cometas e tudo mais que faz parte do universo.

Editora Seguinte

Tormento, de John Boyne (Tradução de Carlos Alberto Bárbaro)
Danny Delaney estava de férias e só queria um verão tranquilo. Mas um dia, quando sua mãe volta para casa escoltada por policiais, ele se dá conta de que alguma coisa horrível aconteceu: uma casualidade que vai mudar a vida de toda a sua família. Narrado pela perspectiva de um garoto de doze anos, Tormento acompanha o drama de Danny e de seus pais, e nos mostra como as coisas sempre podem mudar, mesmo quando a gente menos espera.

Bom fim de ano, nos vemos em 2014!

There are some books one can't put down…..

O blog entra em recesso a partir de hoje, mas não sem deixar um presente para todos os nossos leitores: e-books gratuitos de John Boyne e Cornelia Funke!

Mundo de tinta: contos, de Cornelia Funke
Três contos inéditos que se passam no Mundo de Tinta contam o que aconteceu com alguns personagens depois do desfecho da história de Mo e de sua filha Meggie. Um presente para todos os fãs que estavam com saudades desse universo de fantasia que já conquistou milhares de leitores no Brasil.
• Download direto em formato mobi: http://goo.gl/VLsaHF
• Download direto em formato epub: http://goo.gl/DCpj0r
• Kobo: http://store.kobobooks.com/pt-BR/ebook/mundo-de-tinta
• Amazon: http://www.amazon.com.br/dp/B00HFEAQFI/

Dia de folga: um conto de Natal, de John Boyne
Neste conto breve e melancólico, John Boyne (autor do best-seller O menino do pijama listrado) acompanha o dia de folga de um jovem soldado inglês e seus companheiros, que passam a véspera de Natal em uma das trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Enquanto relembra os natais da infância e o conforto do seu lar, ele vê e ouve as bombas alemãs caindo a sua volta. Em meio a um dos piores conflitos do século XX, o jovem irá vivenciar um espírito natalino muito diferente do que estava acostumado.
• Download direto em formato mobi: http://goo.gl/IgCRkz
• Download direto em formato epub: http://goo.gl/ww239k
• Kobo: http://store.kobobooks.com/pt-BR/ebook/dia-de-folga
• Amazon: http://www.amazon.com.br/dp/B00HFEAQ7Q/

Boas Festas a todos!

Semana cento e trinta

Os lançamentos desta semana são:

O silêncio contra Muamar Kadafi, de Andrei Netto
Em 10 de março de 2011, familiares, amigos e colegas suspiraram aliviados após vários dias sem notícias do jornalista Andrei Netto no interior da Líbia, então conflagrada pela revolução. O repórter do jornal O Estado de S. Paulo acabava de ser entregue pelas autoridades do claudicante regime líbio aos cuidados do embaixador brasileiro em Trípoli, de onde retornou a sua casa em Paris. Netto, na companhia de um jornalista iraquiano do Guardian, havia sido sequestrado no início do mês por militantes kadafistas na pequena cidade de Sabratha, no oeste do país, e levado para uma prisão secreta nos arredores de Trípoli. A detenção lhe rendeu oito dias de isolamento e deflagrou uma campanha internacional por sua libertação, felizmente bem-sucedida. Neste livro eletrizante e corajoso, o jornalista relata suas experiências humanas e profissionais no país, incluindo diversas entrevistas com vítimas e combatentes. A história da guerra revolucionária que acabou com mais de quatro décadas de opressão kadafista é contada passo a passo por uma testemunha privilegiada dos acontecimentos.

Novos poemas II, de Vinicius de Moraes
Em 1938, Vinicius de Moraes publicara seu quarto livro sob o título Novos poemas. O uso do adjetivo não era por acaso, pois ali havia mesmo uma mudança de rumos: após uma fase místico-religiosa, os versos mostravam agora ritmos variados, tinham vivacidade, observavam o cotidiano. Em 1959, Vinicius recuperaria o antigo título num volume que reunia poemas escritos entre 1949 e 1956: Novos poemas (II). Mas as mudanças diziam mais respeito à vida que à obra.
Só agora – mais de cinco décadas após seu aparecimento - Novos poemas (II) volta a ser editado como volume independente. A edição abre com um caderno de imagens que reproduz versões anteriores àquelas que o poeta fixou, além de fotos relacionadas ao período englobado pela obra. Ao final, o leitor encontrará um posfácio escrito por Ivan Marques e, na seção “Arquivo”, um abrangente ensaio de Eduardo Portela sobre a poética de Vinicius de Moraes.

O pacifista, de John Boyne (Trad. Luiz Antônio de Araújo)
Inglaterra, setembro de 1919. Tristan Sadler, vinte e um anos, toma o trem de Londres a Norwich para entregar algumas cartas à irmã mais velha de William Bancroft, soldado com quem combateu na Grande Guerra. As cartas, porém, não são o verdadeiro motivo da viagem de Tristan. Ele já não suporta o peso de um segredo que carrega no fundo de sua alma, e está desesperado para se livrar desse fardo, revelando tudo a Marian Bancroft. Resta saber se o antigo combatente terá coragem para tanto. O pacifista é uma história de amor e de guerra que se insere na tradição do romance Reparação, de Ian McEwan. Nada é o que parece nesta trama envolvente e vigorosa, que revela as consequências de uma vida tragicamente marcada pelo silêncio. Com uma abordagem original e relevante para o nosso tempo, o autor do best-seller internacional O menino do pijama listrado revisita neste romance o universo da guerra, tendo dessa vez como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial. Sensível e engenhoso, John Boyne esmiúça um dos capítulos mais traumáticos da história da humanidade pela perspectiva de dois jovens soldados que lutam, acima de tudo, contra a complexidade de suas emoções.

O compositor está morto, de Lemony Snicket (Trad. Érico Assis)
Quem já ouviu uma orquestra tocar, sabe que os músicos têm toda a pinta de culpados. Onde estavam os Violinos na noite do crime? Alguém viu a Harpa? Não parece que o Trompete ficou um pouco nervoso demais, reclamando de tudo?
Neste desconcertante e misterioso crime, cada suspeito parece ter um motivo, mas todos têm álibis – os Violinos estavam tocando graciosas melodias, os Violoncelos estavam no acompanhamento, as Violas estavam reclamando da vida, como sempre, as Flautas estavam imitando passarinhos, os Clarinetes fizeram muitos elogios ao Inspetor, os Trombones se embebedaram e a Tuba ficou em casa com a sua senhora, a Harpa, tomando leite morno numa xicarazinha azul. E, no entanto, o Compositor ainda está morto.
Depois de ouvir os instrumentos e a narração do próprio Lemony Snicket, ou a versão em português, com música de Nathaniel Stookey interpretada pela Filarmônica de San Francisco, os leitores descobrirão o que aconteceu no crime mais bem orquestrado da história.

A máquina de madeira, de Miguel Sanches Neto
Uma enorme máquina taquigráfica chega ao Rio, vinda numa embarcação do Recife. Quem acompanha o desembarque é seu criador, o padre Francisco João de Azevedo. A máquina é uma das revoluções do século XIX. Com ela, sermões e discursos poderão ser transcritos com agilidade até então desconhecida, como que num registro do próprio progresso brasileiro. É um momento de ebulição nas ciências nacionais. Dezenas de inventores se agrupam no prédio da Exposição Universal, que receberá visita do imperador d. Pedro e de investidores do mundo todo. Nas ruas, a expectativa de um salto industrial e econômico para o Brasil. Neste romance histórico, o escritor Miguel Sanches Neto usa a trajetória do padre Azevedo, precursor da máquina de escrever e quase desconhecido entre nós, para narrar a formação da identidade de um país. Com humor e um olhar por vezes ferino, mostra um Rio de Janeiro que tenta caminhar do exótico para o moderno, um lugar onde os ventos europeus contracenam com resquícios do Brasil colônia. A figura do padre professor, impelido à desastrada aventura no Rio por suas habilidades manuais e ânsia pelo progresso, serve de baliza para uma trama maior, de exploradores e explorados, de articulações políticas e econômicas, que vai da intriga nos corredores do Paço à residência de uma certa amante do imperador, passando pelos melhores bordéis da cidade.
Em meio a essa quase tragicomédia brasileira, surge um personagem denso e complexo. Entre a fé e a ciência, entre o amor e o dever, Azevedo representa uma nova mentalidade. No descompasso de suas ideias progressistas e as já velhas tradições nacionais, surge uma reflexão atual sobre um país sempre em movimento. No Rio de Janeiro do século XIX, recriado minuciosamente por Miguel Sanches Neto, é o Brasil de hoje que se desvela.

Onde está tudo aquilo agora?, de Fernando Gabeira
Como seu famoso relato, O que é isso, companheiro?, este livro também nasce de uma indagação. Se, no primeiro, Gabeira usava a militância na luta armada para reavaliar suas posições, em Onde está tudo aquilo agora? é toda essa trajetória de cinco décadas que ele passa em revista. A partir de uma revolta incipiente, “um difuso desejo de liberdade”, acompanhamos os caminhos que o fazem se voltar para o jornalismo e se empregar em redações do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, iniciando então sua atividade política. É como jornalista que ele acompanha o golpe de 1964. Com o endurecimento do regime, Gabeira radicaliza e se envolve num dos mais conhecidos episódios da ditadura, o sequestro do embaixador Charles Elbrick. Na parte final de Onde está tudo aquilo agora?, Gabeira passa a limpo esses dezesseis anos como deputado em Brasília, assim como as duas campanhas políticas, para a prefeitura e para o governo do Rio. Os erros e as dificuldades são inseridos numa meditação ampla sobre o fisiologismo e a política partidária no Brasil. Do rompimento com o PT a uma percepção interna do mensalão, ele transforma a atividade parlamentar em mais um passo para compreender a democracia, a liberdade e o poder.

Editora Paralela

Profundamente sua, de Sylvia Day (Trad. Alexandre Boide)
Desde o primeiro momento em que se viram, Eva e Gideon experimentaram uma atração incontrolável. Mais do que sexo casual, os dois logo se deram conta de que o que havia entre eles era um amor profundo e arrebatador. E de que viver esse romance seria muito complicado. Segundo volume da trilogia Crossfire, Profundamente sua dá continuidade à jornada que Eva e Gideon começaram em Toda sua, romance publicado em 34 países que já vendeu mais de 1 milhão de exemplares e 600 mil e-books só nos Estados Unidos. Neste livro ainda mais ardente, detalhes perturbadores da história de Gideon são revelados, e Eva se defronta com a reaparição de um fantasma do passado, enquanto os dois lutam para construir um futuro juntos. Recheado de surpresas e cenas picantes, este romance é imperdível!

Post mortem, de Patricia Cornwell (Trad. Celso Nogueira)
Um brilho inusitado sugere a presença de alguma substância desconhecida no corpo de uma série de mulheres assassinadas. Mulheres saudáveis transformam-se em corpos inertes, assassinadas por prazer. Escassas e obscuras, as pistas não levam a lugar nenhum. A investigação dos crimes está sendo sabotada. A dra. Kay Scarpetta, médica-legista, precisa ir muito além da identificação de um produto químico para chegar ao assassino. Precisa descobrir, por exemplo, quem está do seu lado e quem não está.

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