4 clássicos escritos por mulheres à frente de seu tempo

Frankenstein, de Mary Shelley

O marco fundador da ficção científica foi escrito por Mary Shelley quando ela tinha dezenove anos. Acredita-se que o primeiro rascunho da história tenha sido escrito despretensiosamente em uma competição com o poeta Lord Byron e com Percy Shelley, marido da autora.

Esse ensaio sobre a prepotência humana e a solidão em sociedade é contado a partir da história do cientista Victor Frankenstein e de sua luta por trazer à vida matéria inanimada. Quando finalmente consegue tornar vivo um ser construído a partir de retalhos humanos, Victor foge da sua própria criação, e é a partir daí que ganha forma a eletrizante história escrita por Shelley.

 

 

O morro dos ventos uivantes, de Emily Bronte

Brilhante, Emily Brontë teve uma vida breve e, com um único romance, entrou para história como uma das maiores escritoras de todos os tempos. A autora de O morro dos ventos uivantes publicou seus escritos usando o pseudônimo Ellis Bell. Em inglês, Ellis é um nome que pode ser usado para qualquer um dos gêneros, mas ninguém considerou que a obra pudesse ter sido escrita por uma mulher até a reedição do livro, após a morte de Emily, quando essa informação foi divulgada.

Nessa história de amor, vingança e devastação, acompanhamos a trajetória de Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo Heathcliff, numa trama que revela o pior da essência humana quando submetida à humilhação.

 

 

Mary Poppins, de P.L. Travers

Pamela Lyndon Travers, mais conhecida pelo público como P.L. Travers, escreveu diversos livros, lidos por adultos e crianças, mas é conhecida e lembrada sobretudo por Mary Poppins.

Sua personalidade forte e o controle obsessivo que tinha com a sua história e personagens são retratados no filme Walt nos bastidores de Mary Poppins , que fala sobre a adaptação do livro para o cinema e do relacionamento difícil de Travers com o próprio Walt Disney.

 

Persuasão, de Jane Austen

Jane Austen escreveu prolificamente e desde muito jovem, legando romances, contos, novelas e outros textos curtos e avulsos. Reconhecida como grande observadora de seu tempo, a marca de sua obra é a crítica social revestida por uma ironia fina. Persuasão, seu último romance, mostra a autora no ápice de sua maturidade criativa.

 

 

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