Aos 91 anos, morre o sociólogo polonês Zygmunt Bauman

Carol Bensimon

Com muita tristeza anunciamos que morreu nesta segunda, 9, em Leeds, nosso querido autor Zygmunt Bauman, aos 91 anos. Sociólogo, professor, veterano da Segunda Guerra Mundial, judeu e ex-refugiado. A vida de Zygmunt Bauman se entrelaça com os acontecimentos mais marcantes do século XX, e sua obra redefiniu a maneira como pensamos sobre consumo, relações e a própria modernidade no século XXI.

Zygmunt Bauman em sua visita ao Brasil em 2015, com Aleksandra Kania, Cristina Zahar e Alberto Dines

 

Criador do conceito de modernidade líquida, Bauman tem 38 livros publicados no Brasil pela Zahar, e sua extensa obra apesar de apontar a fragilidade dos laços humanos na pós-modernidade, também indica que são esses mesmos laços que têm a capacidade de mudar o mundo. Perspicaz analista dos fatos cotidianos, um dos destaques da sua obra é o best- seller Amor líquido, fundamental para a compreensão das relações afetivas no mundo atual.

Em  seu  livro  mais  recente,  que  chega  às  livrarias  no  próximo  dia  12/1,  Bauman  deixa  uma  mensagem  de  otimismo  ao apontar que a solução para a crise humanitária que assola o mundo é a cooperação entre os seres humanos. De acordo com o pensador, em vez de muros precisamos construir pontes.

Bauman nasceu na Polônia em 1925 e morreu em Leeds, na Inglaterra, onde morava desde 1971.

 

 

 

 

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