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Carl Hart chega a Brasília

"A quebra de estereótipos promovida por Carl Hart vai muito além do fato de ele ser o primeiro neurocientista negro titular da Universidade de Columbia, com dreadlocks abaixo dos ombros. Hart abala os alicerces de seu campo de forma muito mais significativa: sua pesquisa sugere que nas últimas décadas a política antidrogas norte-americana mente sobre os reais perigos da cocaína, da metanfetamina e de outras drogas ilícitas." - Leia a íntegra do artigo de Jairo Faria no site da UnB.Futuro.

Sua apresentação inspiradora somou-se às falas dos demais debatedores, o epidemiologista da Fiocruz Francisco Inacio Bastos, o desembargador Siro Darlan, o jornalista Bruno Torturra (MídiaNINJA) e o delegado Orlando Zaccone; além de grande participação do público. A cobertura em vídeo do evento poderá ser conferida em breve no Fluxo, novo projeto de jornalismo independente de Torturra.

A uma aluna doutoranda da Fiocruz que lhe explicou como a legislação vigente no Brasil legitima as internações compulsórias (equiparando o vício em drogas a doenças mentais), Hart garantiu: não há nenhuma evidência científica que comprove que um dependente químico seja um doente mental. Pelo contrário, sua pesquisa ao longo de mais de 20 anos comprova que os usuários de drogas, mesmo os que praticam um  consumo abusivo, não têm afetada sua capacidade cognitiva. Quando oferecida a alternativa entre uma segunda dose ou uma pequena quantia em dinheiro, por exemplo, a maior parte dos usuários de crack e metanfetamina que participaram do estudo de Hart optava pelo dinheiro. Ou seja, tomava uma decisão racional.

A próxima parada do autor será em São Paulo, começando pelo encontro com o Dr. Drauzio Varella e lançamento oficial de Um preço muito alto, na Livraria da Vila Lorena.

Veja mais detalhes e a agenda completa de Carl Hart no Brasil na área de eventos do site.

 

 

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