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Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

A liberação do campo de concentração Auschwitz-Birkenau por tropas soviéticas, em 27 de janeiro de 1945, marcou o fim de uma das maiores atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje, a data é reconhecida como Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, e celebra a vida dos 6 milhões de judeus sistematicamente assassinados pela chamada “solução final” dos nazistas. Nesse dia, também, outras 5 milhões de vítimas são lembradas: deficientes, homossexuais, ciganos e todos aqueles que foram perseguidos e executados em campos de extermínio por não se enquadrarem no ideal de raça ariano.

Da mesma maneira que a informação é considerada a maior ferramenta contra a ignorância, a memória de grandes tragédias talvez seja a única forma de evitar que elas se repitam – e os livros fazem com que esses registros estejam disponíveis.

O duelo: Churchill x Hitler, de John Lucaks, é um relato fiel dos 80 dias do duelo travado em 1940 entre Adolf Hitler - na iminência de uma vitória absoluta - e Winston Churchill ameaçado de ver a Inglaterra invadida e a guerra perdida. Um estudo impressionante que mostra o quanto Hitler esteve perto da vitória.

 

 

Discursos contra Hitler reúne os 58 discursos contra o führer que Thomas Mann fez do exílio, nos Estados Unidos, entre 1940 e 1945, e que foram transmitidos aos seus conterrâneos alemães pela rádio BBC. A obra é um documento único sobre a época e procura revelar a realidade dos campos de concentração e a política de extermínio nazista. Ainda hoje a voz de Mann vibra com força, num registro singular e tocante do conflito.

 

 

Anne Frank: a história do diário que comoveu o mundo reconta a história de um dos maiores relatos pessoais do Holocausto. A crítica literária Francine Prose acompanha a trajetória do diário desde sua criação, no anexo secreto, até as polêmicas que cercam suas adaptações e sua autenticidade. No caminho, mostra que Anne não   era apenas uma adolescente registrando experiências de forma casual, mas sim uma escritora talentosa. Uma leitura reveladora e emocionante, que nos reaproxima de uma obra que ocupa um lugar afetivo na memória de muitos leitores.

 

 

Nenhum campo de extermínio foi tão longe na racionalização do assassinato em massa quanto Treblinka. Lá, cerca de 750 mil judeus foram mortos. Apenas 57 sobreviventes. Chil Rajchman foi um deles.Em Eu sou o último judeu, Rajman faz um relato avassalador e detalhado escrito ainda durante a guerra, acompanhado por fotografias, mapas e a planta do campo de extermínio. Um importante testemunho do  que  preferíamos  esquecer, mas não podemos.

Se você se interessa por livros sobre a Segunda Guerra Mundial, também pode se interessar por esses títulos:

Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial, de Francisco Cesar Alves Ferraz

Futebol e Guerra, de Andy Dougan

Autobiografia: o mundo de ontem, de Stefan Zweig

 

 

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