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Dia da Consciência Negra

"Já tinha usado a expressão 'eu tenho um sonho' muitas vezes antes e senti que desejava usá-la ali." Na marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade, em agosto de 1963.

“Em certo sentido, vivemos, em pleno século XXI, sob imagens de Palmares forjadas naquela luta por um passado que servisse de arma para libertação no presente. (...) Por outro lado, as desigualdades sociais seculares não se atenuaram, as hierarquias não se enfraqueceram, as estruturas patriarcais e oligárquicas tampouco."(Trecho de Palmares, ontem e hoje, de Pedro Paulo Funari e Aline Vieira de Carvalho)

Esse volume mostra que, desde a época do Quilombo dos Palmares, são os interesses e angústias do presente que determinam as leituras dessa experiência social ainda marcante no imaginário dos brasileiros.

Essa imagem de Zumbi pintada por Antônio Parreiras foi utilizada com diferentes interesses ideológicos, ora para ressaltar a fraqueza do negro, ora para valorizar sua força.

A partir da década de 1960, Zumbi passou a ser percebido também como herói nacional: monumentos têm sido erigidos em sua homenagem (esse encontra-se na avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro).

A pequena Zahar tem duas excelentes leituras infantojuvenis, mas que encantam qualquer adulto: Mandela, de Alain serres e Martim e Rosa, de Raphaele Frier, ambos os livros com primorosas ilustrações do francês Zau.

Nelson Mandela liderou a resistência contra décadas de apartheid na África do Sul e é amado e admirado no mundo inteiro. Depois de 27 anos na prisão, reconquistou enfim a liberdade e, em 1994, foi eleito o primeiro presidente negro de seu país. Mandela: o africano de todas as cores apresenta a história desse grande homem, cuja luta a favor da união dos povos de todas as cores é fonte permanente de inspiração. Navegue por algumas páginas do livro.

Martin e Rosa narra a história de Rosa Parks, que ousa desafiar a segregação que os negros sofrem no sul dos Estados Unidos em meados dos anos 1950; e também a história de Martin Luther King que, pregando a não violência, expande o protesto pela igualdade. Ao lado de milhares de insurgentes, Rosa e Martin caminham, denunciam e conseguem modificar a lei que separava negros e brancos nos ônibus. Navegue por algumas páginas do livro.

 

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