Mary Shelley, Jules Verne e H.G Wells: os pais da ficção científica

Uma das mais importantes escritoras inglesas, Mary Shelley( 1797 - 1851 ) marcou a literatura mundial com a criação de um novo gênero literário: a ficção científica.

Quando publicou a primeira edição de Frankenstein, em 1818, Shelley abalou a crítica e o público ao contar em detalhes, e com embasamento científico, a criação de um monstro construído a partir de retalhos humanos. Ao narrar a história dessa criatura, Shelley também dá voz a outras questões essenciais da existência humana, como a prepotência e a solidão, que existem mesmo quando vivemos em sociedade.

Os elementos apresentados e articulados em Frankenstein marcaram para sempre o que se define como ficção científica: uma história cuja narrativa principal se baseia em algum princípio científico real ou inventado, e o impacto da ciência sobre a sociedade e o indivíduo.

O que impressiona quando se fala que esse estilo surgiu durante o século XIX, é a quantidade de pesquisa e imaginação necessárias para fazer com que essas histórias soassem reais e plausíveis.

A ficção científica entra definitivamente para o Panteão da cultura pop durante a década de 1980 com o sucesso da série O guia dos mochileiros da galáxia, de Douglas Adams. É nesse mesmo período que se institui o dia 25/5 como Dia do Orgulho Nerd, ou Dia da Toalha, em homenagem aos fãs da obra de Adams e do gênero.

No entanto, 100 anos antes do sucesso estrondoso de Adams, outro autor também atingiu esse feito.